São Tom
Em Junho próximo a associação dos comités olímpicos de África reúne-se em Abuja, capital da Nigéria, para eleger a nova direcção. João Costa Alegre, presidente do comité olímpico são-tomense desde 1993, é candidato ao cargo de vice-presidente da instituição olímpica africana.
Conta com o apoio do actual presidente da associação, e depende do seu próprio esforço no sentido de convencer aos diversos comités olímpicos africanos sobre as vantagens do seu projecto. «No meu programa penso levar uma mensagem de união, penso que só assim podemos atingir os objectivos preconizados», assegurou João Costa Alegre.
Com 47 anos de idade o técnico de educação física e desporto formado em França, confessa que os ministérios do desporto e dos negócios estrangeiros, poderiam jogar papel decisivo na sua eleição através de acções diplomáticas que poderiam desenvolver junto aos países africanos, no sentido de orientar o voto a favor do candidato nacional. Mas, João Costa Alegre, sente que não vai haver sensibilidade. «Tentarei falar com algumas pessoas amigas, mas não acredito que possa haver sensibilidade», precisou.
Uma incerteza que pode ser um exemplo ilustrador das recentes declarações do autor de uma obra sobre a situação económica do país. O tal autor deixou claro que São Tomé e Príncipe não avança, porque os seus filhos têm uma mentalidade anti-desenvolvimentista. Uma mentalidade sustentada pela própria cultura que gerou a nação.
João Costa Alegre que foi membro de direcção do partido ADI, acabou por ser nos últimos anos secretário-geral do partido MDFM-PL. Actor activo na queda da liderança do seu partido, ele é actualmente coordenador do MDFM-PL até a realização do congresso extraordinário.
João Costa Alegre, que já deu voz as críticas virulentas contra o actual governo de que seu partido é membro, terá talvez razões fortes para não acreditar que os seus argumentos com vista a ascensão ao cargo olímpico africano, sejam suficientes para convencer as autoridades nacionais.
Abel Veiga