A bancada parlamentar do ADI sustenta que o novo sistema de recenseamento eleitoral automático está a excluir um número considerável de cidadãos dos cadernos eleitorais.
“Muita gente não está e muita gente tem reclamado; na diáspora, então, pior ainda, pois há muitos que não foram abrangidos neste processo de atualização do recenseamento eleitoral”, afirmou Elísio Teixeira, deputado do ADI.
Sobre o tema, o deputado Delfim Neves, do movimento BASTA, sublinhou: “Queremos a reforma eleitoral, queremos a inovação, mas nunca se deve testar ou experimentar um projeto desta dimensão em pleno período eleitoral.”
Já o deputado José António, da bancada dos independentes, destacou: “É importante que os cidadãos recorram às comissões eleitorais distritais e nacional para compreenderem o que está a ser feito e como está a ser feito, evitando a antecipação de problemas.”
O luto nacional de três dias, decretado pelo Governo em memória da jornalista, escritora e poetisa santomense Conceição de Deus Lima, constituiu outro ponto de destaque no plenário.
“A senhora Conceição de Deus Lima faleceu numa sexta-feira que coincidia com o fim de semana da festa da Vila de Bombom. Certamente, na sexta-feira, todos já tinham adquirido os produtos e o Governo decreta luto de três dias, impedindo as atividades, com senhoras que ficaram sem energia para conservar os seus congelados. É muito triste. Podia-se adiar os dias de luto”, considerou Honório Pontes, deputado do ADI.
A intervenção deixou irritado o deputado Levy Nazaré, da bancada do Movimento BASTA: “Há intervenções que não são admissíveis. Ou as pessoas não sabem o que significa um luto nacional? A política não pode valer tudo. É uma vergonha.”
Apesar da controvérsia, os deputados aprovaram por unanimidade o voto de pesar pelo falecimento da conceituada autora.
José Bouças