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SÃO vive porque a palavra não morre

Colaboradora do Téla Nón desde o seu regresso da Inglaterra no início do ano 2000, São Lima foi uma irmã não biológica, para o jornalista fundador do Téla Nón.

O jornal na sua fase embrionária alimentou-se da escrita esclarecedora da jornalista 5 estrelas de São Tomé e Príncipe. Entre dezenas de outros artigos, São…escreveu no Téla Nón uma “Carta Pá Apolinária”. Uma mensagem da mais pura identidade são-tomense, que revelou para o mundo, o português falado em São Tomé e Príncipe.

Amiga e muitas vezes confidente, a jornalista São Lima comunicava com o colega do Téla Nón em crioulo fôrro. Quanta saudade 15 de maio traz para nós dos versos em língua fôrra que compunham a conversa entre São e Abel, como aconteceu pela última vez, no domingo 10 de maio.

Saudades que, no entanto, não matam a palavra, ou o verbo. Como escreveu o criador do universo, na Bíblia Sagrada. «Eu sou o verbo (a palavra) …e todo aquele que em mim crê, não perecerá, mas terá a vida eterna».

A palavra não morre. São Lima jornalista, e Conceição Lima poetisa representam o expoente máximo do dom da palavra em São Tomé e Príncipe.

As palavras escritas por São e Conceição farão eternamente o seu caminho no seio da nação são-tomense.

Abel Veiga

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