Hoje, 15 de maio, São Tomé e Príncipe chora a partida de uma das suas vozes mais luminosas e universais: Conceição Lima, poetisa maior e embaixadora da nossa cultura.
A sua obra, tecida de memória, resistência e beleza, foi sempre mais do que poesia: foi testemunho da nossa história, denúncia das nossas dores e celebração da nossa identidade. Conceição Lima soube transformar palavras em pontes, levando a alma santomense para além das fronteiras, afirmando-nos no concerto das nações através da força da literatura.
Com ela, aprendemos que a poesia pode ser arma e abraço, que pode ser denúncia e ternura, que pode ser raiz e horizonte. A sua voz, firme e delicada, foi sempre um chamado à consciência crítica, à dignidade humana e ao amor pela pátria.
Hoje, despedimo-nos não apenas de uma escritora, mas de uma guardiã da memória coletiva, de uma intérprete da nossa alma e de uma embaixadora incansável da cultura santomense. A sua ausência deixa-nos órfãos, mas o seu legado permanecerá como farol para as gerações vindouras.
Que a terra lhe seja leve, e que a sua poesia continue a ecoar nos corações, lembrando-nos que São Tomé e Príncipe é maior quando honra os seus filhos e filhas que o servem com arte, coragem e verdade.
Conceição Lima viverá eternamente nas páginas que escreveu e nos espíritos que tocou.
Jerónimo salvaterra / Secretário-geral da UNEAS