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Mais de 11015 artigos publicados em 9 anos de informação

O primepor-dos-sol.jpgiro jornal digital de São Tomé e Príncipe, que nasceu no dia 12 de Julho do ano 2000, tem os dedos calejados de tanto bater nas teclas. Muitos erros foram cometidos, e com eles muito a equipa do Jornal aprendeu. O discurso do antigo Presidente da República Miguel Trovoada por ocasião do 25º aniversário da independência nacional no dia 12 de Julho do ano 2000, foi o primeiro artigo publicado pelo Téla Nón. De lá para cá já são mais de 11015 artigos. O Téla Nón, cresceu graças a participação de alguns são-tomenses e estrangeiros, que de forma construtiva, criticaram e sugeriram melhorias, enviando mensagens para o correio do jornal. O Téla Nón que continua a resistir as tentativas de o desmoralizar ou descredibilizar, insiste e persiste na prossecução dos seus objectivos, de informar o país e o mundo sobre tudo que é vida no arquipélago que nasceu independente há 34 anos.

Sobrevivência difícil para um jornal, que desde o seu nascimento teve que enfrentar muitos bloqueios, ciúmes e intrigas, num país onde não se faz nem se deixa fazer.

Nasceu fruto de uma proposta do antigo Administrador da CST, era mais conhecido por engenheiro Mamed Costa. O primeiro projecto de informação digital de São Tomé e Príncipe, cresceu pelas mãos do novo administrador da empresa de telecomunicações, que tomou posse no início do ano 2000, Capitão Amaro.

Na altura a equipa do Téla Nón, não sabia o que era Internet, nem tão pouco sabia utilizar um computador. O grupo que trabalhava como jornalistas da TVS-Televisão São-Tomense, estava habituado a digitar textos em máquinas de dactilografar de fabrico russo. O pessoal que começou a fazer Téla Nón, teve que ser formado pelo engenheiro da CST Jorge Torres. Uma formação intensiva para conhecer a Internet e aprender a utilizar o computador.

Leve-Leve, a equipa começou a aprender o ofício, começou a andar com os seus próprios pés no que concerne ao processamento informático das informações que produzia. O apoio logístico, em termos de patrocínio da CST, foi e continua a ser fundamental para a manuenção do jornal, que é independente quanto a sua política editorial, e reconhecido pelo estado são-tomense através do diário da república número 2 de 26 de Fevereiro de 2001.

O anúncio pela RDP-África da existência de um jornal digital em São Tomé e Príncipe, contribuiu para despertar a atenção da diáspora sobretudo em Portugal para a página de informação nacional disponibilizada no portal da CST.

O aumento da audiência trouxe pressões sobre o jornal. Na campanha para as eleições presidenciais de 2001, o Téla Nón começou a ser atacado por alguns candidatos e activistas políticos.

O Téla Nón começou a sentir o peso dos ossos do ofício, e compreendeu que estava no caminho certo. Mas era só o começo. Mais tarde grupos de políticos e profissionais da comunicação social(Jornalistas), criaram uma frente comum de luta contra o Téla Nón. Utilizaram todas as formas de intrigas, usaram o veneno da língua e por pouco matavam o jornal, uma vez que a direcção do Téla Nón não sabe nem tem jeito de utilizar o tal veneno da língua para fazer contra-ataques.

Mas a verdade vem sempre ao de cima, e o tempo se encarrega de o fazer. Por isso o Téla Nón, sobreviveu a tal ofensiva destrutiva. O veneno da língua acabou por matar o próprio dono, que não resistiu a concorrência que foi aberta com o Téla Nón na produção diária de informação on- line.

Apostado no trabalho como única arma de luta, o jornal digital, já produziu mais de 11015 artigos. Uma média de 1223 por ano, 101 por mês, média de 3 artigos por dia desde 12 de Julho do ano 2000. Pouco, muito pouco, tendo em conta a constante falha de energia eléctrica, ou avarias que periodicamente ocorrem no sistema informático do jornal. Pouco, também porque o Téla Nón tem dificuldade de encontrar colaboradores assíduos para a produção de conteúdos informativos. Muitos colaboradores que já passaram pelo jornal, tiveram que deixar porque o facto de escreverem para o Téla Nón, gera problemas no órgão de comunicação social estatal onde trabalham. Problemas com os seus chefes, ansiosos por verem o fim do Téla Nón.

TN, insiste e persiste na divulgação da informação sobre São Tomé e Príncipe. Continua a dar voz há muitos são-tomenses, vai continuar a promover a democracia, vai denunciar sempre os casos de corrupção e outros, vai fazer muitas amizades e criar muitas inimizades, porque afinal de contas são os ossos do ofício.

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