A empresa norueguesa PGS, era a única detento
A radiografia da zona económica exclusiva está feita, e a avaliação dos resultados é positiva. Agora resta ao estado são-tomense colocar tais informações no mercado, para que as companhias petrolíferas interessadas na exploração façam o resto do trabalho, ou seja, irem a busca dos vestígios de ouro negro detectados pelos estudos sísmicos.
Segundo o Director da empresa PGS, David Pratt, só depois da execução dos furos nos respectivos blocos é que se poderá ter a comprovação certa de que há petróleo e em quantidade explorável. No entanto os estudos de 2 e 3 dimensões realizados na zona económica exclusiva, não deixam muitas dúvidas. «A qualidade dos dados é excelente. Utilizando esses dados estamos certos que as empresas petrolíferas, assegurar a prospectividade. Pode-se garantir que existem regiões identificadas como tendo boa qualidade em termos de existência de hidrocarbonetos», afirmou o chefe da equipa da PGS, quando apresentava o banco de dados dos testes sísmicos realizados.
O banco de dados que está aberto a todos os interessados mostra rochas e outros componentes que caracterizam os lençóis de ouro negro. «Há confirmação de existência de rochas originárias de hidrocarbonetos e outras rochas que são reservatórios de hidrocarbonetos, e há outras indicações claras de que existem hidrocarbonetos de acordo com as informações tidas nas linhas sísmicas, interpretadas e postas a disposição de São Tomé nesta sala», reforçou David Pratt.
A direcção técnica da Ag
A margem da apresentação do banco de dados sísmicos, a PGS mostrou para a imprensa pedras recolhidas na zona de Petróleo-Uba Budo. Amostras de rocha que segundo a companhia norueguesa com sede em Londres, indiciam a existência de hidrocarbonetos naquela região de centro da ilha de São Tomé. Região que no passado foi alvo de perfurações feitas por um empresário estrangeiro, Cristopher Herlinguer, no entanto sem sucesso.
A PGS, considera que as amostras de rochas, e a grande presença de gases emitidos pela água negra e inflamável que circula no riacho da zona, constituem pistas de investigação que vão ser aprofundadas nos seus laboratórios em Londres.
A zona de Mourro Peixe no nordeste da ilha de São Tomé também foi investigada pelo grupo de peritos da PGS. Os trabalhos de prospecção de petróleo on-shore prosseguem no próximo ano.
Abel Veiga