Economia

Agricultores de Santa Catarina queixam-se de expropriação de terra por parte do Governo

Os agricultores beneficiários de parcelas de terra para produção de cacau e outras culturas alimentares, dizem que foram surpreendidos por homens ao serviço da empresa estrangeira SATOCAO, que a mando do Governo e acompanhados por forças policiais, tomaram as suas terras, por sinal única fonte de sustento das famílias.

Manuel(NA FOTO), é um dos agricultores de Santa Catarina que ficou sem terra. Recebeu o seu título de posse de terra no ano 2001. «Minha roça está bem trabalhada e com novas plantas. Cultivei matabala bananeiras, jaqueiras etc. Acho que essa acção tem a ver com ódio», desabafou o agricultor em declarações à reportagem da RTP-África em São Tomé.

O agricultor, que permitiu a filmagem da sua parcela de terra para confirmar, que está limpa e bem trabalhada, disse que os homens enviados pelo Governo ao serviço da empresa SATOCAO, puseram em causa a validade do seu título de posse de terra. «Quando tomaram a minha terra disseram que eu não tinha documentos. Apresentei o título de posse de terra, e disseram-me que o título de posse que tenho é inválido», sublinhou.

No título de posse de terra lê-se que a parcela foi concedida pelo Estado são-tomense ao agricultor Manuel, desde Maio do ano 2001. «Quero a minha terra de volta, porque é lá onde ganho sustento. Tenho 8 filhos, 10 netos e 2 bisnetos. Já tenho 66 anos o que é que vou fazer? Onde é que os meus filhos vão comer?», interrogou.

Domingas Mendes vulgo Nha Segunda(NA FOTO), é cidadã cabo-verdiana que foi contratada há mais de 60 anos para trabalhar nas plantações de cacau na antiga Roça Santa Catarina. Diz que a sua parcela de terra foi confiscada há cerca de 30 dia pelos enviados do Governo. «Estive 10 meses em Cabo Verde, por razões de saúde, onde fui submetida a uma cirurgia. Neste período não pude trabalhar. Mas depois de regressar, trouxe dinheiro e paguei pessoas para trabalhar a minha roça. É da roça que vivo», reclamou. .

Nha Segunda, explicou que na sua parcela de terra plantou tudo para garantir o sustento da sua família. Aliás tem longa experiência no trabalho agrícola. Para além de experiência gosta de trabalhar a terra. «Minha roça tem tudo fruta pão,  jaca, e até agrião plantei e da bastante. Pelo menos deveriam dar-nos alguma satisfação. Eu estava a trabalhar a minha parcela quando chegaram os novos donos do lote», acrescentou.

Idalécio(NA FOTO), habitante de Santa Catarina, considera que a acção do Governo de expropriar terras aos agricultores, faz recordar o século XV. «Essa é uma atitude do século XV. Não podemos voltar para traz, ter patrão etc», declarou, para depois sublinhar que «não estávamos a espera que o governo iria tirar as terras para dar a um estrangeiro».

Idalécio explica que foi a comissão dos moradores de Santa Catarina, que num encontro com as autoridades ligadas ao sector da agricultura, propôs que o Estado confiscasse as terras abandonadas naquela região. «Nós na altura pedimos ao governo que as terras abandonadas deveriam ser confiscadas e distribuídas a favor dos filhos dos pequenos agricultores que ainda não têm terra», pontuou.

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Segundo Idalécio quando se fez a distribuição das terras em Santa Catarina há 16 anos, a maioria dos actuais jovens da roça tinha menos de 12 anos. Hoje são adultos e chefes de família que não têm terra para cultivar.

O conflito de terra em Santa Catarina, região norte de São Tomé, foi denunciado pelo partido MLSTP/PSD. O Director Geral da Agricultura, Argentino dos Santos, em declarações a TVS, reconheceu que houve erros no processo de confiscação pelo Governo de terras abandonadas para serem concedidas a empresa SATOCAO. «Houve um pequeno erro sobretudo em Santa Catarina. Havia uma ou outra parcela que estava entre as terras abandonadas e fora também incluídas. Estamos a trabalhar para resolver estes problemas», frisou O Director Geral da Agricultura.

Argentino dos Santos, realçou a importância do projecto da empresa SATOCAO, que pretende renovar o cacauzal são-tomense através da introdução de novas plantas, e não só. «Vão dar apoio aos agricultores para produzir através do projecto de apoio as aldeias de agricultores. Vão dar apoio em sementes, material vegetal para poderem produzir mais cacau», concluiu.

O Téla Nón apurou que a empresa SATOCAO é dominada por capital de um milionário suíço ligado a exploração de petróleo no golfo da Guiné.

Abel Veiga

    55 comentários

55 comentários

  1. ele

    20 de Março de 2012 as 16:48

    Meus senhores, onde já se viu pequeno agricultor ainda em STP bem vestido?

    Tudo não passa de montagem de Tela Nom. Tudo isso é uma propaganda e campanha contra o governo. Já se diz pelo rua que o Governo poderá ser derrubado em Abril quando a assemblei reunir.

    O tela nom so passa a difamar o governo.

    será que nao se tem feito nada de bom neste país? Abel procure contribuir do teu lado. sabemos que a comunicação social tem força, mas pense no país e nao te alinhe na estartégia de MLSTP/PCD.

    MLSTP e PCD estão no terreno na contra intelig~encia a mobilizar a população em relação ao assunto de terra.

    MAs estamos cá para ver. Como Santo Tomé. Que quer poder solicita-o ao povo, vamos todos à Urna, pelo voto.
    Abel abre os olhos para que não seja tarde demais!

    fui

    • Pedro Cravid

      20 de Março de 2012 as 23:26

      Olha só para este pau mandado,o qué de concreto esta a fazer este governo?…só assinando acordos ou intenção?..o que na pratica não se vê o resultado.Agora não será com estas politicas que vai resolver o problema a sim que fazer uma reflexão seria para apurar onde se esta a falhar.

      • Calibre-12

        22 de Março de 2012 as 16:10

        Na realidade este é o pior governo de toda a nossa história recente.
        Um governo de mediocres e arrogantes.
        Um governo de muita labia e pouca execução pratica.
        Tuodo o que ainda pode garantir emprego a nossa gente neste país vem dos governos anteriores, porque deste governo nada feito.
        Um Governo onde se anuncia tudo e não se vê nada de comncreto senão o encarrecimento cada vez mais co custo de vida.
        Um governo onde viagem passou a ser o elemento que mais dinheiro tem gasto ao país.
        Um jornalista, agora também arrumado em politico dise na TVS, e é verdade, que até ao momento o país ainda não arrancou. Grande verdade.
        Outros quadros nacionais, politicos ou não deveriam ter a coragem di dizer o mesmo.
        Quem disser o contrário, que apresente uma provas.

    • Flávio Fernandes

      21 de Março de 2012 as 12:50

      Meu caro vc não tem conhecimento da vida no mundo rural. Lá as pessoas são pobres, maas têm diginidade. O agricultor não fica suja durante todo o dia. Tbm fica limpo, porque embora pobre, tem noção básica da higiene pessoal.
      Ou queres dizer que tbm a rtp-áfrica inventou as imagens que divulgou? Queres dizer que as imagens vistas no tempo de antena do mlstp/psd foram inventadas?
      Meu concidadão, invente outra se quieres defender este governo que anda a desgovernar as nossas vidas há mais de um ano.
      Vá as antigas roças (roçã lembá, ponta figo, angra toldo praia, água joão) e veja como as pessoas vivem. Eles vão te dizer, sim, que as terras têm sido retiradas com agente da Pic. O tal África, irmão do Bujinho, leva arma AKM e intima as pessoas. Há várias testemunhas oculares.
      Lanço um veemente apelo ao PGR para instaurar um inquérito contra as atrocidades do agente África. Ou será que ele tem autorização do seu Director para o efeito?

    • Voz da razão

      21 de Março de 2012 as 15:36

      Caro amigo “Ele”
      Desculpe, mas o Senhor está a mostrar-se como uma pessoa visceralmente preconceituosa a duvidar que um agricultor em STP não possa estar bem vestido. O quê que uma coisa tem a ver com outra? O quê que o Sr. entende por estar bem vestido? O quê que o Sr. entende ser agricultor? Se eu tiver meios financeiros para investir em agricultura, invisto. O meu capital é convertido em recursos humanos, meios materiais, equipamentos. Embora eu tenha trabalhadores, não deixarei de ser agricultor. Isto acontece em muitos paises de grandes latifundiários ou fazendeiros. Aconselho o sr. a abrir melhor a sua mente e não afunilar-se nas informações de meios provincianos. São dessas pessoas como Sr. infelizmente que temos no governo e que criam dificuldades aos outros por coisas mesquinhas e fúteis.
      Nós santomenses somos invejosos até por roupa que vestimos!…que mentalidade!…credo!

    • JB

      21 de Março de 2012 as 15:50

      Sinceramente,como pode alguem ser tao ignorante.Pelo facto de ser pequeno agricultor,nao se pode andar bem vestido?Isto eh um grande insulto e ao mesmo tempo demonstracao de tamanha ignorancia e estupidez, e por causa dessas mente infectadas de ignorancia e estupidez o nosso pais esta como esta. Este senhor(comentador perdeu a grande oportunidade de ter ficado calado e desta forma ficaria muito a ganhar porque nao teria posto em publico a sua estupidez e burrice. Uma coisa eh defender a cor politica e outro eh ser burrooooo e estupido sem limites.fui

    • João Cristovão

      21 de Março de 2012 as 18:24

      É falsa a informação de que o mlstp e pcd estejam no terreno a fazer qualquer trabalho político sobre a questão de terras.
      O que vimos pela tvs foi uma conferencia de imprensa do mlstp a denunciar esta medida arbitrária do governo

    • Maria Catarina

      21 de Março de 2012 as 18:26

      Santa Catarina o que não ek jornalismo ek aquilo que assitimos hoje na tal “televisão de todos nós”. Puderam cadeado na boca dos jornalistas.
      O comissário politico do ADI, Óscar Medeiros, vai pessoalmente a redacção censurar as peças. Ele e o Arturinho andam a discutir sempre. O homem manda colocar noticias sobre o PR lá para o meio do telejornal.
      Mandou proibir a divulgação da entrevista da “Aliança PAtriótica”, após ter falado telefonicamente com o Patrice e o Afonso Varela.
      Este senhor Óscar é um ccorrupto.
      Mandem fazer sindicancia das contas bancárias da TVS. Mandem averiguar em que conta entram os dinheiros dos patrocínios e como eles são repartidos.
      E mais: este senhor não está nomeadado legalmente como director.

    • Zeferino Varela

      21 de Março de 2012 as 18:27

      Eu tenho familiares em Santa Catarina e vou la muitas vezes passar fins de semana. Conheço estes agricultores.

    • Joana Semedo

      21 de Março de 2012 as 18:28

      Satocao tem sócios no governo do ADI. Patrice Trovoada e Agostinho Fernandes. O Varela sabe porque ele participou na elaboração dos estatutos da sociedade. Quem tratou da escritura é o Levy Nazaré, secretário-geral do ADI. Na próxima remodelação do governo será ministro da (in)Justiça, porque man papa já avisou Elísio que acabou a brincadeira…

    • Maxinimo Costa Alegre

      21 de Março de 2012 as 18:29

      Tirar terras a esta gente humilde é um crime. É a única coisa que eles teem para a sua sobrevivência. Espero que o povo santomense saiba punir estes incompetentes do governo nas urnas.

    • Filomena Neves

      21 de Março de 2012 as 18:30

      Eu estou muito triste com o silencio do meu partido, PCD, sobre uma matéria tão importante como a retirada da terras aos pequenos agricultores. Fizeram tanto barulho sobre o caso Amandio Pinheiro e agora que é um assunto de INTERESSE NACIOPNAL nenhuma palavra???
      Quero saber o que pensam sobre isso?

    • Filinto Cardoso

      21 de Março de 2012 as 18:31

      O primeiro-ministro foi infeliz ao tentar comparar aquilo que não é comparável. Tentar confundir as pessoas, dizendo que o governo do mlstp deu 5 hectares a Agripalma é mentira. Falei com o meu primo que trabalha no ministério da Agricultura e ele disse que Agripalma tem cerca de 3 hectares. Eram terras que ainda estavam sob tutela do estado, que pertenciam a antiga empresa Emolve.
      O que passa agora é completamente diferente. O governo de patrice prometeu entregar a Satocao (sua própria empresa), 2.500 hectares de terras até o final do ano. Já retirou parcelas de terras aos agricultores de Angra Toldo, Água João e Santa Catarina. O ministro Agostinho Fernandes já despachou ordens de retirada de terras a vários agricultores das antigas roças Água Izé, Santa Margarida, Agostinho Neto e Bela Vista. E as centenas de pequenas agricultores que foram abrangidos por esta medida vão morrer de fome? Ou o governo vai-lhes dar pensão vitálicia?
      Isto é uma injustiça e o presidente da república tem que intervir. Pai Grande não votamos em ti para apenas estar no palácio a receber pessoas e viajar. Queremos que vc intervenha para proteger e defender os interesses dos desprotegidos.

    • Filinto Cardoso

      21 de Março de 2012 as 18:33

      Felicito o Abel Veiga pelo jornalismo de isenção e investigação. O que assistimos na rádio e tvs é uma vergonha.
      Patrice Trovoada mandou acabar com o programa LINHA DIRECTA porque os telespectadors nos contactos telefónicos directos podem dizer a VERDADE. Ele tem medo desta palavra. Oscar e Maxinimo teem uma avença mensal de uss 2.000 para defenrem o governo.

      • terranoII

        22 de Março de 2012 as 14:21

        E não sabem mais!Segundo por fonte bem segura,eu soube que no passado dia 12/3 no programa de tvs “linha directa”,em que convidado para o estúdio foi o director de agricultura,houve orientações superiores ao programa no sentido de bloquearem o nº de acesso do programa : 2227558 de forma a não haver interacção por parte da população,evitando assim que possam surgir perguntas em que as respostas do director de agricultura pudessem comprometer todas as falsidades do governo quanto a este conflito todo que tem gerado a volta da retirada bruta de terra aos agricultores.E que agora lá na tvs Oscar Medeiros seleccionou só 3 pessoas jornalistas podem escrever todos testos de notícias para telejornal;o resto é só ir buscar imagens,entrevistas no terreno e trazer-nada mais!Na tvs quem não trabalhou ou é de ADI está lixado.Óscar todo trabalho de notícia é só com equipa que ele criou;todo benefício,subsídios,viagens em serviço ou não,só com essa equipa.É esta televisão que STP precisa?Depois quem não critica téla nón.Tudo que compromete Governo TVS está proibido de fazer notícias.Por isso “Nón buiá”!!!Temos que contentar assim mesmo só com o nosso tela non.
        Fui…..

        • terranoII

          22 de Março de 2012 as 14:28

          corrijo: Depois quem não sabe,critica tela non.

    • José Carlos Barreiros Cravid

      21 de Março de 2012 as 18:34

      Terras representam soberania. O governo não pode retirar terras a nacionais para entregar a estrangeiras. Quem recebeu comissão pelo negócio que devolva o dinheiro.

    • Carlos Pires Veloso

      21 de Março de 2012 as 18:38

      Estou solidário com os pequenos agricultores. Não é justo retirar terras a quem as trabalha. Este governo acabou com o Ministério da Agricultura. É um sinal que quer matar a agricultura nacional.

    • Genoveva Pires dos Santos

      21 de Março de 2012 as 18:40

      Satocao quer neocolonizar os pequenos agricultores. Não aceito esta medida de retirada de terras. Nunca!!!!!

    • Mimi

      22 de Março de 2012 as 10:04

      Haja paciência! Nao fosse o Tela Non, estariamos todos sem noticias do pais real, ja que a Radio e televisao do estado passam propaganda quanto basta!… Pena e nao haver tambem uma radio e televisao privadas para divulgar o que realmente se passa em STP…

  2. santa catarina

    20 de Março de 2012 as 17:25

    Este não é jornalismo é uma pouca vergonha.
    È melhor que esse senhor fosse deputado deve apresentar-se na lista na proxima legislatura por que esta já não dá.Uns dizem que o povo esta mal é preciso encontrar soluções quando aparecem agora o jornalista diz que tudo esta mal. O que fazer?
    Não devempos avançar e não preocupar com os maldosos do MLSTP e os seus lacaios.
    MLSTP-miseria longa para stp, agora começo a acreditar na origem e significado destas malditas letras.
    Pedimos a todos coragem e sacrificio para ultrapassarmos estes malditos que querem continuar no poder para delapidarem como delapiram durantes estes anos todos.

    • João Sacramento

      21 de Março de 2012 as 12:57

      Santa Catarina o que não ek jornalismo ek aquilo que assitimos hoje na tal “televisão de todos nós”. Puderam cadeado na boca dos jornalistas.
      O comissário politico do ADI, Óscar Medeiros, vai pessoalmente a redacção censurar as peças. Ele e o Arturinho andam a discutir sempre. O homem manda colocar noticias sobre o PR lá para o meio do telejornal.
      Mandou proibir a divulgação da entrevista da “Aliança PAtriótica”, após ter falado telefonicamente com

  3. Nando Vaz (Roça Agostinho Neto)

    20 de Março de 2012 as 18:22

    O que está por detrás disso?

    • Santana Grande

      20 de Março de 2012 as 22:58

      Quando o país vive ao sabor de improvisação, sem rumo traçado para o seu desenvolvimento, sem recursos financeiros e de outras espécies, só podia terminar com esta confusão toda.
      Qual é o resultado disto tudo? É desorganização, ideias soltas que se vai materializando diariamente ao sabor de dólares, bandalheiras e outras coisas. Os mais prejudicados são gentes do povo que não têm possibilidades de exercer qualquer pressão junto da opinião pública e da classe política e são, por isso mesmo, os mais prejudicados.

      Se o país tivesse um “Plano de Desenvolvimento” traçado, com ideias claras sobre aquilo que quer para o seu desenvolvimento, nomeadamente:

      1- onde e quando quer construir uma escola, um hospital ou uma creche;

      2- onde quer que se projecte um parque industrial;

      3- Onde quer que se projecte uma zona de comercio ou de lazer;

      4- onde deveria ser exclusivamente utilizada para fins de agricultura, em função de factores como a qualidade dos solos, climático, tipo de cultura, etc;

      5- Onde deveria ser utilizada para tratamento de resíduos;

      6- Onde deveria ser utilizada para urbanização.

      Depois disto, deveria-se reflectir e contemplar, também, no referido “Plano de Desenvolvimento” sobre que tipologia e característica de urbanização que se pretende para o futuro do país tendo em conta o número crescente da população residente, o espaço físico disponível, os hábitos socio-culturais do contexto, etc.

      Por exemplo faz sentido ainda a crescente persistência e hábito de construção de habitação individual, tipo vivendas, com grande ocupação de espaços, num território físico tão pequeno?

      Faz sentido ainda o hábito Sãotomense de cada um ter uma vivenda individual, de madeira ou alvenaria, para qual luta arduamente para a sua construção, durante uma vida inteira de trabalho, em detrimento de investimento na educação e formação dos filhos, deixando-a posteriormente para os seus familiares num contexto de transmissão geracional deste hábito?

      Ou seria desejável que o estado deveria dificultar, por vias fiscais, a capacidade de construção de vivendas individuais e, em detrimento desta ideia, assumisse a postura de ser ele a entidade responsável pela edificação de casas, género prédios, sua gestão e arrendamento aos indivíduos, de acordo com as suas possibilidades económicas e número de elementos constituintes das respectivas famílias, tirando este encargo das pessoas passarem uma vida inteira a poupar para construirem uma habitação e desenvestirem noutras áreas como seja a educação dos filhos?

      Eu acho que deveria ser esta a reflexão que o país deveria estar a fazer agora ou ontem. Não! O Governo passa a vida a viajar procurando dinheiro e desbaratando recursos sem pensar em nada disto. Qual é o resultado desta política? Gasta-se tempo, energia e recursos sem ter tempo para pensar em alternativas mais saudáveis, equilibradas e responsáveis e sem saber os resultados ou consequências decorrentes das decisões políticas tomadas. E é provável que se entre, com esta forma de agir, numa espiral de ir “tapando buracos” ao mesmo tempo que se desperdiça recursos de forma inglória e irreversível.

      Já repararam que, cada vez que procurámos recursos financeiros para a execução do orçamento de Estado, o senhor primeiro-ministro, qualquer que ele seja, dá uma volta ao mundo a procura de doadores que nos possam dar dinheiro e em troca possamos dar terrenos, contratos estúpidos de pesca, sem qualuqer fiscalização associada e outras coisas? Até quando vamos persistir nesta prática? Até os nossos recursos esgotarem completamente? E depois? Fecha-se a loja?

      Não está na altura do país parar, reflectir e realizar um “Plano de Desenvolvimento” que envolva todo o país na sua elaboração e responsabilize mais os políticos na sua execução com metas traçadas e temporalmente estabelecidas e avaliadas por entidades competentes relativamente ao seu cumprimento? Neste caso os governos, quaisquer que eles fossem tinham, que, no final de cada legislatura, apresentar contas ao povo e sujeitar-se ao julgamento popular.
      Sem isto o país não vai a lado nenhum.

  4. Carlos Viegas

    20 de Março de 2012 as 18:45

    Eu sou de Santa Catarina conheço bem esses senhores nas fotos e a realidade da zona! Os Senhores ele e santa catarina pelo visto não conhecem Santa Catarina, não sabem nada da zona!
    discordo os vossos comentários!

    Ficam sabendo que esses agricultores têm toda a razão.

  5. Carlos Ceita

    20 de Março de 2012 as 19:35

    Meus amigos por isso é que insisto na questão de mentalidade dos sãotomenses. Há quem acha que um pequeno agricultor não pode andar bem vestido? Será que entendi bem? Estaria muito orgulhoso se um agricultor da minha terra andasse de BMW com GPS incorporado se isso fosse resultado do seu esforço e trabalho.
    E agora sobre o assunto.
    É pena que num país que se exibe como sendo democrático não é digna desse nome. Pois se assim o fosse nenhum cidadão nem o governo ou estado estaria acima da lei. Se São Tomé e Principe fosse de facto um estado de direito caberia a assembleia discutir a lei da terra e tudo o que tem a ver com a sua distribuição/repartição, organização ou mesmo alteração da lei.
    E mais tendo uma constituição que afirma categoricamente de que os saotomenses são os únicos proprietários da terra significa que em circunstancias nenhuma nenhum saotomense independentemente da função que ocupa pode vender terra aos não saotomenses. Podendo apenas alugar para efeitos de investimentos. E caso o governo ou qualquer cidadão que vendesse a terra a estrangeiros estaria a violar a constituição da república. O tribunal constitucional teria aqui uma palavra determinante. Mais meus amigos isso são questões para um pais normal organizado e de gente seria. Infelizmente não é o nosso caso.

  6. observador

    20 de Março de 2012 as 20:02

    è triste,eu como emigrante comprei na minha terra natal um terreno para a minha velhice, se vou ao meu pais e descubro que o meu terreno foi atribuido a outro fulano que nem nacional è, fica a me passar mil coisas na cabeça,nos somos filhos da terra queremos um cantinho para quando a reforma chegar, aguardar o dia final em paz a comer jaca e fruta pao a gozar a nossa reforma. sera que um tipo que tambem foi emigrante que nem nasceu no pais è capas de vender este sonho a estrangeiros a qualquer custo? ja tivemos varios (gajos) que prometerao tirar STP da fossa e o pais esta como esta lembro do LINGUER e outros tantos que vao la prometem mundos e fundos e depois vao-se embora SENHOR MINISTRO,PRIMEIRO OS SAOTOMENSES depois os outros.nos que estamos forra do pais podemos ter dupla nacionalidade mas o nosso coraçao esta em STP pare de dar (oferecer) nossa patria a mafiosos porque nao temos outra terra para ir.vou todos os anos a STP trabalhar a minha roça, mas sei de grandes latifundiarios que tenhem varia extençoens de terreno e nao os limpao, mas como tem mesma cor politica nao se fala nisto.QUEM USA TROPAS PARA LIMPAR TERRENOS PARTICULARES EM UBA BUDO? pare de perceguir os saotomenses que a terra tambem è nossa.agora entendo porque que todos os jovens querem sair do pais.

  7. Fruta Fruta

    20 de Março de 2012 as 23:23

    O Nando Vaz da Roça Rio do Ouro diz:
    O que está por trás disto?
    De facto concordo. Deve haver uma enorme confusão. Há ou não um Estado de Direito? Foi dado o título de propriedade ou não?
    Se estamos num país que repodiou o sistema colonialista que nacionalizou maior parte das terras (a Terra a quem a trabalha!), vem reexpropriar a quem a está a trabalhar devidamente? Não percebo e questiono até o Sr. Idalécio que vai buscar o século xv como o periodo que teve patrão. Não esqueçamos que a grande exploração foi feita aos contratados (Moçambique, Tongas, Cabo Verdianos, Angolas). O Forro gozava da carta de alforria! Trabalhavam sim, nas suas pequenas propriedades e eram os artifices. Seja o que for, ninguém nada a ninguém. Se de facto o Sr. Manuel tem o título da propriedade e cumpre os pressupostos que estiveram subjacente à atribuição do titulo de propriedade deverá haver um advogado na praça que em consciência deverá defender o proprietário contra as arbitrariedades do poder

  8. JOSE CARLOS

    21 de Março de 2012 as 8:06

    DEIXEM TRABALHAR O GOVERNO E DEPOIS COBREM NAS ELEIÇÕES MEUS SENHORES… O BALANÇO SÓ SE FAZ DENTRO DE 2 ANOS, TENHAM CALMA POR AMOR DE DEUS A TERRA É NOSSA….

    • Voz da razão

      21 de Março de 2012 as 9:04

      Se isso é ou não montagem, a verdade é que isso está mal. “Deixem-nos trabalhar…” O governo está a arrumar a casa desde 2010 e até agora não consegue arrumá-la.Convenhamos! Eu compreendo que as coisas estão difíceis mesmo ao nivel internacional, mas ao nivel interno há políticas mal implementadas. Não podemos porder o juízo e perder a nossa honestidade intelectual só porque somos desse ou doutro partido no poder quando fazemos criticas. Se está mal, está mal mesmo. Essa política cega e utópica que o governo está a implementar ir buscando investidores para empreendimentos quase inviáveis é mais um sinal de perda de tempo. Deviamos apostar na diversificação de agricultura. Apostar fortemente na produção em grandes escalas de banana, protutos hortículas, pimenta, baunília, etc,etc e aproveitar as ajudas externas e investir em infraestruturas nesta actividade. Melhorar a pesca artezanal e investir na pesca semindustrial. E não em “coisas” que ficam só no papel. O quê que este governo já fez?… NADA. O 1.º Ministro mais os seus ministros não param de viajar. É só SUIÇAS e DUBAIS… Podem gozar …

    • Voz da razão

      21 de Março de 2012 as 9:06

      quis dizer ” perder o juizo…”

      • Voz da razão

        21 de Março de 2012 as 15:12

        quis dizer “…produtos hortícolas…”

    • Aldo Sacramento Neto

      21 de Março de 2012 as 19:12

      José carlos ate que a opsicao esta a deixar o governo trabalhar. Mas a minha grande preocupaçao e que se esperarmos o resto da legislatura, estaremos entregues a máfia russa e italiana. Patrice trovoada qdo viaja e regressa so fala de investimento privado: bancos comerciais, hoteis, centro petrolifero, etc. O país precisa de investimentos. Estamos de acordo.
      Mas o que o cidadao comum espera, apos uma visita do PM, é que ele fale de saúde, educação, energia, água. Coisas que tocam na melhoria da qualidade de vida do cidadao comum.
      Seria bom o PM visitar o actual banco de urgencia improvidado do hospital ayres de menezez. Uma vergonha. As pessoas morrem por falta de coisas básicas. Falta até papel higienico nas casas de banho.
      O PM está ao serviço de investidores privados e não daqueles que o elegeram.
      E o Fradique tbm é responsável por isso. Mandou o mdfm/pl votar adi. Agora aguenta

  9. conterrâneo

    21 de Março de 2012 as 8:17

    Os senhores de MLSTP têm médias empresas abandonadas que também estão na mira de lhes serem retiradas pelo governo.

    Aí entende-se a razão dessa campanha de MLSTP.
    Um bando de politicos sem escrupulos.

    Um desses individos foi em tempos director de segurança social, e até levou um freezebar que comprou com o dinheiro do estado para casa, e tinha que ser policia a ir buscá-lo.!

    Hoje fala em defesa dos pequenos agricultores?

    Granda lata, sr Maquengo!

    Eles (MLSTP) têm estado cá em Santa Catarina a dizer-nos para não entregarmos as nossas terras, que eles vão resolver isso!

    Que ninguém vai retirar a nossa terra!

    Foi MLSTP que deu a Agripalma 5 mil hectares de terras no Sul e no Principe!

    E agora?

    • José de Sousa

      22 de Março de 2012 as 13:32

      Boa tarde. Relativamente a política de apropriação de Terra, pelos nacionais, aos quais, refere – se a gente do MLSTP, só espero que, as autoridades usem o critério de equiparação e porpocionalidade. Assim, desde que tirem as dos camaradas do MLSTP, tmb, tirarão as Terras na posse de Levy Nazaré,(na zona de Madalena), Secretário Geral do ADI-Acção dos Doidos Independentes, bem como das do Sr. Ministro da Defesa e Segurança Nacional, Dr. Carlos Stok. E mais, igualmente, abandonadas … não digo. Obg.

  10. nora

    21 de Março de 2012 as 10:13

    Tudo que vem de suiça tem dedo do Patrice Trovoada e do seu capado Varela.

    A sociedade é do Patrice Trovoada, que inventa acordos e empresas fantoches para usurpar de terras dos coitados que não têm para onde ir.

    São Tomé Poderoso é DEUS vivo, não ira permitir isso. QUEM CRER SERÁ SALVO.

  11. Mundo Bilá

    21 de Março de 2012 as 10:18

    Considero que não se pode retirar terra aos nacionais, mas sim a terra que o estado entregou deve ser transformado em capital. Segundo a Lei só se pode retirar a terra ao seu dono, no estrito interesse publico geral, nesse caso é de interesse privado. O governo tem que rever a sua posição, assim estará a por o seu povo na miséria e a ser explorado mais uma vez. A terra como capital, esse capital deve trabalhar para o seu dono. Como economista, aconselho o governo a dar titulo definitivo aos seus donos e por sua vez os donos negociarem com os privados, por exemplo pagar uma renda durante determinado período.

  12. eu

    21 de Março de 2012 as 10:43

    Votou no ADI devido 1 pão com choriço e 1 cerveja e agora esta a chorar? Aguenta e cala boca. Para proxima vai ter mais atenção em quem votar. Isso para todos os santomenses refletirem melhor e saberem onde estão a pisar. Se fosse governo esses gajos que estão a mandar bocas já apanhariam borracha e depois iam queixar onde quiserem.

  13. al

    21 de Março de 2012 as 12:32

    Eu acho que o governo tem que começar a deliniar de menor forma as suas politicas de forma a não lezar os interesses da camadas mãois miseraveis posso assim dizer, visto que as terras pertencem aos nacionais dai que é necessario adoptar politicas que vai de enconta com a classe dos pequenos agriculto. deve-se expropriar terras nas mãos de pessoas que não as trabalham, isso sim, mas, caso contrario é e sempre será um caso a ser sempre contestado pelo povo e não só que vive numa situação mizera.

  14. Fijaltao

    21 de Março de 2012 as 15:59

    Eu tenho a certeza que o governo não agiu de má fé nesta questão da retoma das terras! Talvez pelos moldes em que o processo se tenha desenvolvido, é que demonstra injustiça! Mas creio que o governo irá reunir com todos os lesados no sentido de lhes explicar o que se passa e dispor aos agricultores lesados propostas de negociação, no sentido de proceder uma indemnização aos mesmos ou fornecer aos agricultores outras partes das roças onde eles possam dar continuidade dos seus trabalhos, ou por outra exigir do multimilionário suíço uma indemnização aos agricultores, complementando esta parte com a construção de um posto médico, uma escola digna para os filhos e netos desses agricultores, outra escola de formação agrária local que crie emprego para os vindouros desses mesmos agricultores, ajuda na remodelação de estradas, espaços de lazer para 3ª idade, construção de um mini poli-desportivo local e construção de um supermercado para abastecimento do pessoal da empresa e dos agricultores lesados. Só assim poderemos chegar à um bom porto de desenvolvimento nacional sem o cheiro a política dos sem terra e o neocolonialismo vigente.

  15. Fijaltao

    21 de Março de 2012 as 16:12

    Descupe usurpar um pouco o espaço! Acusar Abel Veiga de contra poder é menos verdade, porque acho que o jornalista limita-se apenas a transcrever o que entrevistou e presenciou! Por outro lado, queria perguntar aos santomenses onde está o nosso parlamento e os nossos deputados e principalmente o deputado eleito para esta zona(Santa Catarina)? Será que esse e muitos deputados sabem disso? Por isso temos que rever a nossa constituição no sentido de pôr estes senhores a trabalharem.

  16. Aristides Barros

    22 de Março de 2012 as 10:16

    Isto acontece porque a nossa agricultura está como uma manta de retalhos.Aparece um pedaço de pano e logo soldamos.Não existem ideias. Não existe a capacidade de se sentar e pensar a agricultura em STP.Portanto fazemos o que aparece. Gestão de dia a dia.Só pode dar nisto.Início de um descalabro da agricultura em STP.

  17. Eng Bernardino monteiro

    22 de Março de 2012 as 12:33

    O governo antes de receber as terras deviam indeminizar um valor para poder garantir o novo projecto de vida dos agricultores,o governo faz o que quer porque nao existe uma justica credivel, o sr presidente da republica devia vetar essa lei, e se essa lei foi aprovado na assembleia, onde estava os partidos da oposicao
    Existe orgaos da suberania na qual pode intervir
    Existe lei existe direito tem que se respeitar
    O direito da cidadania existe associacao e sindicatos, esse povo ainda vive com medo,
    Mais eu vos garante que por bem do meu pais e do meu povo lutarei sem armar e sem usar radicalismo, chega de exclusao e de abuso de poder, nao vou adimitir que facam mal ao meu povo,

  18. Eng Bernardino monteiro

    22 de Março de 2012 as 12:43

    Meus senhores
    Democracia e a sociedade que garante a liberdade de associacao e de expresao na qual nao exitem distincoes ou privilegios de classes hereditarios ou arbitrarios, os governantes santomenses sao anti-democratico,anti-pluralismo
    E anti-social

  19. piló

    22 de Março de 2012 as 22:31

    Estou admirado! Desta vez não atiraram as culpas aos colonialistas portugueses.
    Estou admirado! Como é que um país tão pequeno, com à volta de 115.000 habitantes tem tantos partidos e não conseguem juntar esforços para resolver estes problemas.
    Estou admirado! Como é que alguém tem a desfaçatez de dizer” deixem-nos governar atté ao fim do mandato”. Não fazer nada? Quando houvesse mudança já não haveria nada para gerir ou governar.
    Estou admirado! Então pequeno agricultor já não pode vestir bem, de acordo com as suas posses eos seus gostos? Em que tempo é que esse sr, jornalista(!!!!????)vive? No tempo em que se trabalhava pela comida?
    Estou admirado, OPTIMISTA e SATISFEITO! Porque vejo que no meio desta confusão toda há gente, do povo ou nao, que não se deixa ludibriar e que alerta e luta para que estas injustiças não passem em claro, defendendo os direitos dos mais Pequenos que em tudo são iguais aos dos Grandes.
    Duas frases para meditar: ” Dividir para dominar (Nao Governar) e qual é o motivo desencadeador de tanta confusão? Será por haver ainda tanta gente que não teve acesso a cargos importantes usufruindo de grandes benesses? Espero bem que não.

    Um Portuga que adora S. Tomé

  20. Investidor 2

    23 de Março de 2012 as 10:01

    Sou estrangeiro. Com tanta raiva e confusão prefiro por o meu dinheiro onde ele seja desejado. Além disso não percebo como pode haver tanta guerra, um dos paises mais pobres do mundo não que estrangeiros? E os seus politicos querem ganhar comissões? Não estariam melhor com os portugueses, como os Açores e a Madeira? Desculpem a franqueza!

    • observador

      23 de Março de 2012 as 15:46

      ò tuga tens razao, a minha primeira mulher e de camara de lobos, e madeira è como um pais dentro de outro tem fabricas de tudo e mais alguma coisa o sumo de la (brisa pinta a lingua)(serveja coral amarga)(brisol tem exeço de açucar) ja sao tome so tem fabricas de bebidas alcolicas.meu pais so andara para frente quando alguem matar alguns aldrabons e falsos lideres la e tiver um lider com culhoñs como alberto joao jardins. mas este dias nunca chegara porque preto so pensa roubar aldrabar,nao inporta a quem desde que consiga bisnar.nem que seja vender a sua propria alma.

      • investidor 2

        23 de Março de 2012 as 18:14

        Caro observador, melhores tempos virão para todos.

  21. Engenheiro( LISBOA)

    23 de Março de 2012 as 13:56

    Situação!!! Que pouca vergonha!!!
    Espírito de má fé. Não basta vender toda a cidade capital para os estrangeiros construirem suas casas?? E agora pretender revogar o DECRETO_LEI promulgado.

    Meu povo não aceitem esse tip+o de coisa no nosso país. Esse país precisa de um bom PENALTE como se marca nas outras paragem e assim os dirigentes tomam cautela e já deviam ter tomado há muito tempo mas como santomense não é quente nem é frio morno demais os ladrões do povo ainda andam de cabeça erguida.
    Um dia veremos…

  22. beny sacramento

    25 de Março de 2012 as 10:40

    bom dia,agricultores!!!(os nossos governos uuuuuuuu nào estào erados? disculpa-la onde vào meter um homem desta idade de66 anos jà,estào com essa idade è triste essa situaçào;vos deixo com essa enpreçào minha foeça e abraço

  23. Madalena

    26 de Março de 2012 as 14:37

    As terras devem ser cultivadas e nada do que tem feito até agora. Umas teras de plantação, sem cuidados, salvo raras excepções. Hoje no mundo vivemos um espectro da fome, não obstante toda a tecnologia existente, as biofabricas , etc, etc, não podemos dar ao luxo de continuar a manter as terras improdutivas. Apenas um exemplo: 1 ha, produz cerca de 12000 kgs de milho. Em São Tomé, nem 700 Kgs. Estamos a brincar.
    O governo deve sim retirar terras as pessoas, sim, sobretudo aquelas que nada fazem, muitas vezes provocam infestação nas culturas de outros agricultores. Deve ainda apoiar os visados com apoio social, uma vez retirada a terra.
    Outras politicas agricolas para os que produzem, contribuem para geração do emprego no meio rural e inovadores. As politicas agricolas podem ser PP(pagamentos ao produtor), MSPM(Medidas do suporte ao preço do Mercado), entre outras. Deve igualmente o governo fazer a reserva de terras, em %, quer para protecção ambiental , quer para a produção e esgurança alimentar de geração vindouras. Os nacionais devem acompanhar o desenvolvimento.
    Militante que não trabalha estraga a vida do Povo.

  24. Milagrosa

    26 de Março de 2012 as 14:45

    Olha para a imagem que nos é dada, na figura acima. Pergunto esta terra está em produção? Isso chama-se extractivismo. Policultura no seu grau mais infimo. Eritrina alta,bananeira dispersa, matabala uns pés. Isso é agricultura?
    convelhamos!
    Reforma os tecnicos de Agricultura todos senhor 1º Ministro, todos!!
    Assim não vamos a parte nenhuma.

  25. António Braga

    27 de Março de 2012 as 13:40

    …”«Houve um pequeno erro sobretudo em Santa Catarina. Havia uma ou outra parcela que estava entre as terras abandonadas e fora também incluídas. Estamos a trabalhar para resolver estes problemas», frisou O Director Geral da Agricultura.” – DEMITA-SE SE FAZ FAVOR SR. DIRECTOR, ESTA DECLARAÇÃO É UMA VERGONHA!

  26. jaka doxi

    28 de Março de 2012 as 10:19

    Infelizmente o jornalismo que temos ainda é este.Que vergonha.

  27. pátria sem pátria

    29 de Março de 2012 as 12:01

    Meus caros jovens podemos acabar com essas pocas vergonhas que decorre no nosso país. Eles “governo” podem bloquear a comunicação social, a rádio, televisão, até mesmo a cst.
    O que não podemos esquecer é que estamos na era da tecnologia e que toda gente pode ser jornalista. Temos um telemóvel, temos uma máquina fotográfica, temos uma minicámera onde podemos captar uma fotografia, uma filmagem dessas grandes vergonhas que passam na nossa terra natal e denunciar isso a outros órgãos de comunicação social em qualquer parte de mundo. temos em Portugal a TVI, SIC, RTP; onde a liberdade de expressão existe, se devulgarmos essas situações para eles de certeza que vão informar o mundo para nós.
    Meus irmão não podemos baixar os braços só porque nos calam a boca. Enquanto tivermos fôlego há sempre esperança. Temos que lutar para que possamos ter uma Democracia onde as pessoas possam dizer o que sentem e pensam desde que possam responder pelos seus atos. Não é preciso usarmos força como outros países que derramam sangue, basta inteligência. Vamos tomos ser um ativista de jornalismo denunciando o que acontece de arado no nosso país.

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