Economia

FAO pede mais de US$ 1 bilhão para combater fome em 26 países

A Guiné-Bissau é a única nação de língua portuguesa na lista, que inclui Colômbia, Haiti, Nigéria e Síria, entre outras; mais de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou um apelo de mais de US$ 1 bilhão para combater a fome em comunidades de 26 países.*

A agência pediu aos doadores que continuem apoiando as ações de segurança alimentar neste ano de 2018.

Sementes

Muitas crises foram agravadas por conflitos e desastres naturais, que elevaram o número de famintos no mundo, pela primeira vez, em décadas.

Com o apelo, a FAO espera socorrer mais de 30 milhões de pessoas que dependem da agricultura para viver. São ações que vão da compra de sementes, ferramentas e equipamentos ao treinamento e cuidados veterinários aos rebanhos. A

No ano passado, com uma rápida resposta humanitária, foram salvos milhões de vidas, mas muitos outros milhões permaneceram à beira da fome.

Resiliência

Manter as linhas de produção agrícola e reconstruir o setor é fundamental para evitar a perda de vidas, como explicou o diretor para emergência e reabilitação da FAO, Dominique Burgeon.

Segundo ele, a iniciativa da agência ajuda a formar resiliência em meio a crises humanitárias.

Com o dinheiro arrecadado no apelo da FAO, as famílias e comunidades estarão melhor preparadas para enfrentar os desafios em casa, sem ter que vender tudo e fugir.

São 26 nações em três continentes incluído o país de língua portuguesa: Guiné-Bissau.

Relatório

A lista também tem Colômbia e Haiti, e nações que enfrentam conflitos e guerras como Afeganistão, Iémen, Síria, Somália, Sudão e partes da Nigéria. A FAO também listou Coreia do Norte e Filipinas e os territórios palestinos Cisjordânia e Faixa de Gaza, além de outras regiões e nações.

O último relatório global sobre a fome do mundo revelou que mais de 815 milhões de pessoas não têm o suficiente para comer, um número que disparou após uma descida consistente na quantidade de famintos no globo.

*Afeganistão, Bangladesh, Bolívia, Burkina Fasso, Burundi, Camboja, Camarões, Chade, Colômbia, Côte d’Ivoire, Coreia do Norte, Djibuti, Etiópia, Guiné-Bissau, Haiti, Iraque, Quênia, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagáscar, Malauí, Mali, Mauritânia, Mianmar, Nepal, Nigéria, Paquistão, Peru, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sri Lanka, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gâmbia, Níger, Filipinas, Sudão, Síria, Uganda, Cisjordânia e Faixa de Gaza, Iémen, Zâmbia e Zimbábue.

 

 

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