Economia

“Francesa Total” regressa a ZDC para explorar 3 blocos de petróleo

A imprensa da Nigéria noticiou esta  quinta – feira que a empresa francesa Total, assinou em Abuja-Nigéria, um contrato de partilha de produção dos blocos 7,8 e 11 da Zona marítima conjunta São Tomé e Príncipe – Nigéria.

O contrato foi assinado esta quinta feira pelo Director Geral de exploração e produção da empresa Total  Nicholas Terraz, e pelo  Presidente Interino da Autoridade Conjunta STP-Nigéria, Almajiri Geidam.

Segundo a imprensa nigeriana presente na cerimónia de assinatura do contrato, São Tomé e Príncipe e a Nigéria concederam a empresa francesa Total, direito exclusivo para explorar petróleo nos três blocos da zona conjunta, nomeadamente os blocos 7,8 e 11.

Nicholas Terraz, em representação da Total, garantiu a autoridade conjunta que a sua empresa vai investir no sentido de adquirir dados sísmicos de 3 dimensões nos 3 blocos. Um trabalho de prospecção que vai se estender por mais de mil quilómetros quadrados.

A Autoridade Conjunta São Tomé e Príncipe – Nigéria foi criada no ano 2002. Criada para gerir e administrar os recursos petrolíferos e não petrolíferos existentes na extensa fronteira marítima comum. São Tomé e Príncipe tem 40% de participação e a Nigéria 60%.

Até a presente data não teve êxitos na exploração real de petróleo na fronteira marítima entre os dois países. O nigeriano Almajiri Geidam, que interinamente preside a autoridade conjunta STP – Nigéria, anunciou que pretende revitalizar as actividades da instituição que segundo ele esteve vários anos paralisada.

«Desde que a Autoridade Conjunta foi criada em janeiro de 2002, ela realizou duas rondas de licenciamento de blocos de petróleo, que culminaram na concessão de seis blocos.  Alguma actividade de exploração ocorreu na maioria dos blocos, e resultaram em algumas descobertas de hidrocarbonetos», afirmou o Presidente Interino da Autoridade Conjunta.

A autoridade conjunta, considera a intervenção da Total nos 3 blocos de petróleo, como um incentivo enorme, para o renascimento do interesse das companhias petrolíferas internacionais nos blocos de petróleo da fronteira marítima entre os dois países. « Ter a Total de volta a nossa zona conjunta, nos dá muita confiança. Se os outros olharem para trás e perceberem que a Total  está de volta, eles vão também querer vir para a zona conjunta», referiu Ibiwari Jack, Director Executivo para Inspecções da Autoridade Conjunta.

Segundo a Autoridade Conjunta São Tomé e Príncipe – Nigéria, os trabalhos de prospecção dos 3 blocos vão durar 2 anos. A Autoridade Conjunta e a companhia Total acreditam que os 3 blocos de petróleo, oferecem grandes potencialidades para exploração real do ouro negro.

Note-se que a empresa francesa Total, esteve presente na fronteira marítima – São Tomé e Príncipe/ Nigéria – no ano 2010. Na altura a Total, decidiu adquirir os direitos da companhia americana Chevron Texaco sobre o bloco 1 da zona marítima conjunta.

Um bloco petrolífero dado como muito promissor, que a americana Chevron Texaco explorou e disse e depois disse que não encontrou petróleo em quantidade comercializável.

A Francesa Total decidiu avançar com mais estudos prospectivos do mesmo bloco 1, e em 2013, veio anunciar a São Tomé e Príncipe e a Nigéria de que afinal de contas a americana Chevron Texaco tinha razão, a quantidade de petróleo que se encontra no bloco 1 da fronteira marítima entre os dois países, não dá para ser comercializada.

Total, está de volta a zona conjunta STP – Nigéria,  desta vez para procurar petróleo nos blocos 7,8,e 11.

Abel Veiga

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