Economia

Planeta perde 24 biliões de toneladas de solo fértil todos os anos

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

17 de junho é o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca; Convenção das Nações Unidas sobre o tema celebra 25 anos; secretário-geral diz que é preciso mudar tendências atuais urgentemente.

Até 2045, cerca de 135 milhões de pessoas poderão ser deslocadas como resultado da desertificação. O fenômeno causa mais mortes e desloca mais pessoas do que qualquer outro desastre natural.

Este 17 de junho é o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. Em mensagem sobre a data, o secretário geral disse que é preciso “mudar essas tendências urgentemente.”

Parceria apoiada pela ONU pretende melhorar a partilha de dados para reverter a crise criada pela desertificação e degradação do solo, Foto ONU: Jeanette Van Acker

 Consequências

António Guterres afirmou que “a desertificação, a degradação da terra e a seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente mulheres e crianças.”

Segundo ele, o mundo perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos e a degradação dos solos reduz o Produto Interno Bruto, PIB, nos países em desenvolvimento em até 8% ao ano.

 Convenção

Há 25 anos, 197 Partes adotaram a Convenção das Nações Unidas para Combater a Desertificação, Unccd. Guterres disse que a convenção é “histórica”, mas “ainda há muito a fazer.”

Ele afirmou que “proteger e restaurar a terra, utilizando-a de melhor forma, pode reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico.” Também pode ajudar a lidar com a emergência climática global.

Neste dia mundial, o chefe da ONU pede que se reconheça “a urgência em combater a desertificação como parte dos esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

Objetivos

O tema do dia em 2019 é “Vamos Plantar o Futuro Juntos”. A celebração acontece em Ancara, na Turquia.

Por ocasião do 25º aniversário da Convenção, as Nações Unidas pretendem celebrar as décadas de progresso e, ao mesmo tempo, analisar os próximos 25 anos, com o objetivo de alcançar a neutralidade da degradação da terra.

Atingir essa meta pode ser conseguido reabilitando terras já degradadas, ampliando a gestão sustentável da terra e acelerando iniciativas de restauração.

A ONU diz que um mundo com neutralidade da degradação da terra “fornece uma base sólida para redução da pobreza, alimentos, segurança hídrica, bem como mitigação e adaptação às mudanças climáticas.”

Parceria apoiada pela ONU pretende melhorar a partilha de dados de observação dos solos para reverter a crise criada pela desertificação e degradação do solo, Foto Ifad/ Qilai Shen

Causas

A desertificação é causada principalmente por atividades humanas e variações climáticas. Pobreza, instabilidade política, desmatamento, pastoreio excessivo e más práticas de irrigação podem prejudicar a produtividade.

Até 2025, 1,8 bilhão de pessoas sofrerão com escassez absoluta de água, e dois terços do mundo viverão sob condições de estresse hídrico. A restauração dos solos de ecossistemas degradados tem o potencial de armazenar até 3 bilhões de toneladas de carbono por ano.

O setor de uso da terra representa quase 25% do total de emissões globais. A sua reabilitação e gestão sustentável é fundamental para combater as alterações climáticas.

Na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Meta 15 estabelece o objetivo de deter e reverter a degradação da terra.

    1 comentário

1 comentário

  1. ANCA

    19 de Junho de 2019 as 12:55

    Se se há quem pense que São Tomé e Príncipe, foge ou fugira a regra, que se desengane…

    Bem pelo contrario, sofre e sofrerá o efeito duplo ou triplo por ser um País(Território/População/Administração), pobre com falta de recursos, onde á população tem vindo aumentar, sem acompanhamento de politicas adequadas para o efeito, isto tem consequências sobre o território, sobre a população bem como a administração, por ex, extracção massiva da areia, pressão sobre os recursos marinhos, sobre a floresta, sobre o solo, sobre a agua, problemas de saneamento do meio, mais doenças, problemas de saúde publica, menos qualidade de educação, menos cultura, etc, etc,….

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