Economia

Covid-19 em STP : Pobreza aumentou 7% e o desemprego continua a subir  

A pandemia da Covid -19, provocou o aumento em 7% do índice da pobreza em São Tomé e Príncipe. São dados revelados pelo Banco Central após a realização do estudo sobre o impacto da Covid-19 nas empresas, nas famílias e na economia santomense.

Gerse Espírito Santo, quadro técnico do banco central que apresentou o estudo, considerou de severo o impacto da Covid-19 sobre a economia nacional.

Segundo o estudo, o sector empresarial registou uma redução do volume de negócios na ordem de 80%. No segundo trimestre do ano, período em que se detectou os primeiros casos da Covid-19 em São Tomé, o produto interno bruto contraiu 23%. Os dados do banco central, indicam que até o final do ano, a contracção do PIB, deverá situar-se nos 5,8%.

A pandemia fez disparar a taxa de desemprego no país. «Analisamos a questão do rendimento e do emprego e constatamos que mais de 14 mil pessoas no período de confinamento foram dispensadas temporária ou definitivamente. E destas mais de 2 mil pessoas, segundo as nossas estimativas, foram despedidas», explicou Gerse Espírito Santo.

Mais de 2300 pessoas desempregadas só no segundo trimestre do ano, e o índice da pobreza conheceu grande alteração.

Segundo o banco central, o índice de pobreza que se situava nos 62,5%, estava a baixar. Mas, a Covid-19, veio interromper a tendência decrescente. «Em termos de crescimento do índice de pobreza, assistimos a um aumento de cerca de 7%, a nível nacional, o que de facto é bastante pesado para uma sociedade como a nossa», pontuou, o director do banco central.

O banco central prevê para 2021, a retoma da actividade económica e do crescimento em São Tomé e Príncipe. Mas, isso só acontecerá, se a comunidade científica mundial, descobrir uma cura para a Covid-19.

«Para o ano de 2021 já prevemos um aumento progressivo do PIB, e uma recuperação também para 2022, tendo em atenção que se consiga de facto, encontrar uma cura para a pandemia», concluiu.

Banco central apresentou o resultado do estudo feito sobre o impacto da Covid-19 na economia nacional, no dia 26 de Agosto. Data em que a instituições celebrou 28 anos sobre a sua fundação.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Sotavento

    29 de Agosto de 2020 as 7:30

    Os dados que apresentam o Banco de STP são de comédia.A pobreza sempre esteve aí.

  2. Ziaurmarx Fernandes

    29 de Agosto de 2020 as 16:44

    Gostaria ter acesso a esse estudo.
    E que façam mais estudos sobre o salário mínimo nacional e a percentagem do salário praticado no Banco Central, de acordo ao rendimento do País.

  3. stp

    31 de Agosto de 2020 as 9:25

    É desonesto o salário praticado pelo Banco Central de S. Tomé, tendo em conta a realidade do país. Assim, este inquérito reflete o sinismo e corrupção institucionalizadas nos Órgãos do Estado.

  4. SEMPRE AMITGO

    31 de Agosto de 2020 as 14:31

    Minha gente!…. Para… e….. pensa! Não podemos continuar a tentar proteger-nos, cobrindo as nossas deficiências com o escudo do covid-19. Segundo o ilustríssimo técnico do Banco Central o” índice de pobreza que,(segundo o Banco Central),se situava nos 62 por cento,estava a baixar(e os governados nem sequer foram informados desse” milagre”!! .Mas,(POR MALES DOS NOSSOS PECADOS)o maldito covid -19 veio interromper,(desde quando?), a” tendência descrecente”. Minha gente,sejamos cautelosos! . A pandemia covid-19 é um assunto muito sério, não pode existir para ser utilizado como um manto para cobrir as nossas incmpetências.Meus caros compatriotas! Os números 7 e 62 por cento não são múmias, são pessoas humanas de

    corpo e alma, com direito á vida,mas que muitas vezes uzufriem menos dessa vida do que os porcos e as galinhas que criamos para a engorda de uma ínfima parte dos restantes por cento .O simples anúncio dos números(7, 62 ou outros quasiqsuer)estatísticos , na ausência total de humanismo, esquecido que os números representam seres humanos vivos , na luta pela vida, não passa de uma masturbação intelectual. Temos todos, dirigentes a todos os níveis,govrnados e os” entiados”que assumir o seguinte:somos um país com um pouco mais de 200000 habitantes e que,neste momento, não produz riqueza suficiente capaz de garantir uma existencial humanamente decente a maioria dos seus actuais habitantes.O pouco que consegue arrecadar eproduzir, mal distribuído,acentua a desigualdade e propicia um potencial e permanente clima social com desfechos imprevisíveis. Meus amigos ,vamosr continuar assim até QUANDO? Não podemos contiuar lamentndo,lamentando,criticando,criticando,..desabafando
    ,xingando, xingando ……até QUANDO? Já e´MAIS QUE TEMPO para que as autoridades competentes sobretudo o senhor PRESIDENTE DA REPÚBLICA procure a forma para, juntos, criarmos para os cidadãos STP oportunidades de sonhar ,de se libertar dos pesadelos do dia_ a- dia e das incertezas do futuro.

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