Economia

JDA-STP/Nigéria tenta reanimar a prospecção de petróleo na fronteira comum

Almajiri Geidam, Director Executivo e Financeiro Autoridade Conjunta para exploração de petróleo na fronteira marítima entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, chefiou uma delegação que se reuniu com o Presidente da República Carlos Vila Nova.

Segundo o director executivo, vários factores concorrem na actualidade para o renovar da esperança e de confiança nas acções da Autoridade Conjunta.

Destacou o aumento que se regista actualmente no preço do barril do petróleo no mercado internacional, e a evolução significativa das tecnologias que permitem a exploração do petróleo em águas profundas.

No entanto o director executivo e financeiro da Autoridade Conjunta-SãoTomé e PRíncipe-Nigéria, reconheceu que os projectos de prospecção e exploração de petróleo e gás levam muito tempo.

«Nigéria e São Tomé e Príncipe Interessados em levar os projectos em diante. Vão ser necessários mais furos, mais pesquisas para se avaliar os campos e ter resultados», afirmou.

Recorde-se que o primeiro leilão dos blocos de petróleo na fronteira marítima entre os dois países foi realizado no ano 2004.

O bloco número número 1 da zona conjunta, foi considerado o mais promissor, tendo sido adjudicado a empresa norte americana Chevron Texaco, que após perfuração disse não ter encontrado petróleo em quantidade comercializável.

A francesa Total também comprou direitos de participação no mesmo bloco1. Fez estudos, realizou furos, e chegou também a conclusão que não tinha petróleo em quantidade comercializável.

São Tomé e Príncipe detém 40% dos recursos da zona conjunta e a Nigéria tem 60% de direitos sobre os recursos que podem ser explorados na fronteira marítima, sejam hidrocarbonetos, ou outros, como peixe por exemplo.

Abel Veiga

3 Comments

3 Comments

  1. Gerhard Seibert

    18 de Abril de 2022 at 11:24

    Caro Abel Veiga,

    O primeiro leilão de blocos da Zona Conjunta com a Nigéria (JDZ) não se realizou em 2004, mas já em Outubro de 2003. Neste leilão, foram colocados 9 dos 25 blocos da JDZ.

    Abraços

    Seibert

  2. Santomense

    18 de Abril de 2022 at 15:53

    Faltou mais detalhes Sr jornalista:
    1-Os trabalhadores da Autoridade Conjunta não recebem salários já a 4 meses, tendo também alguns subsídios em atraso;
    2- Devido a gestão danosa da anterior direção que são militates do MLSTP e;
    3- Falta de competência da atual direção, sendo o próprio director financeiro um médico veterinário que não entende nada de finanças e gestão, implementando ditadura e falta de liberdade de expressão, um director com traços duvidosos proibido de entrar em países como EUA e Europa, pois já lhe foi recusado visto inúmeras vezes;
    4- Um extremista que quer alterar o Tratado pondo em risco o fim do mesmo, e os Diretores Santomenses desconhecem a verdade por de traz das intenções do mesmo;
    5- Ainda por cima goza de poderes acrescido (Business Power) que foi atribuído ao anterior Director financeiro dado pelo seu amigo Osvaldo Abreu em troca de dinheiro etc.
    6- Dinheiro de Taxas que é remetido a direção de imposto e taxas da Nigéria e ninguém fala nada ( já vão a cima de 7 milhões de dólares);
    7- E o mais caricato é que o mesmo director financeiro deveria mencionar que são de empresas de políticos e indivíduos com ligação política na Nigéria que não cumpre com os seus deveres, porque se o fizessem a Autoridade conjunta não estaria a viver a presente situação financeira.
    Este último ele não diz porque recebe montantes avultosos para não exercer pressão e revogar os blocos.
    O governo de ADI do ditador Patrice Trovoada mesmo recebendo apoio financeiros etc da Nigéria é o que exerce maior pressão aos Nigérianos ao fim de cumprirem com o devido contrário do MLSTP que nada tem a perder em relação a apoios partidários na Nigéria mais como são bandos de ladrões chefiado pelo Osvaldo Abreu nada fazem.

    Enfim

  3. Santomense

    19 de Abril de 2022 at 17:31

    Meus caros,
    O Governo esta à beira de cometer mais um erro, este por ignorância e arrogância.
    O concelho da administração da Autoridade Conjunta esteve de visita oficial a STP onde reuniu-se com o Presidente Vila Nova e alguns Ministros um dos quais o da tutela.
    Antes desta viagem os diretores Nigérianos reuniram a sós com os seus ministros sem que os Santomenses estivessem presentes, segundo informação.
    Gostaria de deixar aqui bem claro porque como o país anda desnorteado os nossos dirigentes devem estar isentos de algumas informações.
    Li num outro jornal que a Nigéria é que tem estado a financiar; isto não consta uma verdade, pois numa frase explico:
    O Governo Nigériano financia 60% que é a sua cota parte, além de dizer que já algum tempo que nem isso faz, A JDA tem sobrevivido de verbas pagas estipulado no contrato de produção.
    Como prova disso a 4 anos da presente gestão o Governo Nigériano não disponibilizou 1 dólar sequer a JDA, por outro lado não recordo ter ouvido que o atual Governo Nigériano disponibilizou alguma verba para o funcionamento da JDA, muito pelo contrário receberam 5 milhões de Taxa que foi depositado na direção de taxas e impostos da Nigéria e outros 2 milhões que por instruções de um dirigente Nigériano foi pago a instituto de comissão de crimes económicos e financeiros Nigériano, porém pensava eu que está visita seria para solicitar a intervenção do nosso Governo para que está verba fosse libertada tendo em conta a situação financeira vivida com salário em atraso dentre outros.
    O Governo Santomense deve é ter uma postura mais árdua exigindo que as empresas que estão em incumprimento que pagam ou os blocos que sejam revogados , pois essas empresas são todas de políticos Nigérianos como é exemplo do bloco 1 que pertence a um senador e o bloco 6 que pertence a um Governador etc.
    Se todas as empresas Nigérianas estivessem a cumprir com o devido a JDA não estaria na situação que está.
    Acho que o governo deve também ouvir o quadro técnico e não somente ouvir os diretores que por sua vez venham de nomeação política, pois o que o técnico vê nem sempre o político vê.
    Por outro lado acho pertinente o Governo Santomense ter em consideração que o atual diretor financeiro Nigériano nem deveria estar a frente da instituição por se tratar de um indivíduo de currículo duvidoso, o indivíduo está proibido de entrar nos EUA, UK e UE, pois nunca lhe foi concedido visto para esses países sem nenhuma explicação.

    Enfim

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