Segundo Fr
Na análise da situação financeira do partido MDFM-PL, o presidente honorário, destacou várias despesas efectuadas nas diversas representações partidárias em todo o país. Ao mesmo tempo foram financiadas festas populares, e muito pouco foi investido na dinamização das bases, ou seja, no trabalho de campo.
É exactamente ao nível do trabalho de propaganda no terreno, onde o investimento ou seja o fenómeno banho é fundamental. «Nós estamos aqui numa política de dinheiro. Toda gente diz banho, banho, banho, critica mas na verdade toda gente prática isso. Toda gente quer um bocado de dinheiro para fazer isto ou aquilo, caso contrário não o faz. E não venham cá dizer o contrário porque é isso que acontece», explicou.
Para dar tantos banhos, necessários na política são-tomense, o MDFM-PL, tem dependido quase que exclusivamente dos cofres do seu presidente honorário. «Tudo tem que ser pago pela presidência do partido e isto é muito difícil», reclamou, o fundador do partido.
Mas na casa dos vizinhos acontece a mesma coisa, acrescenta o chefe da família liberal. Uns recebem apoios de partidos amigos, e outros vivem da boleia, pontuou.
As dificuldades do MDFM-PL, atingem também as relações humanas. Aliás foi uma das causas da crise interna no partido, que desembocou no congresso extraordinário. «O relacionamento entre o secretário geral(Tomé Vera Cruz) e o secretário geral adjunto(João Costa Alegre), não foi muito exemplar. Também entre o Secretário-geral Adjunto e os secretários distritais começou a haver desentendimentos», relatou Fradique de Menezes tendo sublinhado que tudo isso, entravou o funcionamento da cúpula do partido.
O congresso extraordinário elegeu nova direcção, e o Presidente Honorário do partido, manifestou antes mesmo de isso acontecer, total fidelidade ao MDFM-PL. «Estarei sempre disponível. Tenho 3 anos de mandato como Presidente da República, espero chegar ao fim deste mandato. Logo que terminar o mandato e dependendo do meu estado de saúde assumirei aquilo que for necessário e que os militantes decidirem em congresso», frisou para depois esclarecer que «continuarei sempre fiel a este partido, e contribuirei sempre para que ele venha a ser o maior partido de São Tomé e Príncipe», concluiu.
Com o seu mais alto responsável a testa, o MDFM-PL, começa a preparar-se para embates que se avizinham dentro do prazo previsto, ou para confrontos eleitorais, que a política são-tomense, pode fazer nascer prematuramente.
Abel Veiga