Política

Novo Ministro dos recursos naturais, energia, e ambiente poderá ser exonerado do cargo antes de completar 30 dias em funções

Fonte dcarlos-fernandes.jpgo Téla Nón garantiu que o ministro Carlos Fernandes Marques empossado no dia 17 de Outubro último, em substituição de Agostinho Rita que foi exonerado pelo Presidente da República a pedido do Primeiro-ministro já apresentou o pedido de demissão ao Chefe do Governo Joaquim Rafael Branco. As causas da decisão do recém- empossado ministro em abandonar o cargo, não são conhecidas de forma oficial. Mas o Téla Nón apurou que a luta entre as três forças políticas que formam o governo pelo controlo do novo conselho de administração da empresa de electricidade (EMAE), poderá estar na base da nova crise governativa.

Os grandes negócios que se perspectivam com a liberalização do mercado de produção de energia eléctrica, estão a transformar a EMAE numa pêra mais doce que no passado. Segundo apurou o Téla Nón, o negócio dos geradores eléctricos como um grupo considerado velho que foi importado da Nigéria e que está a ser instalado na EMAE, assim como a decisão do executivo de lançar o concurso público para a construção de mais uma central térmica, estarão a obrigar as forças políticas presentes no governo a posicionarem-se estrategicamente para alegadamente tirar melhor proveito da situação, explicou a fonte do Téla Nón.

A luta pelo controlo do novo conselho de administração da EMAE, que deverá ser conhecido nos próximos dias, foi indicada pela fonte do Téla Nón como sendo uma das causas da decisão do novo Ministro dos Recursos Naturais, Energia e Meio Ambiente Carlos Fernandes Marques em demitir-se do cargo após a sua investidura no dia 17 de Outubro último.

O recente anúncio pelo Primeiro-ministro Rafael Branco, de que o estado abrirá mãos da sua participação na empresa pública de electricidade, assim que as finanças da EMAE, ficarem saneadas, veio atiçar mais o apetite. O negócio que pode render muitos milhões anima os jogos de bastidores. O Téla Nón apurou que membros dos partidos que integram o governo, com destaque para o MDFM/PL e o PCD, estão a trabalhar duramente para ocupar posição no conselho de administração da EMAE.

O ex-Ministro Agostinho Rita, que cedeu o lugar ao agora demissionário Carlos Fernandes Marques, havia dito que tinha proposto ao Primeiro-ministro a realização de concurso público para nomeação do novo conselho de administração da EMAE, mas a proposta não foi aceite.

A luta de interesses se agudiza, ao mesmo tempo que o ministro Carlos Fernandes Marques surpreende tudo e todos com o pedido de demissão. O ministro prometeu para as 9 horas desta segunda-feira uma conferência de imprensa para explicar a sua demissão.

O partido MDFM-PL, que ocupa a referida pasta ministerial também não se pronunciou sobre o caso. Resta saber agora quem será o terceiro ministro deste ano que vai administrar o sector que trata das questões de energia e o dossier petróleo. A última proposta do MDFM-PL, tinha dois nomes como opção para o cargo. Carlos Marques Fernandes que foi aceite pelo Primeiro Ministro e Victor Monteiro, assessor do Presidente da República para área da defesa, que tinha ficado em branco.

O Téla Nón apurou que o partido de Manuel de Deus Lima, já está a criar uma nova lista de homens ministeriáveis a ser apresentado ao Chefe do Governo Rafael Branco.

Abel Veiga

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