Política

Autoridades cabo-verdianas abrem vagas nas suas universidades para formar recursos humanos são-tomenses

O anúncio foi feito pelo novo embaixador de Cabo Verde em São Tomé e Príncipe. Domingos Mascarenhas que foi acreditaembaixador-cv.jpgdo na segunda-feira pelo Chefe de Estado são-tomense Fradique de Menezes, manifestou a certeza de que os dois países vão imprimir nova dinâmica na cooperação bilateral e com resultados concretos. Para além da formação dos recursos humanos são-tomenses, Cabo Verde já está a implementar um programa que visa o aumento da produção agrícola.Apoio pontual a favor das comunidades agrícolas de São Tomé e Príncipe, com vista ao aumento da produção agrícola é um dos programas de cooperação que as autoridades cabo-verdianas acertaram com São Tomé e Príncipe desde o ano 2007. Fruto da visita do primeiro ministro de Cabo Verde ao arquipélago do golfo da Guiné, o programa permite também a abertura do mercado cabo-verdiano para receber o excedente da produção agrícola são-tomense.

O novo embaixador de Cabo Verde em São Tomé e Príncipe, tem a convicção de que as relações entre os dois países vão ser mais dinâmicas e com resultados concretos. Prova disso mesmo a disposição do governo cabo-verdiano para participar na formação dos recursos humanos são-tomenses. «Vamos trabalhar para aproveitar todas as oportunidades que existem no domínio da qualificação dos recursos humanos, quer de São Tomé quer de Cabo Verde. Tive a oportunidade de reafirmar ao senhor Presidente da República a nossa abertura para acolher em Cabo Verde estudantes são-tomenses que queiram continuar os seus estudos superiores na Universidade de Cabo verde, espero bem que possamos já a partir do próximo ano lectivo acolher estudantes são-tomenses em Cabo verde», explicou o novo diplomata cabo-verdiano.

Domingos Mascarenhas acrescentou que as vagas a serem ofertadas pelas universidades do seu país, serão financiadas pelos dois países. «Oferecemos vagas e vamos trabalhar em conjunto no aspecto financeiro, provavelmente com recurso a outros parceiros de Cabo Verde e de São Tomé no sentido de conseguirmos financiar os estudos desses estudam que queiram continuar a sua formação em Cabo Verde», precisou.

Mascarenhas que tem residência fixa em Angola onde é também embaixador do seu país, assegurou que vai estar mais presente em São Tomé exactamente para dar mais impulso a cooperação bilateral. «Temos uma comunidade muito expressiva aqui e há uma vontade política muito forte de um lado e de outro no sentido de darmos uma dinâmica diferente a essas relações. Isso implica que eu tenha uma presença muito mais regular para não dizer permanente também em São Tomé», concluiu.

Abel Veiga

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