Política

Presidente da República deu posse ao terceiro ministro dos recursos naturais, energia e meio ambiente do governo de Rafael Branco

Cristina cristina2.jpgDias(na foto) a primeira mulher a ocupar o cargo de Ministra dos Recursos Naturais, Energia e Meio Ambiente, tomou posse quarta-feira no salão nobre do palácio do povo. O Chefe de Estado Fradique de Menezes deu assim posse ao terceiro ministro do sector petrolífero num espaço de tempo de 90 dias. A nova ministra confessou que o seu nome foi indicado para o governo, após várias recusas de outros candidatos do seu partido. Cristina Dias diz que assume o desafio e que vai resistir até o fim do mandato do actual governo.

Cristina Dias, disse ser uma mulher que não vira costa ao desafio, por isso mesmo aceitou a proposta de alguns membros do seu partido o MDFM-PL, para dirigir o sector do petróleo e energia. Uma proposta aceite pelo primeiro-ministro e que aliviou mais um momento de crise no seio do MDFM-PL com implicações na estabilidade governativa.

Desde Outubro último quando o Primeiro-ministro Rafael Branco, pediu ao Presidente da República para exonerar o então ministro Agostinho Rita, que a crise governativa afectou as estruturas do MDFM-PL de forma profunda.

O partido que assumiu a pasta dos recursos naturais, energia e meio ambiente no quadro do entendimento tripartidario que criou o novo governo, acabou por apresentar o assessor do Presidente da República, o tenente-coronel Victor Monteiro e o gestor Carlos Fernandes como candidatos a substituição do ministro exonerado.

A escolha do chefe do governo recaiu sobre Carlos Fernandes deixando de fora o assessor directo do Chefe de Estado. Muitas interrogações se levantaram na altura no seio do público são-tomense sobre a opção do governo em parceria com o Presidente da República, em deixar de fora o ex -ministro da defesa Victor Monteiro, um dos grandes batalhadores da campanha eleitoral que conduziu o MDFM ao poder, e entregar o estratégico sector nas mãos de Carlos Fernandes ex-militante da ADI e da UDD.

O novo ministro Carlos Fernandes que fez história demitindo-se do cargo 15 dias depois de ter sido investido, abriu mais uma crise governativa e acentuou o conflito interno no seio do MDFM-PL. O partido procurou desesperadamente pelo substituto de Carlos Fernandes. Durante uma semana a comissão política reunida na sede a beira-mar, não conseguiu encontrar brisa para refrescar o ambiente político interno.

O Téla Nón apurou que o Tenente-coronel Victor Monteiro assessor do Chefe de Estado, recusou-se terminantemente em ser mais uma vez candidato ao cargo de ministro dos recursos naturais, apesar do apelo do partido. Fonte partidária disse ao Téla Nón que o assessor do Presidente da República, considerava como sendo uma humilhação voltar a estar numa lista em que o seu nome poderia ser outra vez rejeitado.

Com poucas soluções interna, e como confirmou a nova ministra dos recursos naturais, muitas figuras do MDFM-PL manifestaram-se indisponíveis para ser ministro deste governo. Então a força política concebida pelo Presidente da República, tentou buscar militantes seus que trabalham no estrangeiro para ser ministro. Mateus Rita embaixador na Nigéria e Guiné Equatorial, foi escolhido pela comissão política, mas antes de arrebentar a confusão por causa do conflito de interesses de Meira Rita no mundo do petróleo, o nome foi chumbado quando estava a circular nos corredores do palácio do Governo.

Na lista apenas restou o nome de Cristina Dias. Situação que fez aumentar a tensão na sede a beira-mar. Outro quadro no estrangeiro foi escolhido pela aflita comissão política do MDFM-PL. Ladislau d´Almeida, embaixador em Taiwan reagiu de imediato recusando a proposta da comissão política.

Só com Cristina Dias a lista ficou menos pobre quando a comissão política recordou de Jorge Bonfim, jovem quadro que trabalha como director do comércio. A lista com dois candidatos válidos ajudou a aliviar a tensão provocada por quase 8 dias de discussões no MDFM-PL só para identificar um substituto para o ministério dos recursos naturais.

Cristina Dias que foi escolhida pelo Primeiro-ministro Rafael Branco, o mesmo homem, que no passado recente enquanto líder da oposição a considerou como incompetente, promete arregaçar as mangas para prosseguir com as reformas em curso na empresa de água e electricidade, a EMAE. Uma empresa considerada por muitos como um estado dentro do outro estado. Até agora todos os ministros que tentaram mudar o rumo dos acontecimentos na EMAE, caíram antes de cumprir o seu mandato.

Mas Cristina Dias, garante que vai resistir até onde chegar este governo tripartido dominado pelo MLSTP/PSD, ou seja até 2010 data prevista para a realização das eleições legislativas, ou antes. Afinal de contas tudo está em aberto.

Abel Veiga

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