A lideranç
A decisão do conselho nacional especial do MDFM-PL, que teve lugar na quinta privada do Chefe de Estado Fradique de Menezes, Presidente Honorário, da força política que integra o governo de coligação, em dissolver a liderança que foi eleita no congresso extraordinário de Setembro, não está a ser pacífica.
Pelo que o Téla Nón apurou alguns membros do partido estão a questionar a legalidade do acto. Manuel de Deus Lima, vulgo Minho foi eleito Presidente do partido em congresso, assim como o seu adversário político, o secretário-geral Agostinho Rita. Fonte do partido disse que alguns militantes não estão a entender como é que a legitimidade ganha em congresso pelo voto dos militantes, pode ser posta em causa ou dissolvida por um conselho nacional.
Certo porém é que a liderança de Manuel de Deus Lima, terminou no último sábado. Sob a orientação do Chefe de Estado são-tomense e criador do partido Fradique de Menezes, foi criada uma comissão para gerir o MDFM-PL até a realização do congresso extraordinário.
João Costa Alegre, considerado pela fonte do Téla Nón como um dos estrategas da actual crise no seio do MDFM-PL, foi escolhido para integrar a comissão de gestão. Antes do congresso de Setembro João Costa Alegre era secretário-geral adjunto do MDFM-PL. Eugénio Tiny actual presidente interino da Assembleia Nacional, também identificado como um dos homens que mais trabalhou nos bastidores para derrubar a liderança de Manuel de Deus Lima, é outro membro da comissão, assim como Frederico Ferreira deputado do MDFM-PL, que exercia as funções de secretário-geral adjunto no já defunta presidência de Manuel de Deus Lima.
Na ala que preparou a queda de Minho (Manuel de Deus Lima), destaca-se pelo menos um membro do partido que é ministro do governo de Rafael Branco, explicou a fonte do Téla Nón sem no entanto citar o nome do ministro que muito trabalhou nos bastidores, até a vitória final conseguida no último sábado na quinta privada da Favorita.
Espera-se que o congresso extraordinário previsto para início de 2009, tire o MDFM-PL da crise interna que se agudizou nos últimos meses.
Abel Veiga