Em respos
O banco africano de desenvolvimento já anunciou um empréstimo na ordem de 10 milhões de dólares e outros parceiros de desenvolvimento prometem disponibilizar algum fundo em forma de donativo para financiamento sobretudo de projectos de luta contra a pobreza.
Posição teoricamente favorável para o Chefe do Governo que prometeu angariar mais financiamentos externos para que o bolo orçamental projectado atinja os 150 milhões de dólares, o mais alto valor da história de São Tomé e Príncipe.
Respondendo ao líder da bancada da ADI, que considerou o orçamento geral de estado de irrealista porque não vai ter sustentação nem absorção positiva por parte do país, Rafael Branco afirmou que «em todos os países do mundo para combater a recessão e a estagnação económica o estado é chamado a investir mais. Através da ajuda pública a empresas privadas, mais investimento para criar mais emprego e empresas», sublinhou.
Porque a ADI considerou tudo como sendo chantagem eleitoralista, Rafael Branco recordou o passado recente quando o Governo era liderado pela ADI. «Dizer que é demagógico é esquecer a história recente. Porque ouvi a pouco tempo que se ia mobilizar 700 milhões para salvar o país, e fomos surpreendidos com um orçamento que alguém qualificou de raquítico. E o orçamento que apresentamos reflecte as necessidades do nosso país. Necessidades que podemos responder neste momento porque elas são maiores», pontuou.
O Primeiro-ministro atacou ainda o orçamento de estado do ano 2008 do anterior primeiro-ministro Patrice Trovoada, cujas verbas inscritas não tinham qualquer sustentação. Rafael Branco, disse que apesar do seu governo ter iniciado as funções em Agosto passado conseguiu executar com êxito cerca de 50% do OGE de 2008, e que não fez mais porque cerca de 9 milhões de dólares que estavam inscritos no OGE, eram só números sem qualquer sustentação financeira.
Abel Veiga