Os 11 membros do conselho nacional do MDFM-PL, que pediram o afastamento definitivo do partido, reagem as declaraçõe
Segundo o porta-voz do grupo, Marcelino Narciso da Graça, após 6 horas de uma reunião desgastante convocada pela comissão de gestão do MDFM-PL, liderada por João Costa Alegre, o grupo de 11 membros do conselho nacional que decidiu abandonar a força política, apresentou uma proposta ao MDFM para pagamento da dívida resultante de vários anos de trabalho a favor do partido. «A verdade é que no encontro com o senhor João Costa Alegre na sede do MDFM lançamos uma proposta ao MDFM que corresponde o valor de 3 a 5 mil dólares. Isto se o MDFM assumisse pagar, estaria a pagar a dívida que o partido tem connosco. Pelo facto de termos dedicado muito ao MDFM», explicou o porta-voz do grupo, desmentindo assim as declarações de João Costa Alegre ao Téla Nón, segundo as quais um partido político são-tomense teria avançado tal proposta aos seus militantes para abandonar a família liberal.
Marcelino Narciso da Graça, acrescentou ainda que no passado o grupo de coordenadores enviou ao Presidente Honorário do partido uma carta a suscitar algum apoio financeiro tendo em conta as suas actividades no terreno durante as campanhas eleitorais de 2006. Uma carta que nunca teve resposta.
Os 11 coordenadores deixaram claro que o regresso as fileiras do MDFM, está fora de questão. «Não vamos regressar ao partido porque o MDFM está a manchar a nossa imagem, dizendo que recebemos valores», frisou.
O grupo reafirma que abandonou o MDFM de livre e espontânea vontade porque «não temos mais confiança em alguns dirigentes do partido principalmente o secretário distrital de Água Grande o senhor Olinto Neves, bem como o senhor João Costa Alegre mediador da actual contenda no MDFM, mas que saiu de vários partidos, nomeadamente ADI e UDD para depois chegar ao MDFM. Este sim é que entrou no MDFM de bandeja, e depois vem dizer que fomos comprados?», interroga o grupo de coordenadores do MDFM para o distrito de Água Grande.
Em declarações exclusivas ao Téla Nón, os dissidentes dizem que já estão a ser contactados por uma força política mas ainda não decidiram aderir a mesma. «Mas se tudo der certo poderemos ingressar noutra força política, se calhar ser coordenador da outra força política, e ser também membro do conselho nacional», concluiu.
Pelo que o Téla Nón apurou, o partido MDFM-PL, teme que a decisão dos coordenadores de Água Grande funcione como uma bola de neve, levando adiante os coordenadores de outros distritos.
Abel Veiga