Garantia do Ministro da Ad
O ministro deixa entender que o estado aprendeu a lição de 2003, e não poderia deixar o golpe acontecer para depois reclamar. «Nós de forma alguma na base de informações que temos iríamos permitir que continuassem a assustar a nossa população, intimidar os órgãos de soberania, porque não vamos pedir nada que possa por em causa a segurança dos cidadãos quer nacionais, quer estrangeiros que residem em São Tomé. Não vamos permitir que se continue a manchar o nome desse país. Mas nós não vamos», avisou.
Para desfazer as dúvidas, o ministro levantou algumas questões em torno do material apreendido. «Um partido político, para quê que precisa de 317 munições de AKM. 317 Munições além daquilo que nós temos como informação e que agora não posso revelar, julgo que para um país onde as coisas devem funcionar, e vão ter que funcionar, 317 munições é para fazer o quê. Se os senhores conseguirem me explicar isto! Para vender é que não era. Para matar búfalos?, Aqui não temos búfalos», pontuou.
Raul Cravid, pedeiu pouco tempo para mostrar as armas, que ainda não foram encontradas. «Para haver munições e carregadores tem que obrigatoriamente existir armas. E se acompanharam as acções do golpe de estado no governo de Maria das Neves, era muito mais armas do que aquilo que entregaram. Nós vamos lá chegar, custe o tempo que custar, nós vamos lá chegar», assegurou.
Raul Cravid, salientou também que o andamento das investigações em curso vão conduzir as autoridades até as origens do alegado plano de golpe de estado, ou melhor, até os alegados mentores intelectuais.
Raul Cravid, disse que a acção preventiva levada a cabo na passada quarta-feira pela polícia nacional, visava preservar a paz social e a tranquilidade que vive o país. «Atentado à tentativa de alteração da ordem pública levada a cabo por um grupo de cidadãos, o ministério da administração territorial, da administração interna e protecção civil, no pleno uso das atribuições que lhe são atribuídas por lei, orientou os serviços operacionais da polícia nacional a proceder a adopção de medidas preventivas nos dias 11 e 12 do mês e ano tendentes a por cobro a situação», disse o ministro.
Uma operação em que foram detidos dirigentes da Frente Democrática Cristã e outros cidadãos alegadamente envolvidos no plano de sublevação. «A polícia nacional procedeu a detenção dos cabecilhas do grupo afecto a Frente Democrática Cristã que recrutaram cerca de 34 jovens e que se encontravam devidamente aquartelados na zona de campo de milho na residência a um são-tomense com o objectivo de levar a cabo na quinta-feira dia 12 de Fevereiro uma acção de sublevação com intuito de criar um clima de instabilidade no país, e destituir o Presidente da República e os outros órgãos de soberania pondo em causa a ordem constitucional vigente», acrescentou Raul Cravid.
O Ministro da Administração Interna, garantiu também a todos os cidadãos estrangeiros que vivem no país a se manterem calmos, porque a situação está sob controlo das autoridades nacionais. «Realizando por isso a sua vida normal», sublinhou Raul Cravid.
O Ministro fez questão de referir que a operação da polícia nacional, foi desencadeada de acordo ao mandado de busca e apreensão exarado pela procuradoria-geral da república. Materiais perigosos foram capturados durante a operação da noite de quarta-feira passada. «O grupo operacional da polícia procedeu a apreensão de 317 munições de AKM, e quatro munições de pistola 6.35 mm, um carregador de AKM, e armas brancas, nomeadamente 11 machins, 9 facas grandes, três canivetes, três sabres militares, e armas contundentes como seis matracas de variados tipos, um boxe e 13 rádios de comunicação, uma máquina de filmar com respectivas cassetes», explicou.
O Ministro precisou por outro lado que os 40 elementos detidos estão sob custódia da polícia nacional.
Abel Veiga