Política

Desentendimentos políticos assombram o percurso do país rumo ao desenvolvimento

A constatação é dchefe-de-estado.jpgo Presidente da República Fradique de Menezes. Numa mensagem a nação por ocasião do trigésimo quarto aniversário da independência nacional, o Chefe de Estado apontou o desentendimento político reinante no país, como o principal obstáculo no percurso de São Tomé e Príncipe rumo ao progresso.

«Se algo tem assombrado ate agora o nosso percurso é seguramente a nossa conhecida incapacidade de politicamente forjarmos entendimentos duradouros indispensáveis a criação de condições de relançamento do nosso desenvolvimento económico», declaração do Presidente da República Fradique de Menezes, na mensagem lida a nação.

No país que em 17 anos de regime democrático, regista uma média de 1 governo por ano, o Chefe de Estado constata que os são-tomenses persistem numa «continuada crise». E acrescenta que «neste aspecto os 34 anos de independência impõem um olhar muito exigente sobre o nosso passado e o nosso futuro. O governo tem uma enorme responsabilidade neste olhar de avaliação do que se fez, de configuração do que se quer e pode fazer, que permitirá atenuar, relativizar e ultrapassar o pessimismo e cepticismo avassaladores que ameaça tomar conta do país», declrou Fradique de Menezes.

Para o Presidente da República, as dificuldades e problemas que o país enfrenta não podem sufocar a importância histórica do 12 de Julho. «É de ter presente que o 12 de Julho cumpriu as suas promessas fundamentais. De descolonização e de democratização da nação santomense. Falta-nos o “D” mais difícil – o desenvolvimento, que depende de esforço de todos sem escamotearmos a importância do nosso enquadramento regional e global. Com todos os percalços conhecidos qualquer balanço serio e isento não poderá deixar de reconhecer que em 12 de Julho de 1975 resgatamos a nossa dignidade e a dignidade do nosso país», frisou.

Abel Veiga

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