
Mesmo se o prazo tenha expirado, o advogado acrescentou que em última instância ele seria admoestado com multas, e não pela via de mandado de captura como ordenou o juíz. «Eu desconheço a causa do mandado de captura. Não desviei qualquer bem do estado, por saber que existe um mandado de captura contra mim decidi vir ao tribunal apresentar-me para que eu seja capturado», pontuou.
O ridículo é que o advogado e deputado, não foi se quer interpelado pelos oficiais de justiça, nem tão pouco pelo juiz que ordenou a captura.
Guilherme Posser, antigo Primeiro Ministro e advogado que acompanhou Adelino Izidro, disse que tinha que estar no local, por razões políticas e profissionais. «É um correligionário do mesmo partido que é o meu o MLSTP/PSD. Há medidas que são tomadas de forma arbitrária e com sentido completamente diferente. Ele é deputado tem imunidade, mas tem um mandado de captura contra ele, sem ter cometido nenhum crime, sem ter sido apanhado em flagrante delito. Não compreendemos e não deixa de ser bastante lamentável», declarou Guilherme Posser.
Adelino Izidro anunciou por outro lado que entregou o processo judicial que tinha requisitado para consulta, aos serviços do tribunal, esta quinta-feira.
Um episódio triste que põe em causa a imagem do tribunal e a credibilidade de algumas decisões dos juízes.
Abel Veiga