
Ainda neste ano, a vizinha Guiné Equatorial foi atacada de repente por homens armados, que apareceram no mar. Alguns dias depois o gabão esteve em estado de alerta máximo, porque havia indícios de que o alegado grupo armado que executa ataques anfíbios teria o país vizinho como alvo.
Os 8 países do golfo da Guiné, criaram uma organização regional que tem dentre outras missões, garantir a segurança na zona, a chamada comissão do golfo, de que São Tomé e Príncipe ocupa o cargo de Secretário Executivo na pessoa do antigo Presidente da República Miguel Trovoada.
Rico em petróleo, destacando-se os três maiores produtores de ouro negro do continente, nomeadamente Nigéria, Angola, e a Guiné Equatorial, o golfo da Guiné está no centro das atenções das grandes potências internacionais. Mas não só por isso, também é rico em pescado.

A imprensa dos Camarões adianta que no passado, os confrontos na península de Bakassi de 1000 quilómetros quadrados, estavam relacionados com a disputa fronteiriça com a Nigéria. Em 2007, 20 soldados Camaroneses morreram em confronto na fronteira com a Nigéria. Também em Junho do ano passado 7 polícias morreram nas mesmas condições.
No entanto nos últimos, garante a imprensa camaronesa, os ataques em Bakassi são atribuídos a grupos armados não identificados, considerados como Rebeldes.
Com o cenário periódico de homens armados a surgir no horizonte do Golfo da Guiné, para atacar países e agora também embarcações, São Tomé e Príncipe, localizado no centro da zona, e que ainda está a construir a sua guarda costeira, não deverá ficar alheio aos episódios que estão a marcar a actualidade na vizinhança. Advinha-se muito trabalho para a comissão do golfo que tem a missão de remir conflitos e promover a paz e a segurança no rico golfo africano.
Abel Veiga