Política

Parlamento interpela governo sobre o caso “30 mil barris de petróleo”

A polémica foi despoletada pelo Ministro Secretário do Governo, Afonso Varela, no passado dia 5 de Novembro. O Ministro Varela anunciou que o governo não sabe o rasto do dinheiro resultante de 4 carregamentos de petróleo, que a Nigéria terá cedido a São Tomé e Príncipe em 2009, para negociar no mercado internacional.

«O nosso governo está de facto preocupado com uma situação. É que olhando para os históricos constatamos que durante o ano 2009, o país assinou contrato com este propósito com a Nigéria, mas não vemos registo da entrada deste dinheiro. Neste momento o nosso governo já diligenciou um inquérito para descobrir o paradeiro deste valor, correspondente à  4 carregamentos de petróleo do ano 2009. Dinheiro que deveria servir para pagar as bolsas dos estudantes e que não se vê os rastos». Face a esta declaração do Ministro Secretário do Governo, Afonso Varela, os deputados a Assembleia Nacional, não tiveram outra alternativa a não ser convocar o Governo para uma sessão de esclarecimento sobre o destino do dinheiro alegadamente desaparecido.

A sessão de interpelação ao executivo, está marcada para esta sexta – feira. Foi o próprio Primeiro-ministro Patrice Trovoada, quem anunciou a convocação parlamentar. «O governo está a prosseguir com demarches para esclarecer esta questão sobre todos os aspectos. A questão do dinheiro se há, se não há, quanto é que foi onde é que foi, e também sobre a maneira como devemos lidar com essa matéria. Teremos a oportunidade no dia 19 de Novembro de explicar e apresentar os resultados da nossa reflexão e investigação a Assembleia Nacional. Não seria cortês falarmos do assunto antes dos deputados receberam a primeira informação por parte do governo», afirmou Patrice Trovoada.

No entanto o Chefe do Governo chamou atenção para o facto de a cedência pela Nigéria dos 30 mil barris de petróleo diários, para São Tomé e Príncipe comercializar no mercado internacional, ser apenas e só uma vontade do Presidente da Nigéria. «Os 30 mil barris que a Nigéria concede a São Tomé e Príncipe para comercializar, é uma vontade soberana e une pessoal do Presidente da Nigéria. É bom não pensar que é uma obrigação da Nigéria. É uma vontade soberana do Presidente da República da Nigéria, que pode também decidir parar com o processo», avisou.

A vontade soberana do Presidente da Nigéria, que permitiu a cedência a São Tomé e Príncipe, de 30 mil barris de petróleo por dia para comercializar no mercado internacional, começou em 2004, após solicitação feita pelo Chefe de Estado são-tomense Fradique de Menezes ao seu então homólogo Olusengo Obasanjo.

Para saber o destino do montante avaliado em mais de 1 milhão de dólares,  que alegadamente não entrou nos cofres do estado no ano 2009, os deputados convocaram o governo para a sessão de esclarecimento.

Abel Veiga

14 Comments

14 Comments

  1. o imaginario

    17 de Novembro de 2010 at 9:50

    São dessas coisas q faz decrescer o pais…..

  2. Alberto Nascimento

    17 de Novembro de 2010 at 13:55

    ninguem vai descobrir a massa e ficara por descobrir

  3. Fernanda Alegre

    17 de Novembro de 2010 at 15:34

    Acho bem descobrirem o paradeiro deste e outros dinheiro que tem desaparecido sem rasto no País..Estou muito atenta a situação!!!!!

    Os desviadores terão que aparecer de uma maneira ou de outra, dessa vez não vai passar despercebido como das outras.

    Estão a querer brincar com coisas serias!!!!!!!!! lol..

    • Jose Alberto

      19 de Novembro de 2010 at 11:46

      Fernanda Alegre, estou plenamente de acordo contigo.

      E bom que os Senhores Deputados também aproveitem esta sessão parlamentar para perguntar ao colega Delfim se ele vai esclarecer, junto ao Tribunal, a polémica à volta do caso STP-Trading-Brazil.
      Ou melhor, nesta sessão parlamentar, peço aos Senhores Deputados que mostrem seriedade e honestidade no desempenho das respectivas funções e que ponham imediatamante fim ao uso arbitrário da Imunidade Parlamentar para proteger os prevaricadores.

      E urgente e fundamental que se discipline o Pais de topo a base; actualmente que se vive um periodo de mudanças, os Senhores Depudatos não podem desperdiçar esta oportunidade para demostrar a nação que também estão empenhados em tudo fazer no sentido de operar as necessárias mudanças para ajudar a alvancar o Pais.

  4. Ze Maria

    17 de Novembro de 2010 at 15:50

    É de louvar essa atitude, entratanto, que não seja mero fantoche perante o públique.
    Que realmente apure o paradeiro desse montante e puna os seus mentores e quem o apoderou indevidamente.

    Apurar e punir sem teatro, sem sensacionalismo e sem a parcialidade que costuma fazer parte das investigações na administração pública.

    O povo espera atentamente que não seja apenas um faz de conta nos bastidores e barulho perante as câmaras da TVS e microfones da Radio Nacional

  5. Macarofe

    17 de Novembro de 2010 at 16:01

    A massa desapareceu e ninguem vai devolver a massa. Haverá sempre desculpas e explicações, ok!? este país vai longe…..meus caros.

  6. Nilson

    17 de Novembro de 2010 at 22:32

    Eu sempre pontuei o facto de se estabelecer um governo de credibilidade em Sao Tome e Principe porque o povo Santomense e muito de nos, dentro ou fora de STP, queremos ver a nossa terra ser gerida por pessoas interessadas na seriedada e honestidade. Sobretudo, competencia, e boa gestao….

  7. Mina di Célivi

    18 de Novembro de 2010 at 7:53

    Meus Senhores,
    Segundo a reportagem da RTP Africa,” uma fonte que pediu anonimato, disse que quem sabe do paradeiro do dinheiro era o antigo director do tesouro, o então Ministro das Finanças e Cooperação Internacional”. Então os deputados terão que pedir o esclarecimento ao Dr. Américo Ramos SFF.
    O Afonso Varela também sabe, se os dois não quizerem esclarecer, então chamem esses agentes da PIC ( que sabem castigar muito bem os ladrões de galinha até falarem a verdade) para interogarem os Senhores Dotores mascarados!.

    Un ça Mina di Célivi, moço kiado cu Mém sé Pé.

  8. Macarofe

    18 de Novembro de 2010 at 9:55

    Mina de sélive, seja prudente no teu comentário. O Américo foi director de tesouro. O montante deveria entrar no cofre do estado e simplesmente.

  9. pantufas

    18 de Novembro de 2010 at 11:44

    O dinheiro entra atraves do Banco.A direccao dos impostos so toma conhecimento.

  10. Armindo Fonseca Dos Santos

    18 de Novembro de 2010 at 14:01

    Gostaria de saber como ficou a questão do dinheiro encontrado na casa do senhor Rafael Branco.Que até a data ninguém falou mais no assunto.O caso do dinheiro dos barris de petróleo vai dar o mesmo. Este dinheiro nunca vai aparecer. Existe ai no país um grande cumplicidade entre toda a classe política.No parlamento eles acusam-se um a outro,mas cá fora são grandes amigos.

  11. KUA MUNTU

    18 de Novembro de 2010 at 15:41

    pergunta o cota Trovao onde esta dinheiro do petrolio .esteve no ano 199…numa minsao de trabalho na nigeria onde fiz cobertura de umas noticias sobre estes valores e o amigo trovao sabe bem onde os dinheiros foram parar..

  12. madalena

    19 de Novembro de 2010 at 16:40

    Muita grana.
    É so perguntar o país emissor se realmente fez ou não a tranferencia?
    Logo teriamos uma fonte credivel, mas creio que o Lider do MDFM, que desapareceu em pleina campanha pode ajudar a resolver este embroglio. Mais, Dr Rafael branco, deve saber e por isto fica longe das hostes do Partido porque assim lhe pode correr muito mal.
    Segue a sua sina de tratar da familia e os seus afazeres.
    São jovens que foram obrigados a prostituirem por falta de bolsa e outras coisas mais.
    Bauê Stome e principe

  13. Zé-Louvué

    28 de Novembro de 2010 at 11:04

    Acho eu q esses camaradas que vieram desde a primeira república, protegem-se uns aos outros, porque desde a Independência pra cá, o povo só depara com esses tipos de problemas; tantas dádivas q o País tem vindo a receber após a Independência, só serviu para enriquecer esses senhores. Acho que é altura de quem do direito fazer alguma coisa e tomar medidas para q seja reposto o dinheiro.

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