Política

PALOP e Teodoro Obiang N´Guema confiantes de que a Guiné Equatorial vai ser membro da CPLP

Os países africanos de expressão portuguesa, realizaram uma reunião com a Guiné Equatorial em Addis Abeba-Etiópia a margem da cimeira da União Aficana, para garantir que o país de língua oficial espanhola, será reconhecido como membro da CPLP, na próxima cimeira da organização lusófona. Anúncio feito pelo Chefe de Estado da Guiné Equatorial.

Segundo o Presidente da Guine Equatorial, o seu país decidiu solicitar a adesão a CPLP, por razões geopolíticas. A Guiné Equatorial, com quase 1 milhão de habitantes, rica em petróleo sendo actualmente o terceiro maior produtor de ouro negro da África subsaariana, é o único país do continente que tem Espanhol como língua oficial. «É uma barreira, sentimo-nos isolados. Por isso, pensamos em quebrar esta barreira unindo aos outros irmãos. É assim que a Guiné Equatorial é também membro da francofonia.  Estamos também a trabalhar para ver se a Guiné Equatorial entre para a comunidade anglófona», afirmou Teodoro Obiang N´Guema, numa conferência de imprensa, dada no aeroporto da cidade de Bata no passado dia 7 de Março.

Mais de 4 anos depois de solicitar adesão à CPLP, Teodoro Obiang N´Guema, ficou decepcionado com o fracasso da cimeira dos Chefes de Estados da CPLP realizada em Luanda no ano passado. Segundo o Presidente da Guiné Equatorial, tudo apontava para o ingresso do seu país na comunidade lusófona, ma a última hora, fracassou. «Contava-mos ser integrados como membros naquela reunião. Mas houve um contratempo de última hora. Acho que cabe aos países membros explicarem porque é que a Guiné Equatorial não foi admitida naquela reunião. Creio que foi por certas forças externas à CPLP, que não queriam que a Guiné Equatorial fosse admitida como Estado membro da organização», frisou o Chefe de Estado da Guiné Equatorial.

Na conferência de Imprensa em que os jornalistas foram limitados a apenas duas perguntas, ou seja, 1 jornalista da Guiné Equatorial deveria colocar uma pergunta ao Presidente de São Tomé e Príncipe, e 1 jornalista de São Tomé e Príncipe deveria colocar apenas uma questão, ao Presidente da Guiné Equatorial, não foi possível a imprensa e ao Chefe de Estado equato-guiniense aprofundarem a conversa em torno do respeito pelos direitos humanos, na Guiné Equatorial, que por sinal é a grande questão levantada por grupos da sociedade civil baseada em Portugal, que contestam a entrada na CPLP do país mais rico de África em termos do rendimento per capita.

Mas Teodoro Obiang N´Guema Basogo, está confiante de que na próxima cimeira dos Chefes de Estados da CPLP, o seu país vai ser reconhecido como membro de pleno direito da comunidade lusófona. Passos estão a ser dados com vista a introdução do ensino da língua portuguesa nas escolas guinienses.

A confiança do Presidente Obiang, é alimentada pelos países africanos de expressão portuguesa, que na recente cimeira da União Africana em Addis Abeba, reuniram-se a margem da cimeira com a Guiné Equatorial, para garantir que vai ser membro da CPLP. «Todos os países africanos membros da CPLP, realizaram uma reunião e decidiram que a Guiné Equatorial deverá entrar como membro na próxima cimeira. No entanto disseram que agora tem-se que sensibilizar Portugal e Brasil. Mas sei que não há problema com o Brasil», declarou o Chefe de Estado da Guiné Equatorial.

Portugal é segundo Teodoro Obiang N´Guema Basogo, a única grande barreira a ser ultrapassada. «Então ter-se-á que sensibilizar a Portugal porque terá sido o país que criou barreiras, e desta vez esperamos que Portugal não se oponha ao ingresso da Guiné Equatorial à Organização dos Países de língua portuguesa. Estou seguro que foram ultrapassados todos os obstáculos que impediam a entrada da Guiné Equatorial nessa organização», concluiu, o Presidente da Guiné Equatorial.

São Tomé e Príncipe faz parte dos países que apoiam a integração da Guiné Equatorial na CPLP. Manuel Pinto da Costa Presidente da República, confirmou isso mesmo ao seu homólogo. O Chefe de Estado recordou que o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe foi fundado na Guiné Equatorial em 1972.

Pinto da Costa, que presidiu o movimento, disse que já naquela altura sentia-se em casa. «No mesmo dia da minha chegada, a impressão com que fiquei no contacto com os guineenses, é que de facto eu estava no meu país, tendo em conta os sentimentos de irmandade. Já naquela altura a Guiné Equatorial preenchia as condições para pertencer a família da CPLP, a que eu pertenço. De forma que sempre serei advogado da Guiné Equatorial, mas um advogado que não precisa ser pago, porque a Guiné Equatorial merece efectivamente pertencer a família da CPLP», assegurou Pinto da Costa.

40 minutos de avião separam São Tomé e Malabo, capital da Guiné Equatorial.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. luisó

    19 de Março de 2012 as 15:04

    Para quando eleições livres no seu país sr. OBIANG?

    • Argenezio Antonio Vaz

      20 de Março de 2012 as 0:20

      Caro Luiso, perguntas para quando eleições livres na GE? Muito engraçado, deves ser de um outro mundo. Mas respondes as seguintes perguntas.
      Quais são os paises de CPLP que realizam eleições livres?
      Sera que o banho em STP, faz com que as eleições em STP sejam justas?
      Mesmo nos outros paises da CPLP, tirando eventualmente Brazil e Portugal, onde se realiza eleições justas?
      Ja fizeste as contas dos anos no poder de alguns chefes de estados da CPLP?
      Os partidos com dinheiro ou com armas ganham as eleições, se encontrares respostas para essas questões então vais propor para acabar com CPLP.
      Sabes, no periodo do partido unico, não se aceitou que Africa de Sul fizesse algo em STP, serviu para quê? Hoje aqueles que dizem serem o nosso amigo são autenticos vampiros do sangue dos santomenses. Seja esperto, ganhamos o quê? Somos sim burros. Com a guerra em Angola, STP nada fez em Angola, mas todos podem vir para STP ganhar e chupar.
      O senhor deve ser sim um extra terreste, sabes quantas empresas europeias estão na GE? Fazer o jogo da Europa chega, quem tem as empresas de petroleo , de construção civil, e outros na GE? Va investigar e depois critique GE, deves ser um desses ditos europeu que esta afundado na crise e que nem tem o remedio.Bem haja GE

  2. luisó

    20 de Março de 2012 as 12:45

    caro amigo Vaz:
    STP para mim pode fazer negócios com quem quiser e reconhecer quem quiser.
    Há pouco tempo a CPLP recusou a GE como membro e só como observador até que a questão da democracia fosse resolvida e esta declaração foi unânime.
    Por isso só me referi à democracia e penso que há valores que não se podem trocar por dólares. O povo da GE que te diga, se poder, como vive, que liberdade tem de falar e de se exprimir (se o téla fosse na GE nós não estávamos aqui a a falar).
    Quanto ás eleições meu amigo há dois dias Timor e GB deram exemplos de eleições livres e testemunhas por organismos internacionais, assim como já houve nos outros CPLP. Talvez o único com problemas de déficit democrático seja em STP por causa do banho que foi inventado e é caso sui-géneris e nunca ouvi tal nos outros da países da CPLP, apesar de que em Angola o sistema ter sido feito à medida do JES para lá se manter há tantos anos, mas isso é outra história…

  3. Argenezio Antonio Vaz

    20 de Março de 2012 as 15:51

    Pois é amigo, falaste de Angola e é outra historia. Então esse povo também não sofre, não são gente que merece viver com real democracia? Então para sermos correctos, também a Angola deveria sair da CPLP, que tal?
    Sabemos o k passa, estamos comendo hoje no prato, então somos bons democratas, sabe bem o dinheiro quando estamos dentro comendo.
    Outra coisa, fala de Guiné Bissau, lição de democracia. Que tristeza, então as mortes quase todos os dias sem explicação?
    Volto a repitir, o senhor deve estar num outro planeta e não na terra.
    Somos tão hipocritas que defendemos a morte p.e. de alguns presidentes, em prol da democracia do Ocidente.Esses ocidentais, que comem a riquesa do 3 mundo, claro com a cumplicidade de também do mesmo 3 mundo, querem dar lições de democracia.
    Por fim, conhece muito mal esse nosso PALOP, pois o banho em STP veio do exterior, tambem do PALOP e ca em STP entrou muito bem.
    Mas, tudo bem, vamos ver até onde iremos com essa confusão. A verdade é k a Europa não tem moral de dar lições de democracia a ninguem, tem poder das armas e por essa razão continua a impor, mas vai durar pouco , basta ver a crise actual é fruto de ma democracia, onde uns vivem outros votam e pagam as taxas.

  4. ôssobó

    20 de Março de 2012 as 16:07

    Muito bem Antonio gostei dessa!
    muitos buros estam ak a falar em democracia, e depois para entrarem africa para roubar. os ocidentes juntaram cabeça e matou MUAMAR CADAFI, tirrou Hosni Mubarak, tirou Sadan Hossein e agora olha a vida que os respetivos países vivem , as pessoas nao tem nada devido anarquia, enquanto França e Inglaterra leva petrolio para refinar e depois vender .obrigado

  5. Santosku

    22 de Março de 2012 as 14:41

    Sabemos que a GE já foi casa para muito dos nossos dirigentes e hoje ainda continua sendo casa para muitos santomenses que la trabalham. Portanto também apoio a entrada de GE no CPLP.

  6. beny sacramento

    29 de Março de 2012 as 14:01

    pomba barnca; ilha do princpe;mesteriosa,confortada sempre com as suas verduras onde eu nasci,creci,è la onde fiz mulher efiz os meus filhos efilhas nào abandonei esta minha terra natal e osmeus eaminha;voltar tenho que esperar sinto-me feliz em minha terra

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