Política

“A política e sobretudo os partidos não podem ser apenas um meio para privilegiar direitos de alguns em detrimento dos direitos de todos”

“A política e, sobretudo, os partidos não podem ser apenas um meio para privilegiar direitos de alguns em detrimento dos direitos de todos”. Em democracia o diálogo nunca é uma perda de tempo porque nunca será perder tempo procurar consensos que assegurem a governabilidade em estabilidade do país no presente ou no futuro”. Mensagem do Presidente da República por ocasião do ano novo.

Mensagem de Ano Novo de Sua excelência o Presidente da República

31/12/2013

Caros Compatriotas

O início de um novo ano representa sempre na vida de cada um de nós, um momento especial de esperança e de expectativa.

Expectativa numa mudança que torne possível concretizar novos ou os antigos projetos que, por este ou aquele motivo, não tiveram o desenvolvimento desejado no ano que terminou.

Essa é uma preocupação que deveria estar sempre presente em cada um de nós, em nome do superior interesse nacional, sobrepondo-se a quaisquer outro tipo de interesses, quer sejam estes de natureza privada, partidária ou de qualquer outra espécie.

A questão da estabilidade política continua a ser fundamental para que se cumpram as legítimas aspirações e expectativas do nosso povo em nome do qual é exercido o poder político e que continua ano após ano a esperar pacientemente pela melhoria das suas condições de vida em concreto.

Povo que assiste com muita paciência e, muitas vezes, com dificuldade para compreender ou mesmo aceitar uma certa forma de fazer política, assente sobretudo, em meras táticas partidárias e interesses pessoais de uma certa classe política, quase exclusivamente virada sobre si mesma.

Povo, que continua a ver o país a marcar passo, à espera do progresso tantas vezes prometido e tantas vezes adiado, o que tem minado a confiança nos partidos políticos enquanto pilares essenciais da democracia.

A política e, sobretudo, os partidos não podem ser apenas um meio para privilegiar direitos de alguns em detrimento dos direitos de todos.

Antes, pelo contrário, os partidos devem estar permanentemente ao serviço do povo e próximo deste e das suas dificuldades, expectativas e esperanças num futuro melhor.

É neste quadro que decidi promover um diálogo nacional sobre o futuro do país a realizar em Janeiro de 2014.

A esse propósito gostaria de dizer o seguinte:

Esta iniciativa que se destina exclusivamente a promover um debate sobre todas as questões relevantes para o progresso o progresso do país, não se esgota portanto nos partidos políticos, mas sim estará aberta à sociedade.

Em democracia o diálogo nunca é uma perda de tempo porque nunca será perder tempo procurar consensos que assegurem a governabilidade em estabilidade do país no presente ou no futuro.

Nos moldes em que vai realizar-se o Diálogo Nacional sobre o futuro do país será sempre um precioso indicador sobre as reais aspirações dos cidadãos contribuindo assim, também, para que o confronto de ideias tenha em conta as questões e os problemas que realmente interessam aos cidadãos.

Dessa forma o Diálogo Nacional será também um importante papel na mobilização e promoção da participação dos cidadãos na vida do país.

Participar no Diálogo Nacional será aprofundar a democracia e a sua credibilidade interna e externa, num país que, em África, foi pioneiro na transição para o multipartidarismo e cuja imagem no exterior é fundamental para o seu desenvolvimento.

Compatriotas

A situação que o país atravessa e as consequências da crise económica internacional que se continuam a fazer sentir, exigem, mais do que nunca, responsabilidade, sentido de estado e valores patrióticos aos que exercem cargos públicos em nome do povo.

Este é um objetivo que deve estar sempre presente na acção política dos partidos e de todos os cidadãos.

Sem trabalho árduo, disciplina e rigor nada se consegue e o exemplo tem de partir de cima como várias vezes tenho afirmado.

Só com a participação e o contributo de todos os Santomenses sem qualquer espécie de exclusão estaremos em condições de enfrentar com sucesso os desafios que temos pela frente.

Concidadãos

2014 será um ano decisivo para a consolidação e credibilização do regime democrático com a participação efetiva dos cidadãos na escolha dos seus representantes.

Quero, a terminar, reafirmar a minha firma determinação alicerçada na confiança nos Santomenses para, com patriotismo e espírito de missão, enfrentar com sucesso todos os desafios.

É com essa convicção que desejo aos nossos concidadãos na diáspora muitas felicidades para o ano de 2014, esperando pela participação ativa dos seus representantes no Dialogo Nacional, em preparação.

Aos cidadãos estrangeiros residentes no país desejo um ano novo cheio de prosperidade.

A todo o povo de S.Tomé e Príncipe bom ano novo.

Boa noite a todos e muito obrigado pela vossa atenção.

    17 comentários

17 comentários

  1. Rodrigo Cassandra

    3 de Janeiro de 2014 as 7:54

    Começo a sentir que estou cheio de razão quando digo repetidas vezes que os partidos não valem nada, só serve a eles próprio e mas nada

    • tudo o vento levou!...

      4 de Janeiro de 2014 as 14:05

      quase 40 anos de hipocresia..
      de promssa …
      de ma fe…
      40 anos de matar o sonho do meu povo…
      40 de massacrar os mais desfavorecidos…
      de um descurso gasto …
      um discurso que nao produz fruto…
      PR ainda que seja tarde tente resgartar
      alguma digenidade que ainda lhe resta…
      Esses teus amigos da velha guada so lhe emvergonham….
      voce ja tem idade para ter juiszo!…
      faca algo de bom em nome de stp…
      Nao sejes falso patrioteco….

  2. santa catarina

    3 de Janeiro de 2014 as 8:51

    A questão da estabilidade política continua a ser fundamental para que se cumpram as legítimas aspirações e expectativas do nosso povo em nome do qual é exercido o poder político e que continua ano após ano a esperar pacientemente pela melhoria das suas condições de vida em concreto.
    Quero dizer e afirmar que o PR é o principal promotor da instabilidade em STP. As provas dadas até ao momento leva-me a chegar a triste conclusão. Os anos que passou na ibernação não serviu para nada no eu entender. Fomos ou melhor a maioria de nos fomos enganados. Das suas palavras aos actos vai muito é mesmo dizer de dia para noite. Espero que o 2014 servia para que o PR faça uma reflexão sobre os seus posicionamentos e discursos.
    Viva STP

  3. Barão de Água Izé

    3 de Janeiro de 2014 as 8:54

    STP continuará a marcar passo se por exemplo, os agricultores não poderem ter acesso a empréstimos bancários que financiem a sua actividade, por que os Bancos não aceitam os terrenos como garantia do empréstimo, pois têm dúvidas de quem é o verdadeiro proprietário, o agricultor ou o Estado? Os registos e marcações dos terrenos são fidedignos? Quanto valem? Onde está a justiça que aja em situações de incumprimento? A Economia não se desenvolve com palavras sedutoras.

    • Manuel

      3 de Janeiro de 2014 as 14:53

      Desculpa!
      Gostaria saber a sua experiencia em desenvolvimento rural, em extensão agraria e desenvolvimento comunitário? Tenho 23 anos! Credito para agricultores? Modalidades? Experiencias de Pais implementaste com sucesso?

      • Barão de Água Izé

        3 de Janeiro de 2014 as 20:02

        Caro Manuel; sem a posse do terreno ser clara, isto é, saber se é propriedade privada ou propriedade do Estado (ex. concessões de terrenos a agricultores não lhe dá propriedade plena privada); sem registos legais de notariado e conservatórias e sem “bolsa” de valores dos terrenos (os Bancos deviam ser obrigados pelo BC a iniciar esse estudo), a agricultura nunca terá a produtividade, nomeadamente para exportação, que se pretende.

    • P.P.P

      3 de Janeiro de 2014 as 23:33

      Sempre este senhor e as suas receitas tradicionais. Aja paciência. Que interesses defendes…

      • Barão de Água Izé

        4 de Janeiro de 2014 as 15:37

        Caro P.P.P.; se são receitas tradicionais por que não se implementam? Já foram testadas? Negar a realidade não é de bom senso.

  4. Libô Mucambú

    3 de Janeiro de 2014 as 9:52

    ” A política e sobretudo dos partidos, não pode ser apenas um meio para privilegiar direitos de uns em detrimento dos direitos de todos.”- Pelos últimos acontecimentos percebe-se que os destinatários desta mensagem não estão longe do partido do PR!!!!! É um recado! Penso que este partido tenha entendido a mensagem do PR!

    • António Menezes

      3 de Janeiro de 2014 as 13:39

      Pena é que só se diz, mas na pratica? Pelo que sabemos todas as nomeações de varias entidades, não se tomou em conta a capacidade técnica das pessoas ,mas sim, por serem do MLSTP, nada mais…

  5. Mutambú

    3 de Janeiro de 2014 as 10:50

    Pois, senhor Libô Mucambú és mesmo politico e entendedor das coisas, olha isto é mesmo um recado espero bem que o senhor Jorge Amado tenha percebido bem a mensagem do PR!!!!! há há há há. Cuidado com a tabelinha senhor Mucambú vem aí o Orçamento

  6. Diáspora Angola

    3 de Janeiro de 2014 as 13:21

    Em detrimento,da mensagem do PR tenho a enfatizar,que é necessário mudança de mentalidade, de consciência e do habito corrupto, daqueles que é elegido pelo pelo para servir o pais.

  7. Kuá flogá

    3 de Janeiro de 2014 as 13:40

    Muito obrigado sua Excelência, Presidente da República democrática de S.Tomé e Príncipe, de todos os Santomenses sem ex cessão, gostei do discurso, na verdade muitos para não dizer todos os partidos políticos estão aqui só para defender interesse dos seus dirigentes e massacrar aqueles que não teem a sua cor, é mau porque a terra é de todos e na democracia devemos respeitar a diferença e direito de cada cidadão pertencer esse ou aquele partido, credo, raça ou qualquer outra ideologia aceite pela lei. União faz a força. Acima de tudo é organização, ordem e respeito as leis. Alemanha é conhecido pela sua organização,por isso está no topo da Europa.Primeiro os Santomenses depois os outros como se faz em todos os países.Aqui em S.Tomé, coisa para dar gato, tiram para rato. devemos defender o que é nosso, a nossa cultura.
    Arroz de estado vende na loja de estrangeiro em detrimento dos nacionais, “ê cá pó sá”?, nunca.
    Com estima e respeito.

    • matutui

      6 de Janeiro de 2014 as 8:47

      ATT: Samuel
      Ouvi dizer que uma tal loja da cidade situada perto do LL bem estar, está a retirar 2 à 3 Kgs de arroz do saco e vendendo ao preço de 30 Kgs!

      • matutui

        6 de Janeiro de 2014 as 8:49

        ATT: Antònio
        Manda Auditar as contas do CADR!

  8. filipe Muhongo

    3 de Janeiro de 2014 as 15:25

    A estabilidade Politica depende do poder economico. Em STP grande parte da nossa economia concentra-se nas maos dos estrangeiros, porque com o pouco capital, estes monopolizaram o poder politico (Partidos Politicos). É urgente a reforma em certos institutos do Estado. A diferença no pagamento de impostos; O estrangeiro deve pagar duas vezes mais em relação ao Nacional. Porquê o Estrangeiro só precisa do nosso Paìs quando lhe é favoravel.

  9. Floli Canido

    4 de Janeiro de 2014 as 8:51

    Sr. Rodrigo Cassandra, o Sr. proprio não foi privilegiado pelo seu irmão para ser responsavel da Emae no Principe? Poeira nos olhos dos outros é refresco. Diz-me uma coisa, o que o Sr. sabe de eletricidade para ser responsavel de uma instituição como essa, e depois dizes que tinhas razão. Que razão? Tanto o Sr. como o seu irmão mereciam ser submetidos a um inquerito. Tanto que Principe ate hoje tem problemas de energia devido a sua incopetencia e desconhecimento na materia. O melhor pra si é manter-te em silencio do que pronunciar sobre estes casos.
    Boas entradas

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