Política

 TPI absolve ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo de crimes contra a humanidade 

Parceria Téla Nón / Rádio ONU

Ex-líder e antigo ministro ficaram livres de todas as acusações e tiveram libertação imediata; promotores não tiveram provas suficientes para determinar responsabilidade sobre crimes contra a humanidade, assassinato, estupro e outras formas de violência sexual e perseguição.

O Tribunal Penal Internacional, TPI, absolveu o ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo em sessão que aconteceu esta terça-feira em Haia, na Holanda.

 

De acordo com o  juiz Cuno Tarfusser, que presidiu o caso, a maior parte do juri decidiu que o ex-líder e seu ministro da Juventude, Charles Blé Goudé, ficam livres de todas as acusações de crimes contra a humanidade alegadamente cometidos em 2011 e determinaram a sua libertação imediata.

Crimes

O juiz destacou ainda que a acusação não conseguiu demonstrar que os discursos públicos de Gbagbo constituíam ordens ou induziram simpatizantes a cometerem os supostos crimes.

De acordo com o TPI, a acusação pode recorrer da sentença e pedir que ambos continuem detidos por “razões excepcionais”. Nesta quarta-feira, os juízes deverão ouvir as partes e outros participantes no caso.

Gbagbo foi acusado de cometer crimes contra a humanidade associados à violência eleitoral ocorrida entre dezembro de 2010 e abril de 2011, na qual milhares de pessoas morreram e pelo menos meio milhão foram deslocadas. A violência foi mais intensa nas cidades de Abidjan, no sul do país, e Duekoué, no oeste.

O ex-líder se recusou a reconhecer a vitória do seu ex-rival e agora presidente Alassane Ouattara. Ele foi capturado em 2011 no palácio presidencial por forças internacionais.

Violência

De acordo com a acusação,  Gbagbo se apegou ao poder “por todos os meios” e foi indiciado por crimes contra a humanidade, assassinato, estupro e outras formas de violência sexual, perseguição e “outros atos desumanos”. Ele negou todas as acusações.

O julgamento que começou em 28 de janeiro de 2016, teve um total de 231 dias de audiência dedicados à apresentação das provas dos promotores onde 82 testemunhas falaram em tribunal e através de link de vídeo.

Milhares de documentos foram submetidos ao TPI com centenas de petições, solicitações e decisões arquivadas até o encerramento das sessões em 4 de junho de 2018.

    1 comentário

1 comentário

  1. Seabra

    15 de Janeiro de 2019 as 23:39

    O próximo será o pinta cabra do Patrice Trovoada e os seus lacaios…..

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