Política

Presidente da Assembleia Nacional rejeitou às acusações da ADI

Delfim Neves, Presidente da Assembleia Nacional, e candidato derrotado na primeira volta das eleições presidenciais, rejeitou as acusações feitas pelo partido ADI, segundo as quais estaria a orquestrar um golpe de Estado palaciano.

«Quem disse que eu quero ser Presidente um minuto?», interrogou Delfim Neves, quando explicava a decisão da mesa da Assembleia Nacional em rejeitar a proposta de lei da bancada parlamentar da ADI, para prorrogação do mandato do actual Presidente da República Evaristo Carvalho.

O mandato do actual Presidente da República termina no dia 3 de Setembro. Por causa, do atraso no processo eleitoral para escolha do novo Presidente da República, na segunda volta do escrutínio presidencial, o partido ADI, acusou o Presidente da Assembleia Nacional, de adiar sucessivamente as sessões plenárias da Assembleia Nacional, onde os deputados deveriam aprovar a lei especial que marca a data da segunda volta das eleições presidenciais.

Uma estratégia que segundo a ADI, permitiria ao Presidente da Assembleia Nacional ascender ao cargo de Presidente da República Interino.

Delfim Neves, desmente e explicou em conferência de imprensa, as razões dos sucessivos adiamentos da sessão plenária para discussão e aprovação da lei especial que marca a data da segunda volta das eleições presidenciais.

Segundo Delfim Neves, a reunião marcada para a última quinta feira, não se realizou porque a conferência dos líderes parlamentares, concluiu que «não havendo garantia de segurança, não poderíamos reunir na quinta-feira. Todos os líderes parlamentares estavam representados… », afirmou.

Adiada para sexta-feira, a reunião plenária acabou por não se realizar e novamente adiada sine die.

«Adiando para sexta-feira, ontem (quinta – feira) fui convocado para uma reunião ao mais alto nível no morro da Trindade onde estava sua excelência o Presidente da República, o Primeiro-ministro e eu. Fizemos uma análise profunda da situação política nacional e a situação da segurança interna. No final do encontro concluiu-se que ainda não estavam reunidas todas as condições para que a Assembleia reúne-se na plenária…», explicou o Presidente da Assembleia Nacional.

Segundo o Presidente da Assembleia Nacional razões de segurança impossibilitaram a realização da reunião plenária da Assembleia Nacional, para análise e aprovação do projecto de lei que marca de forma excepcional a data da segunda volta das eleições presidenciais.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. João

    14 de Agosto de 2021 as 18:24

    Mais vale a Rainha de uma hora do que a Duquesa toda a vida.
    Eu sei que Sr.não entente nada disto mas fica assim.

  2. Andorinha

    14 de Agosto de 2021 as 18:58

    Delfim Neves eesta nova maioria ja não engana ninguém, quem esta a governar neste momento é a nova maioria encabeçada pelo MLSTP e só eles são responsáveis por toda porcaria que esta a acontecer no nosso lindo pais S.tomé.
    Portugal ja disse que esta de olho.
    Vocês da nova maioria povo não vos quer mais faz sai.

  3. Fuba cu bixo

    15 de Agosto de 2021 as 0:00

    Agora não vão mim dizer que quem tem que marcar eleições é o ADI que esta fora do poder ou o Carlos Vila Nova?
    Meia dúzia de gatunos estão a pegar povo de S.Tomé e Príncipe virá bôbo,Isto é mais uma prova que não se pode votar no Posser ele faz parte disto tudo MLSTP vai desaparecer em S.tomé e Príncipe.

  4. Célio Afonso

    15 de Agosto de 2021 as 10:26

    Na verdade o S. Presidente da Assembleia Nacional é o epicentro de toda essa “salada” política que se vive nesse pacato país. É inconcebível que tudo isto esteja a acontecer por causa de interesses pessoais dos Srs políticos.
    Portanto, cabe ao Sr. Resolver esses problemas criados por si e pacificar o país. O povo não merece tanto sofrimento e sacrifício.

  5. José Rocha

    15 de Agosto de 2021 as 14:57

    Caso o Posser da Costa pusesse o interesse nacional acima qualquer outro, desistia da corrida a segunda volta e acabavam-se as brincadeiras do Delfim.

  6. Manuela Pedroso

    16 de Agosto de 2021 as 8:14

    Como é possível um país, um povo com gente e pessoas inteligentes, deixarem estar a ser manipulado por um dos maiores burros deste país?
    Este tipo nem deveria ser deputado, deveria continuar a vender as suas cabras em Libreville e agora tem acesso a comunicação social todos os dias para encher os ouvidos do povo com estas porcarias.
    O país não pode continuar a ser refém de um burro gatuno destes. O país que deveria estar bem cotado ao nível internacional, passou a ser um lixo a custa deste gatuno, vendedor de canábis. O tipo fez propostas com os chefes de droga, recebeu milhões e milhões de dólares de droga, prometeu a estes homens de droga que ele iria ser Presidente para permitir que os mafiosos de droga circulassem normal no país, pois ele estava a contar com o seu vice presidente da Comissão Eleitoral, estava a contar com o Presidente do Tribunal Constitucional, e tudo estava garantido para dar um golpe e assumir o poder, e poder dar em troca a esta gente de drogas o nosso país.
    Como S.Tomé Poderoso é mesmo poderoso, o gajo apanhou uma bofetada do povo e hoje anda de manobras em manobras para criar o caos no país.
    Quem é o Delfim Canábis para dizer que ele não abre as mãos a partir do dia 3 de Setembro. Se ele não abre as mãos, o povo vai lhe cortar os braços e levar as mãos fechadas que ele não quero abrir.
    Quem é este bruto, burro, ladrão que tem que estar a dar as ordens ao povo.
    Estou sinceramente revoltado com esta situação.
    Sobretudo, com este Governo e o seu primeiro ministro que está pegado ao poder e tem medo de criticar Delfim para o Delfim não lhe tirar a toalha. O Primeiro Ministro, devia demitir já pois este povo já não aguenta tanta vergonha.
    O Senhor Oscarito que representa o PCD no Governo, estava combinado com o Delfim ara o Golpe. E agora dizem que o homem ficou maluco? Isto é uma forma de lhe dar possibilidade de se por em fuga para não ser julgado.
    Mas ele pode ir, vai ter que voltar um dia para o julgamento
    O Evaristo faz muito bem em não dar confiança a esta gente. Depois d dia 3 de Setembro, quando o Delfim ir ao Palácio, ele deve sair de lá com umas pauladas na costa, ou preso, ou enviado para a psiquiatria. Só estes lugares é que ele merece.

    • Célio Afonso

      16 de Agosto de 2021 as 9:26

      Mas como foi possível o Jorge Bom Jesus entregar pastas tão importantes como Presidente da AN, Ministro da Defesa e Ordem Interna, Ministro de Agricultura ao PCD, partido minoritário no parlamento?
      E agora? Quid yuris?

  7. Edson Neves

    17 de Agosto de 2021 as 19:33

    O Presidente da Assembleia acredita mesmo que convence a população com essa conversa mole? Não há segurança ou não há vontade dos parlamentares em se reunir? A Assembleia como órgão de soberania tem prerrogativa para solicitar/requisitar o uso das forças de segurança para praticar atos em benefício da nação. Que tal solicitar a Polícia de Segurança Pública e o Exército para proteger a casa legislativa durante os dias em que houver sessão legislativa? Deveria ele abrir o jogo, esclarecer à nação em respeito àqueles que o elegeram o que realmente se passa e deixar dessa conversa mal ensaiada. Quando diplomado parlamentar ele e seus pares, jurou defender a Constituição da República mas vem sistematicamente atentando contra ela. Aproveito e pergunto, onde estão os juízes do Tribunal Constitucional, o Procurador Geral da República, a sociedade civil organizada para reagirem energicamente a esse abuso, a essa tentativa de agressão à Carta Constitucional?

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