Opinião

Coimbra, a Cidade dos “doutores”.

Coimbra, a “Lusa Atenas”, é uma das mais míticas e lendárias cidades portuguesas.

À excepção de Lisboa, nenhuma outra cidade mereceu a atenção de tantos poetas e escritores portugueses ilustres. Como lembra Miguel Torga, estudante e habitante de Coimbra, foi daí “que saíram Camões, Garrett, Antero, Eça, António Nobre, Afonso Costa e outros”. Coimbra é uma cidade de grandes tradições: históricas, políticas, culturais, literárias, populares, não houve em Portugal revolução política ou movimento cultural que não encontrasse entre os estudantes de Coimbra apoio ou reflexo. Uma das

grandes tradições é, por exemplo, o Fado de Coimbra, mitificador, ele próprio, da história da cidade e criador de personagens históricas que identificam e se tornaram símbolos da cidade. Coimbra é também a cidade que viu nascer seis dos reis portugueses e que guarda as lendas da Rainha Santa e dos Amores de Pedro e Inês. É ainda, e assim é conhecida, a “Cidade do Mondego”, que “não é apenas o mais importante dos rios nascidos em Portugal. É também o mais português por ter sido sentido e cantado por quase todos os grandes poetas portugueses” (Borges, 1987).

Por tudo isto, e sobretudo pelo misticismo que a envolve, é difícil caracterizar a identidade da cidade a partir dos seus símbolos. Esta tarefa seria, aliás, impossível se os elementos identitários e representacionais de Coimbra não estivessem intimamente ligados todos à mesma fonte: a Universidade.

Com os seus setecentos anos de existência a Universidade tem em Coimbra um peso simbolicamente arrasador nos discursos representacionais da cidade. Ao longo destes séculos a “Cidade do Mondego” foi-se expandindo mas sempre tutelada por uma Universidade que a foi moldando aos seus interesses. A presença secular da Universidade deixa uma marca indelével em todos os traços identitários da cidade, desde os monumentos às personagens históricas passando pelo ritmo da própria cidade, os seus modos de vida mais característicos e específicos, a sua estrutura económica  e os episódios marcantes da história local.

Nas monografias históricas Coimbra difunde uma imagem de cidade histórica e até monumental. Desde o seu símbolo mais popular, a Torre da Universidade, aos seus monumentos mais esplendorosos e emblemáticos, como a Biblioteca Joanina, a Sala dos Capelos ou a Capela de São Miguel, os principais ícones que representam Coimbra são edifícios universitários.

Entre os monumentos que não estão directamente ligados à presença da Universidade, mas sim a outra presença simbolicamente significativa na cidade (presença da Igreja), distinguem-se o Mosteiro de Santa Cruz, onde jazem os dois primeiros reis de Portugal, a Sé Velha, o mais perfeito exemplo da arquitectura românica em Portugal onde D. Sancho I foi coroado e onde D. Pedro jurou ter-se casado em segredo com D. Inês de Castro (uma das personagens históricas mais representativa da cidade), o convento de Santa Clara a Nova, onde repousa a Rainha Santa (padroeira e principal personagem histórica da cidade), e a Sé Nova, que faz parte do primeiro colégio criado pelos jesuítas em todo o mundo.

Não sendo representada pela sua singularidade monumental, a cidade de Coimbra é sobretudo vista como uma cidade histórica que rememora, através dos seus monumentos, algumas das personagens, dos acontecimentos, das lendas e dos actos heróicos do país. Nesta dimensão histórica integra-se também um outro símbolo da cidade: o Portugal dos Pequenitos, que é um dos locais mais visitados em Coimbra.

Um outro símbolo da cidade são os estudantes, e ainda que muitas ou todas as cidades tenham estudantes, Coimbra é, por excelência, a “Cidade dos estudantes”, ou a “Cidade dos doutores”. Uma das imagens mais distintivas de Coimbra foi, durante muito tempo, as capas e batinas. As gerações de estudantes universitários que se foram sucedendo construíram, com a sua irreverência, com a sua imaginação e com a sua centenária “Associação Académica de Coimbra”, muitas das velhas e das novas imagens da cidade. Da praxe académica à Queima das Fitas, da Latada aos grupos musicais académicos, Coimbra inspirou muito significativamente aquilo que é o novo clima urbano e cultural de algumas cidades médias portuguesas. O ritmo da própria cidade está condicionado ao próprio calendário académico e à presença ou ausência de estudantes. Inclusive ao nível da oferta cultural, dos Festivais de Teatro Universitário aos Encontros de Fotografia, é ainda no seio da Academia que emergem novas dinâmicas urbanas. Particularmente aos estudantes, Coimbra deve a imagem de cidade contestatária e reivindicativa. Em 1943,

Fernando Namora sublinhava que a “tradição de luta é uma constante na história moderna da Academia de Coimbra” (Namora, 1943). Nos anos 60, com a contestação ao regime salazarista, e nos anos 90, com a contestação à “Lei do Financiamento do Ensino Superior”, essa imagem continua bem viva.

Esta imagem de cidade contestatária tem um outro símbolo a que a cidade deve muita da sua projecção nacional e internacional, também ele nascido no seio da Academia. A “Académica”, a “Briosa”, que, no mundo lusófono, do Brasil a Cabo Verde, de Moçambique a Timor, inspirou muitos clubes de futebol, que vestem de negro e a quem, na gíria, se chama estudantes. A Académica que conquistou ao Benfica a primeira Taça de Portugal de futebol em 1939. A Académica dos “pardalitos do Mondego” que afrontava o poder quase hegemónico de Lisboa e que, em plena crise académica de 1969, numa final da Taça de Portugal de futebol, foi à capital dar um abanão no regime.

Menos visível, mas identificadora da cidade, é a imagem que Coimbra dá de uma cidade dual e dividida. Dividida entre a Alta burguesa ligada à Academia, com a Universidade a ocupar o topo da colina e as “Repúblicas” a acentuarem o poder simbólico dominante, e a Baixa popular, ligada ao comércio e aos serviços.

Dividida por outro símbolo da cidade, o Mondego, o “Bazófias”, entre a margem direita e a margem esquerda, tantas vezes esquecida. Dividida socialmente entre “Doutores e Futricas” com consequências evidentes na cadência da cidade e na segregação dos seus espaços. Nessa dimensão mítica que caracteriza a cidade, Coimbra não é apenas uma cidade dividida é uma cidade que divide, que é muitas vezes representada como uma “Cidade de passagem” em que se fica por uns anos até os estudos acabarem. Por isso, para impor a sua marca de cidade que divide, “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”.

Hector Costa -Mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra: costahector@mail.pt; brotero26@gmail.com; 963164512

71 Comments

71 Comments

  1. deixa a vida me levar

    27 de Outubro de 2010 at 14:45

    oque é que temos a ver com coimbra?
    se és doutor coimbrense, guarde para si….a sua servidade aos portugueses tens que liberta-lo mano….

    • Gama

      27 de Outubro de 2010 at 17:21

      Fraco….

    • Lanis

      27 de Outubro de 2010 at 19:44

      Como fazes parte daqueles que não se esforçam em estudar, Por isso deves ter dor de cotovelo.

      O Hector é um exemplo de desenvolvimento de estudo e esforço que você devia fazer…

      ao menos teríamos menos ignorantes nesta terra.

      Hasta

    • Cordeiro

      29 de Outubro de 2010 at 0:16

      um mestre que plagia os outros?! estamos perdidos e mal pagos. E depois ainda mete a foto toda basofa…
      Pensa pela tua cabeça, burlão.
      Texto.Para os que quiserem ver, leiam (http://www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR462deae230d68_1.PDF) entre a pagina 7 e 9.

    • FC

      30 de Outubro de 2010 at 12:39

      Que pena…

  2. Osama bin Laden

    27 de Outubro de 2010 at 14:49

    Oh jovem que tal estudares a história de STP, e conta-las ao nosso povo através deste jornal, ao em vez de preocupar com coisas que não acrescentar valor para STP. Não se esqueça que o senhor foi estudar para servir STP. Chegou hora de faze-lo. Não perca tempo com banalidades…

    • Osvaldo

      27 de Outubro de 2010 at 17:19

      Olá ! Senhor Osama bin Laden…
      O senhor está a demonstrar a sua fraca capacidade reflexiva…falar de Coimbra ou falar de um outro sítio qualquer que nos marca, é muito normal, não vejo mal nisto.

    • Osama bin Laden

      28 de Outubro de 2010 at 14:18

      Pensando como pensas então estamos quites, o senhor não vê mal nenhum e vejo algo de mal, como vês a nossas opiniões não são convergente, neste caso vamos respeitar opinião cada um.
      Pensas que és mais forte do que eu, só por ter outra opinião, só tenho a dizer uma coisa, tais muito enganado para não dizer confuso ou difuso.

    • ue beto

      27 de Outubro de 2010 at 19:16

      Bem falado, esse gajo já se creer português, isso é o mal de Santomenses.. Estuda a historia de STP, ou de um país qualquer africana seria muito melhor, não estamos interessados na historia de coimbra…

    • Osama bin Laden

      28 de Outubro de 2010 at 9:09

      Ainda por cima és burlão!!! Olha é melhor ficares em Coimbra, porque STP já não tem espaço para burlões, estamos a varrer essa cambada toda do nosso espaço para ver se respiramos um ar puro para trabalhar.
      O país paga tanto dinheiro para tu ires estudar e aprender coisas boas e tu fazes tudo contrário.
      Se fosse os senhores da universidade de Coimbra ia rever a tua tese de mestrado talvez possa ser que foi um autêntico plagio.

      Se queres voltar a STP por favor mude de mentalidade, porque burla aqui não, basta, já temos cá os homens de STP Trading e homens da direcção de comércio.

    • Edson

      28 de Outubro de 2010 at 17:23

      Haja paciência para tanta ignorância!!!

  3. Tagarela

    27 de Outubro de 2010 at 16:18

    …e…????

  4. verdade

    27 de Outubro de 2010 at 16:27

    Ja chega de mentirosos.Tens de dizer a verdade.Nao foste tu que escreveste o Texto.Para os que quiserem ver, leiam (http://www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR462deae230d68_1.PDF) entre a pagina 7 e 9.

    • Aurora Vicente

      27 de Outubro de 2010 at 18:06

      Olá senhor “Verdade” …
      O maior mentiroso é o sonhor, o senhor tem k saber a diferença entre um artigo de opinião e um ensaio temático.
      O senhor Hector, fez um ensaio temático, é normal fazermos um ensaio temático.
      Na minha opinião, está muito bem feito.
      Parabéns Hector..

    • Hélio F. B. Lima

      28 de Outubro de 2010 at 11:49

      Verdade parabéns!
      Efectivamente trata-se de um plágio.
      Existem poucos estudos sobre São Tomé e Príncipe. Por isso, nós os académicos devemos investigar e publicar estudos, principalmente, sobre o nosso país!

  5. Revolucionário

    27 de Outubro de 2010 at 17:08

    Olá senhor “verdade”,
    o senhor tem que se preocupar com o seu estado de saúde.
    O senhor é invejoso,quem lhe garante que o senhor k escreveu o texto não o autor do texto? Não se esqueça que a vida só são dois dias,não perca tempo a falar mal dos outros….tenha juizo.

  6. Revolucionário

    27 de Outubro de 2010 at 17:14

    O Senhor “verdade” é invejoso, preocu.se com o seu estado de saúde.
    O autor do texto , pode muito bem, partir do site k o senhor “verdade” indicou e fazer um ensaio,não tem mal nenhum.
    Se já andou na faculdade, sabe muito bem, o que é fazer uma ficha de leitura.
    Abra a pestana.

  7. Matabala

    27 de Outubro de 2010 at 17:17

    Muito bem Jovem..
    Mas, por acaso sabes falar-me um pouco de Pantufo/Praia Melão? Bindá? Vagi sunzón da Clussú? Colónia Assoriana? São localidades também históricas do nosso país…
    O que sabes da história dessas e outras localidades? e o Sr. Bútter, Teacher Malôcô? conheces?

  8. J. Maria Cardoso

    27 de Outubro de 2010 at 17:24

    Li apaixonada/ o texto do nosso sociólogo, homem de fato, gravata e sorriso e, revi nele um Reverendo a altura da cidade de Coimbra, cidade universitária com direito a palmas ocultas no silêncio dos miolos.
    Conduzido pelo/a “Verdade” corri atrás do site e dei-me em gargalhadas loucas pk mais que Verdade tenha razão, Mentira não devia ser tão teatral.
    As novas tecnologias são como as novelas, tirando delas as devidas ilações, mestre se torna.
    Desde berço aprendemos k as mentiras têm pernas curtas, jamais imaginava k algumas nem dão passos de gatinhar.
    Sr. Doutor ao menos uma vírgula devia ser sua e na hora de regresso espero que STP lindo como sempre receba um filho reciclado k possa reparar esse erro dramático k por lei até é crime, já k foi violado os direitos do autor.
    Ainda está a tempo de reparar o erro, já k se esqueceu de introzir a autoria do trabalho. Os teclados têm dessas coisas por um descuido correm mais k nós.
    Vá devagar! Leve-leve!

  9. Hugo Lima

    27 de Outubro de 2010 at 17:45

    Valeu pela informação, é mais sempre uma valia saber. Saber nunca ocupa espaço.

    Sucessos

  10. sr

    27 de Outubro de 2010 at 17:49

    obrigado sr. verdade por teres posto esse link essas informacoes todas, no meu entender esse qudro so foi la copiar.
    ganda plagio

    • Aurora Vicente

      27 de Outubro de 2010 at 18:01

      Não abram o link, que o senhor “verdade” indica, este link está carregado de vírus.

    • Osama bin Laden

      28 de Outubro de 2010 at 9:11

      Eu abri e não vi vírus nenhum…

    • Fátima Duarte

      27 de Outubro de 2010 at 18:10

      Não confundam um artigo de opinião, com um ensaio temático.
      O senhor Hector nos apresentou um ensaio muito bem feito.
      No ensaio, podemos partir de qualquer fonte.
      Parabéns Hector

  11. Tagarela

    27 de Outubro de 2010 at 17:59

    Tive a curiosidade de consultar o link postado pelo “verdade” e de facto o texto do artigo acima está “ipsis verbis” ali e não consta que tenha sido de autoria do mesmo. Não sendo, deveria indicar o(s) autor(es) e a fonte.
    A ser verdade, os indícios que apontam ser de autoria de outrem, a assumpção como sua daquele texto, muito mais que desonestidade intelectual, é crime.
    Independentemente desse facto gravissimo, não consigo vislumbrar a utilidade e sentido útil de tal artigo neste jornal on line.Viva STP!!!

  12. Ze Maria

    27 de Outubro de 2010 at 18:28

    Ó seu Hector,
    Se o sr. quiser puxar o saco dos portugueses, fique à vontade. Faça-o, mas não aqui nesse espaço que é reservado para questões de relevancia para São Tomé e Príncipe.
    Procure ao Diretor Geral da RTP, José Rodrigues dos Santos e peça a ele um espaço no site desta empresa e coloque lá suas opiniões acerca de Portugal.

    Creio que o objetivo do administrador do TÉLA NON foi criar um espaço para debater os problemas são-tomenses.

    Que tal escreveres sobre: São Tomé, Cidade dos políticos “gatunos” que não deixam o país desenvover?

    • HELTON TRINDADE

      28 de Outubro de 2010 at 17:37

      BOA!!!
      Gostei desta opinião

  13. Venâncio

    27 de Outubro de 2010 at 18:44

    Caros comentadores anônimos

    Gostaria aproveitar este espaço para indagar sobre outros Jornais que traziam mais noticias.

    Este Jornal evoluiu muito e está sempre trazendo noticias para os que estão país como na diáspora. Por isso aproveito para parabenizar o Abel Veiga.

    Mas, não dá conta de tudo, estamos muito limitados a noticias do centro do país e mundo político.

    Gostaria muito saber do cotidiano das pessoas de Neves Angulares, Portalegre, folha-fede e etc.

    Os que são hábeis nisso se fizer ficaria muito agradecido.

  14. Kanimambu

    27 de Outubro de 2010 at 19:01

    Esse foi bem apanhado!

  15. bambu

    27 de Outubro de 2010 at 19:14

    Ui…estiveste muito bem Srº Verdade…acertaste na muche…ahahahah! Apenas gostaria de saber, que curso fez este pequeno jovem!? lolol

    • Osama bin Laden

      28 de Outubro de 2010 at 15:37

      Sociologia,ele tambem é mestre… aaaaaah, kua li, bili ndeu pia… ê sá fli son…

    • HELTON TRINDADE

      28 de Outubro de 2010 at 17:47

      Sociologia.
      Pá!
      Eu conheço pessoalmente o Héctor e não acredito que a Tese de Mestrado dele tenha sido um plágio. Li, uma entrevista sobre a sua tese de mestrado que veio muito bem referenciada num jornal cá em Portugal e se não estou no erro tratava de uma reflexão sobre as condições dos estudantes PALOPs em Portugal e em Coimbra mais especificamente. confesso que na altura me senti muito orgulhoso: pelo facto de abordar um assunto que particularmente me tocava também…

      AGORA!!!
      Não sei qual era a intenção do Héctor ao publicar este artigo, não acredito que o tenha feito com o objectivo de passar a mensagem de que teria sido ele o autor( DUVIDO MUITO). Sempre o considerei um “gajo” bastante inteligente e que não tinha receio de expor a sua opinião em sobre qualquer assunto.

      Portanto, espero que ele venha cá assumir as responsabilidades relativamente ao equívoco- caso exista- aqui disseminado.

      BEM HAJA a todos!
      VIVA STP e viva aos estudantes STP na diáspora.

  16. Zinane

    27 de Outubro de 2010 at 19:14

    Diante deste fiasco autêntico que foi não ter a devida hombridade de no final deste enorme testamento, fazer referência as devidas referências bibliográficas donde provém a autoria do texto acima, assumindo-o implicitamente como seu, estamos perante um acto provado de desonestidade intelectual. Um conimbricense que se preze não se presta a este infame papel.

    Móço piáááá…

    Tenho dito.

  17. ue beto

    27 de Outubro de 2010 at 19:17

    Kikiki, pegaram o “copy-paste”, parece que esse chegou a nivel de mestre com essa tecnica nos seus trabalhos..

  18. Gualter Soares

    27 de Outubro de 2010 at 20:35

    É de louvar esta atitude em difundir a historia da cidade de coimbra. Força amigo

  19. Budobaxana

    27 de Outubro de 2010 at 21:09

    Dr.Hector Costa – Mestre em Sociologia o apanhado em flagrante.O plágio .

    Parece que na Universidade de Coimbra não se aprende que O plágio é antiético (ou mesmo imoral)e é qualificado como crime de violação de direito autoral em vários países.

    O plágio é o acto de apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original.

    No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.

    Carga……………………

  20. Nome

    27 de Outubro de 2010 at 21:30

    Companheiro como mestre em Sociologia o que fizeste é imperdoável copiar um artigo publicado no site da Associação Portuguesa de Sociologia e publicar e sem referir ou citar a fonte faz concluir muita coisa a teu respeito. “Verdade” obrigado por isso. CTRL+C e CTRL+V também tem limite. Só espero que os teus colegas de Sociologia não vejam o que Sr. anda a fazer nos jornais do seu país.

    • Maria leva leva

      28 de Outubro de 2010 at 12:52

      aaaaaaaaaaaahhh…. Hailton d cantou e disse:

      “Até Choné é Drº”, é por isso que STP não anda.

      Ossama Bin Laden, a bem pouco tem disse:

      “Que tudo de STP está com mascara”, ai está a prova mais que evidente, os nossos Drº’s também estão mascarados que vergonha, eu se fosse esse rapaz suicidava.
      Credo falta de vergonha…

    • Hugo Lima

      28 de Outubro de 2010 at 13:46

      Pela amor de deus não presisa ser tanto assim, se quem cópia suicida e os que andam a nos roubar fazem oquê. Meu irmãos não têm o que fazer e minima coisa criam drama. É falta do que fazer.

    • Hugo Lima

      28 de Outubro de 2010 at 13:47

      UM BOM ALUNO TEM K SABER TUDO ATÉ CÓPIAR.

    • HELTON TRINDADE

      28 de Outubro de 2010 at 17:51

      Não é bem assim…

    • STP # STP

      28 de Outubro de 2010 at 21:06

      Lá vem de novo Maria leva-leva, andava a dizer que os alunos de Brasil são fracos, pois olha vergonha que os alunos de Portugal nos faz, nem dá pra crer… Mas mesmo assim não vou generalizar e nem crucificar o cara, ele apenas errou e não podemos considerar isso de um fracasso mortal… Temos o caso de Agressando Leal, que tirou o Curso técnico e escreveu pra Tela Nón dizendo que já é Engenheiro. Dá pra perceber que é muito fácil se tornar Engenheiros em Portugal. Aqui no Brasil não tem essa pouca vergonha, não é em vão que os professores portugueses mandam buscar referencia bibliográfica no Brasil. Tenha paciência… Temos que deixar essa mania feia de querer crucificar as pessoas, vamos apenas ajudá-la a não voltar a cometer mesmo erro e deixar de humilhar as pessoas.

      Sem nenhum tipo de ofensa, por um STP melhor…

  21. Vice

    27 de Outubro de 2010 at 21:40

    Uma vergonha! copiar e colar
    hipocrisia santomense!

  22. Blaga pena

    27 de Outubro de 2010 at 21:48

    Isso me faz recordar um tal de Esterline que andava a plagear textos de outros grandes autores, enganou tanta gente lá na banda até conseguiu um bom tacho no Ministério dos Negócios Estrangeiros em São Tomé. Que vergonha…..Mais um Esterline. Com esses tipos de doutores, o nosso futuro está mais uma vez compromentido….

    • Drº Esterline

      28 de Outubro de 2010 at 12:45

      Responde Blaga pena….

      Estreline não, Drº Esterline, um pouco de respeito não te faz mal nenhum.
      Pateta….

  23. RS

    28 de Outubro de 2010 at 0:04

    Estando confirmado o plágio, o editor do Téla Nón deveria retirar este artigo.

  24. Zovirax

    28 de Outubro de 2010 at 1:06

    É triste e vergonhoso usar, exibir e publicar num jornal o texto de outrem como se fosse nosso. É assim que se forma doutores?

  25. Bili Uê

    28 de Outubro de 2010 at 6:29

    Já que és assim tão sabido DOUTOR, MESTRE, PHD, porque não nos brinda com uma crônica falando sobre a cidade de Santana, Guadalupe ou Pagué quem sabe?

    Aguardamos os próximos capítulos. Se continuar assim mano, só vais conseguir denegrir a imagem dos que estudam em Coimbra.

    Essa MISERÁVEL DEVOÇÃO que vcs têm por Portugal tem que acabar, se não terra não anda.

    Palhaçada mano!!!

    Saudaões

  26. Filipe Samba

    28 de Outubro de 2010 at 7:20

    Ao
    Sr. Miguel T.
    Os meus cumprimentos,
    Portugal consta-se entre aqueles que tiveram a vantagem insubstituível de poder explorar os territorios e os recursos da humanidade pela conquista, pela decoberta pela colonização e pelo Imperio e que aquiriram um conhecimento das outras sociedades e dos outros povos que constituem hoje uma serie de vantagens no jogo diplomatico ou na competição estrategica.
    Por favor, pesquise o documento do Regulamento-Geral do trabalho agricola, aprovado por Lei de 29 de Janeiro de 1903.
    Quando será remunerado os trabalhos dos escravos,(Angola, Cabo-Verde, Moçambique), que involuntariamente e de forma animal, foram transportados para São Tome e Principe? (As suas clausulas)

    • HELTON TRINDADE

      28 de Outubro de 2010 at 17:56

      Este tipo de questões não trazem nada de edificante.

      A minha avó ainda era uma criança na altura…mas tenho a certeza de que nenhum santomense era a entidade empregadora.

      Não levemos as coisas para esse campo…ainda!

  27. Frogério Vera Cruz de Sousa CAstro

    28 de Outubro de 2010 at 9:14

    Caros compatriotas, os Santomenses são todos preguiçosos (STP, só sabem criticar os outros mas nada fazem para corrigir os erros. Deixar o sr Doutor em paz. É puramente uma inveja daquilo que ele é capaz de fazer e tem na cabeça. Couragem meu brother!!!

  28. adriano lamartine

    28 de Outubro de 2010 at 9:46

    Não da para entender. Não encontro a relação entre Coimbra e São Tomé e Principe. Por outro lado ha algo neste site que parece mais pertinente, fala de corrupção internacional e de São Tomé e Principe.
    http://www.stpnews.net/pt/sociedade2.php

  29. sr

    28 de Outubro de 2010 at 10:31

    e o gajo ta todo feliz na foto.
    sem vergonha
    pior sociologo de todos os tempos
    haha

  30. Mina Téla

    28 de Outubro de 2010 at 10:42

    Iném qué muê, bon djá ô!
    Cumá cuá blócá?

    Bem fladu, Hector! Madgi nón tocá fé cuá Téla Nón. Bamu studá passado nón de xiná iném mina cu iném moçu d’amanhá.
    Mbé záê!

  31. P.F.

    28 de Outubro de 2010 at 11:45

    28.OUT.2010 – Amigo Filipe Samba, em relação a preocupação que o srº. levanta, tomo a liberdade neste espaço, se me permite para lhe colocar o seguinte desafio:O quê que acha se todos os Sao Tomense e os descendentes de Angola,Moçambique e de Cabo-Verde de Norte ao Sul e de Este a Oeste de S.Tomé e Principe, ajuntasse de forma organizada para por a circular um abaixo assinado de modo a que o Governo Português pagasse a factura? Não seria uma boa solução?Fica aqui registada esta sua questão que é bastante pertinente.Mais,em meu entender acho que STP neste momento tem outras emergência sociais e prioridades e,em cada minuto que passa pode ser tarde demais para levarmos a cabo as tarefas que temos pela frente.De qualquer forma,o srº.Miguel T, a pessoa visada poderá fornecê-lo mais informações acerca do assunto.Obrigado e bem vindo ao nosso espaço, tendo em conta que o espírito de mudança chama por todos,mas todos sem excepção e obriga-nos a ser mais pro-activos e consequemente, grandes arquitectos deste edifício,abraçando nobres causas”D´junta Mon”.Bem haja STP

    • Doador

      29 de Outubro de 2010 at 14:05

      O governo português já pagou a factura aos santomenses: deu-lhe a terra que não era deles. Aqui não havia nativos:
      eramm todos emigrados: brancos pretos ou furta-cores. Pela lei internacional secular as terras desabitadas no alto mar pertencem aos seus descobridores, neste caso aos portugueses. Estamos todos quites e é tempo de enterrar o passado e a seguir em frente.

  32. tlaba só cá da tê

    28 de Outubro de 2010 at 12:27

    verifiquei com certa tristeza e desprezo que o sr. verdade fazia juz ao seu nome. como sociologa e assidua leitora dos artigos da APS, condeno por completo a iniciativa do meu “colega?” “mestre?” Hector Costa. Comentarios anteriores ao meu defendem este usurpador , jusitificando que o que ele terá feito seria uma recenção critica ou uma ficha analitica. Meus amigos, isso é PLÁGIO, na verdadeira ascensão da palavra.
    Com jovens doutores sociologos como o sr., o nosso país está perdido.
    nao tente dar passos mais largos que a sua própria perna. se nao sabe, aprende.
    Um bem haja a todos.

  33. a

    28 de Outubro de 2010 at 13:07

    Xe menino!Cruz credo!
    Afinal vens dar razao aqueles que dizem que os doutores de coimbra, paralem de copiarem so sabem falar bla bla bla.
    Ja queres ser politico antes de sair da escola? Da demonio cara dele.
    Antonio.

  34. pumbu

    28 de Outubro de 2010 at 14:05

    Ok, camaradas!
    Agora, deixem em paz o doutorzinho. Ele errou e esperemos que com o tal tenha aprendido uma boa licao, ca neste espaco. Viva a vigilancia redobrada!

  35. Polvo Paul

    28 de Outubro de 2010 at 15:54

    2 anos atrás teve um rapaz chamado Agressandro Leal que enviou uma carta a Téla Nón a dizer que tinha acabado de tirar curso de engenharia de Agricultura biológica em Coimbra e pedia ajuda para regressar a STP para ajudar o país aumentar a sua produção, depois conclui-se que esse rapaz nunca tinha entrado numa universidade em toda sua vida, soube-se que ele estava a tirar curso profissional em Coimbra.
    Acho que toda gente que vai para Coimbra estudar, seja lá o que for convertem em grandes mafiosos.
    Será que em Coimbra tem algum vírus que pega?

  36. mariana salvaterra

    28 de Outubro de 2010 at 16:04

    please no hard feeling,if the brother make mistake,let us forgiving him!….dito isto, depois de cortar o cordao humbilical,a guerra de libertar a nossa mente é a mas dificil…vamos deixar a civilizacao dos celtas e iberos para eles,podemos beber das suas fontes,como inspiracao,mas,como disse o agostinho neto ” nao me encontro ainda no catálgo das glórias humanas,mas hei-de encontrar o caminho”….. e nesta senda que temos que enveredar!…e que quando tivermos oportunidade económica de viajar e conhecer outros paises mais avancados que portugal…quando a professora perquntou-me quem é voce? sou africana,africana? com nome portugues? qual a tua história? eu fiquei desarmada pela primeira vez senti um grande vazio!.. de quanto de africa perdemos em nesta identidade forcada de quinhentos séculos de jugo colonial…mas lá chegaremos…os nossos nomes tem que mudados topicos importantes para novos mestrados?

  37. Bengui-Dóxi

    28 de Outubro de 2010 at 16:51

    Haja coragem!
    Bem até pode ser inocencia. Ha por aí muito boa gente que ainda não se deu conta de que a bibliotéca virtual que é a internete, assim como ajuda nas pesquisas, também denuncia plagios e coisas do genero.

  38. Santo

    28 de Outubro de 2010 at 16:58

    Obrigado Senhor “Verdade”. Perante evidência não há argumentos, mais um pseudo doctor que é desmascarado….

    A lista está engrossar…

  39. Licenciado em Direito

    28 de Outubro de 2010 at 17:33

    o rapaz parece sim tambem ter sua veiap ra coisa e é uma pessoa inteligente a meu ver.
    ma de facto devia confirmar a autoria do escrito, ou pelo menos conservar as entre aspas nas mencoes retiradas do artigo em causa. porque de facto, da forma qu está, extravassa apenas o querer apenas fazer um ensaio temático como outros defendem que é o que fizera. nao o creio.
    ademais, é sempre bom sim, informarmo-nos e escrever artigos interessantes tanto da nossa terra e cultura assim como do além fronteiras. mas apenas e aprticularmente alerto para o facto de que, nós os outrora colonizados por portugal, somos injectados nas suas escolas ( como outrora foi o meu caso tambem, tendo feito o 12 ano na secundaria de sacavem lisboa e frequencia na univers. autonoma de lisboa), pela sua literatura e os seus escritores, que nao lhes tirado o mérito, foram muito bons e alguns vivos ainda o sao, como é o caso do jornalista miguel sousa tavares, filho este duma grande escritora tambem, que escreveu o romance “equador”, referindo-se duma narrativa ocorrida no nosso pais. recomendo o livro.

    mas há verdade é que o mundo todo, a europa, africa, america do norte e latina, desde seculos atrás tambem sempre esteve inundada de escritores sobejos, aos quais desconhecemos e apenas exaltamos a literatura portuguesa como sendo a mais prodigiosa do mundo ( outrora, eu mesmo fizera), até que comecei a ler, discurrir e discutir sobre temas, e haver tido oportunidade de conhecer outos tantos paises e suas obras.

    portanto meus amigos, aos que particularmente rendem culto cego a portugal e suas caravelas apoteoticas, odes e outras coisas coo sendo as melhores do mundo, nao sao!!!

    há mais do que portugal diante dos nossos olhos, ou pelo menos, deve haver!!!

    ps: digo isso, sem querer ofender a parte sentimental e saudosista do jovem estudante, que sim, tem seu mérito no que divulgou e pelos artigos anteriormente lidos do mesmo, denota tambem particular saber. apenas faco o alerta, caso lá no fundo e por desconhecida parte, é um profundo e cego e crente admirador apenas daquilo que portugal representa pra o mundo literário ou histórico. mesmo no que se refere as suas universidades, há mais e com mais requinte pra ler!

    atentamente!

  40. Licenciado em Direito

    28 de Outubro de 2010 at 17:41

    voltei a ler o artigoem causa e o artigo mencionado donde se extraiu, pois nao é mais do que um verdadeiro plágio. cuidado jovem, podes responder civil e até penalmente por tal actitude, caso esteja configurado no código civil ou penal portugués.
    saudacoes!!!

  41. Edson

    28 de Outubro de 2010 at 17:41

    Parece-me que certos camaradas santomenses, sentem desprezos e quiça inveja por aqueles que tiveram a sorte de chegar ao nivel do autor desse texto. Uns se sentem mais santomenses que os outros sò pelo facto de saberem falar o angular, outros frustrados pela amargura da vida tentam diminuir a raiva e o desdespero em pequenos textos como esse. O sr cujo o nick é verdade, fez um bom trabalho, pude investigar e conclui de facto que este texto baseia-se no link indicado pelo sr “verdade”. Mas meus senhores, nunca cuspem para o ar que pode vos cair por cima !!!

    • primo da verdade

      28 de Outubro de 2010 at 22:31

      NAO É PELO FACTO DO HEITOR SER O TEU IRMAO QUE MESMO COMETENDO ERRO VEMS CA DEFENDELO. SEJE + INTELIGENTE Q O TEU IRMAO.

  42. Jorge Cardoso

    28 de Outubro de 2010 at 19:09

    Este é um dos futuros homens de sao tomé.
    quem nao o conhece pode falar o que quiser mas Hector é um grande intelectual. Acho que cometeu um erro ao nao publicar os autores mas, nao lhe retiro os devidos pontos.

    FORÇA HECTOR!

  43. OLAF

    28 de Outubro de 2010 at 21:21

    Quisera eu que esse artigo fosse realizado sobre a nossa querida pátria São Tomé e Prícipe. Persiste ainda nos jovens Sãotomenses, uma grande falata de identidade. Será que se lhes perguntasse-mos se sabem a data da contrução da igreja da Sé, se lhes perguntásse-mos o nome daqueles que lutaram pela nossa independencia, saberiam responder?
    Caros jovens, acho bem que conheceu outros povos, outras terras, mas proponho que antes, tentem conhecer o país que vos viu nascer

  44. Macarofe

    29 de Outubro de 2010 at 16:51

    Caros compatriotas, não conhecemos a intenção da informação que o dito Dr. ou mestre quiz passar. Bem de qualquer modo é um assunto particular dos santomenses. Pelo q entendí estamos a massacrar publicamente o jovem podendo por em causa o seu futuro em Portugal. Corajosamente estamos a faze-lo entender que os tempos são outros. As falsidades sobem rapidamente a superficie. Porém Proponho que criticas nossas sejam feitas mas em nossa lingua materna. Tudo que nos envolve não podemos transparecer a parte podre para esterior. Sabemos que iremos enfrentar compreenssivamente varios desafios na escrita. Mas que pelo menos comecemos doravante comentar e dar opiniões sobre varios assuntos internos na nossa lingua. bamû na da cabû de moço tela fa, punda ê ba tshilá Clusso pê po zuda tela. Ola é cabí so nom ca fadê tudo cuê kêu tê fê e ê ca pô fê de zuda tela.

  45. HELTON TRINDADE

    31 de Outubro de 2010 at 0:45

    Pessoal!
    Prometo que assim que acabar o curso ( Eng Electrotécnica e de Computadores) postarei aqui um artigo sobre a origem dos angolares e também do nosso dialecto principal.
    Aviso já que será um “plágio” do trabalho de investigação realizado pela minha tia que é licenciada em ECONOMIA e que teve de passar noites e noites na TORRE DO TOMBO que fica na Cidade Universitária de Lisboa pesquisando em pesquisas já realizadas desde o séc XIX(dezanove)

    PALHAÇADA!!!
    Ninguém no mundo nasce sábio, até Jesus teve de ir à Jerusalém aprender com os “doutores” filisteus sobre as leis de Moisés e assim “tratar dos negócios de seu Pai” segundo a Biblia Evangélica.

    Só quero dizer que o homem no topo da página não cometeu crime nenhum…

    Abram a pestana!

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