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Longa crise na Guiné-Bissau preocupa Conselho de Segurança

 Parceria – Téla Nón / Rádio ONU

Estados-membros do órgão debateram  questão na quinta-feira, em Nova Iorque; declaração convida presidente José Mário Vaz a nomear primeiro-ministro “cuja seleção esteja de acordo com os pontos previstos no Acordo de Conacri”. 

Conselho de Segurança crê que implementação do Acordo de Conacri seja o caminho para restaurar a confiança dos parceiros da Guiné-Bissau.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque. *

Os membros do Conselho de Segurança emitiram um comunicado expressando “profunda preocupação” com a situação na Guiné-Bissau.

Segundo o órgão da ONU, a prolongada crise política e institucional é resultado da falta de acordo entre os atores políticos para tomar uma solução de consenso que ponha fim ao impasse.

Missão de alto nível

A reunião ocorreu na tarde da quinta-feira, em Nova Iorque, para debater a questão no país de língua portuguesa, no oeste da África.

Os 15 integrantes elogiaram os esforços da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao. O Conselho saudou ainda a missão de alto nível do bloco que esteve em Bissau de 23 a 24 de abril. O objetivo foi avaliar as condições da implementação do Acordo de Conacri.

O órgão da ONU reafirmou a importância vital do Acordo como uma base para a resolução da crise política. O Conselho também pediu às partes interessadas na Guiné-Bissau que se abstenham de ações que possam escalar as tensões e incitar à violência.

Os 15 países-membros convidaram o presidente guineense José Mário Vaz a nomear um primeiro-ministro cuja seleção esteja de acordo com os pontos previstos no Acordo de Conacri.

Interesses da população

O grupo está preocupado com a situação dos civis na Guiné-Bissau que estão sofrendo com os efeitos negativos da crise. Para o órgão todos os políticos devem colocar os interesses da população acima de suas ambições políticas.

Os líderes guineenses incluindo o presidente, o porta-voz do Parlamento e os chefes dos partidos políticos foram conclamados a exercer seu compromisso de levar estabilidade política à Guiné-Bissau. Para o Conselho, todos devem promover um diálogo genuíno incluindo uma revisão constitucional que possam levar a uma rápida solução da crise.

Para os membros do Conselho, a implementação do Acordo pode ser o caminho para restaurar a confiança dos parceiros levando a comunidade internacional a cumprir as promessas feitas na Conferência de Bruxelas, em março de 2015, para o desenvolvimento do país africano.

Forças de segurança

O Conselho de Segurança da ONU encerrou o comunicado elogiando as forças de segurança da Guiné-Bissau por não interferirem no processo político, e pediu a continuidade da postura militar.

Os 15 países-membros manifestaram profunda preocupação com o crime organizado e outras grandes ameaças como o tráfico de droga, o violento extremismo que pode levar ao terrorismo.

Autoridades da Cedeao informaram que pretendem retirar a missão de segurança do país até 30 de junho.

Os países-membros destacaram ainda o papel importante da Comissão de Consolidação da Paz, de organizações regionais e do trabalho do representante do secretário-geral na Guiné-Bissau, Modibo Touré.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

 

 

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