Dos mais
Mas, desde Abril passado que a conta bancária do sindicato estava a ser mexida sem que o corpo directivo desse conta. Os 3 mil euros, que estavam depositados, foram levantados faseadamente através de cheques com assinaturas falsas. Bastavam duas assinaturas para se conseguir movimentar a conta. Um dos membros da direcção do sindicato terá conseguido falsear a assinatura do líder sindical, e pronto lá se foram mais de 40 milhões de dobras.
O Presidente do Sindicato, Ambrósio Quaresma, confirmou para o Téla Nón, a explosão do escândalo financeiro, que ainda continua abafado, uma vez que ninguém ousou falar publicamente sobre o assunto.
Sem dinheiro o sindicato dos jornalistas reuniu-se com a ministra da comunicação social, Maria de Cristo, para pedir ajuda. «Nós vamos fazer outras diligências. Temos esses documentos todos na mão de um corpo de jurista que está a trabalhar e vamos ver o que podem fazer, diminuir talvez o preço que pediram para ver se saímos desta situação», declarou o Presidente do Sindicato.
Ambrósio Quaresma, clama pelo dinheiro. «Os documentos já estão prontos, há muito tempo, só nos falta dinheiro. Por isso temos estado a pedir apoio», concluiu.
Num país onde ainda não se sabe quem é jornalista e quem não é, tudo acontece. Pessoas que ocupam funções fora da comunicação social, surgem de repente como jornalistas, e o sindicato que deveria criar mecanismos para disciplinar o sector, está enlameado num grande escândalo financeiro.
Abel Veiga