Reunidos em congresso este sábado, os militantes do partido ADI legitimaram Américo Ramos o actual primeiro-ministro como o novo Presidente do maior partido político do país.
Em declarações à Televisão São-Tomense, Américo Ramos, disse que a direcção cessante do partido liderada por Patrice Trovoada tentou adiar o congresso electivo que tinha sido recomendado pelo Tribunal Constitucional.
Por isso a «maioria de militantes e dos delegados ao congresso decidiu realizar o congresso no dia 27 de junho».



Legitimado pelos militantes, Américo Ramos disse à TVS que vai «enviar os documentos ao Tribunal Constitucional e há todas as condições criadas para que Américo Ramos e a sua equipa sejam legitimados como a nova direcção da ADI», assegurou.
A crise evolutiva na ADI atingiu assim o Clímax. Celmira Sacramento, na qualidade de um dos vice-presidentes do partido, contestou a realização do V Congresso Extraordinário da ADI, e anunciou que o país está em perigo.
«Os observadores às eleições que tenham muito cuidado aos detalhes…a democracia está em risco, o país está em risco. Há uma subversão da ordem democrática que nós jamais vimos neste país», frisou.




O mandato do novo Presidente da ADI é de 3 anos. «O ADI cessante exclui os seus militantes. Quem tiver opinião contrária, quem contestar a posição do líder, é posto simplesmente fora das actividades do ADI. Esse novo ADI tem como objectivo trazer toda a gente para casa», prometeu Américo Ramos.
A ADI abre um novo ciclo político com aposta na inclusão e na unidade nacional.
Abel Veiga