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Na abertura da sessão de julgamento e audição dos arguidos, esta segunda-feira, o colectivo de 3 juízes do tribunal militar só conseguiu, interrogar dois arguidos. Primeiro foi o homem que deu cara e voz a sublevação armada do antigo corpo de intervenção da polícia, Wilson Quaresma.
No longo hi
Os dois agentes fizeram questão de trazer a baila a alegada doação financeira que as autoridades angolanas teriam cedido ao corpo de intervenção da polícia e que esteve na base da revolta armada. Os ex-Ninjas continuam a jurar mesmo diante do tribunal de que o dinheiro existia, e que teria sido transportado por eles numa mala, quando regressaram de Angola.
Para o advogado de defesa dos 7 arguidos, não há elementos que possam sustentar a acusação que recai sobre os seus clientes, nomeadamente a prática de crimes como insubordinação, arbitrariedade, uso ilegal de armas de guerra, e outros crimes, puníveis pelo código de Justiça Militar em vigor. «Não há grandes tipificações que pudessem conduzir a um enqua
Mesmo assim o advogado de defesa faz uma leitura positiva do primeiro dia de julgamento. «Até então o bom senso está a prevalecer, há um certo equilíbrio no tratamento das partes e espero que continue assim», precisou.
O julgamento dos ex- Ninjas prossegue esta quarta-feira, segundo fontes do Téla Nón a sentença só poderá ser conhecida no final desta semana.
Abel Veiga