Sociedade

Sindicato da Função Pública ameaça Banco Mundial e FMI, com manifestação de rua caso exijam a redução da cifra do aumento salarial inscrita no projecto do orçamento geral do estado para 2009

Face a conaurelio-silva.jpgtestação do Banco Mundial em relação ao valor da proposta do aumento salarial do governo de Rafael Branco, considerada pelo representante do Banco Mundial como sendo muito grande, o líder do sindicato da função pública, Aurélio Silva, já veio advertir as instituições de brettons woods, com uma hipotética suspensão do programa financeiro em curso de apoio a luta contra a pobreza do banco mundial, promovido pelo Banco Mundial e o FMI, no arquipélago. Aurélio Silva, disse que vai por a massa trabalhadora na rua, se o valor da proposta de aumento salarial for revisto em baixa.

Aurélio Silva, começou por avisar a equipa conjunta do banco mundial e do FMI que está a avaliar a exequibilidade do orçamento geral do estado proposto para 2009, que o salário dos trabalhadores do estado não tem conhecido qualquer actualização há três anos atrás.

Em entrevista ao Téla Nón, o perito do Banco Mundial, contestou o facto de as despesas com o pessoal, estarem a prejudicar o investimento em áreas prioritárias em São Tomé e Príncipe. Mas o líder do sindicato da função pública, considera que para se dar volta a situação macroeconómica do país tem-se que apostar em primeiro lugar, na melhoria das condições salariais dos homens. «É o factor homem que promove o desenvolvimento», frisou Aurélio Silva.

O líder sindical garantiu que o aumento de salário projectado para o próximo ano, que de acordo aos dados da direcção do orçamento atinge 20%, tem bases fortes. Aurélio Silva precisou que as despesas com o salário vão ser suportadas com as verbas resultantes da venda da empresa nacional de combustíveis ENCO, para a petrolífera angolana SONANGOL. « O estado vendeu tais acções que não davam receitas para o os cofres do estado, e que agora vão servir de suporte para garantir o pagamento dos nossos salários, são dentre outros mecanismos que foram criados», pontuou Aurélio Silva.

A venda da ENCO pelo governo são-tomense, permitiu um encaixe directo de 22 milhões de dólares para os cofres do estado. O Banco Mundial, considera no entanto que a projecção do aumento salarial para o ano 2009, terá impacto directo nos anos vindouros. Adianta ainda o perito do banco mundial, que o arquipélago são-tomense, não tem produzido suficiente para suportar as despesas bastante superiores. Rafael Muñoz, disse numa entrevista ao Téla Nón que o aumento do salário tem que ser sustentado com o aumento da produtividade. Exactamente a produtividade que há bastante tempo é nula no arquipélago.

Situação que gera a seguinte questão. Qual será a próxima empresa do estado a ser vendida para pagar os salários dos trabalhadores do estado nos próximos anos? E quando as empresas públicas estiverem todas vendidas, e o resultado da venda engolido no pagamento dos salários, o que fazer?

Questões que Aurélio Silva não respondeu. Talvez por impulso, o líder sindical decidiu lançar um ultimato as instituições de breton woods. Segundo o líder sindical, se forçarem o governo de Rafael Branco a baixar a cifra do aumento salarial para 2009, vai haver manifestação de rua e não só. «Caso o banco mundial insista na reestruturação deste orçamento geral do estado, o sindicato dos funcionários do estado, retira imediatamente o voto de confiança na continuidade do programa com São Tomé e Príncipe, e conduzirá uma manifestação pública contra essas instituições», declarou o líder do sindicato de um país que depende em cerca de 90 da ajuda financeira, das instituições de brettons woods e de outros parceiros ligados a essas instituições para efectivamente conseguir viver.

Num possível corte de relações entre São Tomé e Príncipe e a comunidade financeira internacional, sob comando de Aurélio Silva, resta saber como é que São Tomé e Príncipe vai caminhar. Mais uma questão que o líder sindical não deu resposta ou então não foi interrogado sobre ela, na sua entrevista a Televisão Pública São-Tomense.

Abel Veiga

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