Vida de centenas de pe
A direcção do ambiente que se fez acompanhar pelos técnicos do Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica, não tem dúvidas de que a vida da população de Monte Café, mais de 2000 pessoas, está em risco.
Uma série de produtos químicos importados ao longo dos anos para assegurar a produção do café, ficou abandonado nos armazéns. A roça Monte Café onde alegadamente foi investido uma boa parte do dinheiro que constitui dívida externa nacional, mai
No entanto nos armazéns existem stocks de produtos químicos que agora se transformaram em veneno para a população local mas não só. O Téla Nón apurou no local que pelo menos dois jovens da roça aproveitaram a cobertura de um dos armazéns para construir a sua residência. Um acto de vandalismo que deixou o stock de produtos químicos a sol e chuva.
A chuva abundante que rega Monte Café já conduziu grande parte dos produtos químicos para o quintal onde crianças brincam e animais como galinha, patos, etc buscam comida. Outros sacos de produtos químicos foram retirados do armazém e a bandonados no meio de bananeiras.
Com veneno por todo lado, Severino Espírito Santo, responsável do Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica, explicou que no conjunto dos produtos que estão prestes a matar muita gente, destacam-se insecticidas, óleo de verão, e outros para fumigação e para combater nematodos. «Eles matam, são produtos altamente tóxicos. A população está em perigo. Há crianças que podem mexer nisso e arrastar por aí. É muito mau porque pode contaminar o rio e depois disso todos estamos expostos a contaminação, uma vez que são essas águas que chegam a nossa capital. Pode provocar muitas mortes», reclamou o engenheiro do CIAT.
O subsolo de Monte Café representa um dos principais lençóis de água doce de São Tomé, daí que o risco é grande. Um perigo que esteve presente durante vários anos e que as autoridades governamentais nunca agiram para conter. Como alguém disse em Monte Café, talvez e como habitual estão a espera que haja uma grande mortandade na zona para depois surgirem, lamentações, e mensagens de condolências.
Nos arred
Como prova clara do desgoverno nacional, o Téla Nón registou as declarações do engenheiro do CIAT, que deu conta de contactos feitos pela instituição do estado junto as autoridades governamentais no sentido de se aproveitar grande parte dos produtos químicos que hoje ameaça vidas em Monte Café. «Fizemos pedido ao estado para utilização desses produtos, mas pronto por vezes não nos dão resposta. Há produtos aqui que estamos a precisar, como o óleo de verão, para protecção de plantas. Na mesquita temos um pomar que está atacado com pragas e esse óleo nos ajuda bastante», referiu o responsável do Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica.
Por sua vez a direcção do ambiente pela voz do seu Director Arlindo Carvalho, disse que é preciso ter-se muito cuidado no processo de transferência dos produtos químicos já deteriorados para um lugar seguro, que pode ser o monte carregado na zona da Praia das Conchas. «São necessários recipientes seguros, nem sacos de plástico, nem em sacos ráfia, nem em materiais de fácil corrosão. Vamos comprar aqueles bidões plásticos grandes para poder transferir esses produtos», anunciou Arlindo Carvalho.
Para já a proposta vai ser apresentada ao Governo, e a direcção do ambiente promete limpar o veneno que vazou em Monte Café o mais rápido possível. No entanto, Arlindo de Carvalho não avançou qualquer data.
Abel Veiga