Rogério Roq
Extensa e coberta de uma vegetação exuberante, a região sul da ilha de São Tomé e Príncipe, é rica em recursos naturais, mas a população é muito pobre. Um contraste que pode ser resolvido, através da promoção do turismo. «Não um turismo de resort e de luxo. Não um turismo que expulsa as populações das aldeias, como está a acontecer infelizmente aqui perto», referiu o professor de economia, fazendo alusão as actividades do grupo pestana no ilhéu das Rolas.
Há vários anos que o principal grupo hoteleiro português, tem sido criticado, por ter decidido expulsar os habitantes dos ilhéus das rolas. Uma expulsão sofisticada, segundo alguns analistas, uma vez que o grupo hoteleiro paga aos naturais do ilhéu uma espécie de indemnização para abandonarem o seu torrão natal, e procurarem abrigo noutra parte, ou seja, na ilha de São Tomé. Muitos que aceitaram a proposta de dinheiro acabaram por cair na maior desgraça, aumentando assim o número de pobres na região sul de São Tomé. Segundo o perito português em desenvolvimento local, é através de um turismo que promove contacto entre o visitante e o visitado que as populações do sul de São Tomé, poderão anhar experiências e aumentar o seu rendimento familiar.
A valorização do artesanato local, as manifestações culturais que identificam o povo angolar, passeios pela floresta ou pelos rios da região, são acções que podem gerar receitas e desenvolvimento. «É um turismo que não traz milhões de turistas endinheirados para ficarem fechados. Mas traz-nos uma resposta para os problemas reais das pessoas
Na praia Jalé, vizinha da roça Porto Alegre, já está em marcha um exemplo de actividade turística que facilita o desenvolvimento comunitário. Na praia de areia bronzeada coberta por coqueiros, foram construídas moradias a base de bambu.
Um lugar paradisíaco para que dá descanso e sossego aos visitantes. «É o que chamamos turismo comunitário, porque é
O especialista que tomou parte no primeiro encontro internacional de desenvolvimento local, considera que a experiência da praia Jalé deve ser mais divulgada, para poder gerar mais rendimentos, no entanto sem provocar excessos.
Abel Veiga