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Na cadeia central estão detidos 24 membros do partido FDC, e na cadeia da administração interna estão outros 3 elementos. No total 27 pessoas. A ordem de detenção emitida pelo ministério público, data de 11 de Fevereiro passado. Foram detidos para investigação, por causa de uma alegada tentativa de subversão da ordem constitucional.
Esta quinta-feira numa carta aberta distribuída a imprensa, os detidos dizem que até o momento não foram acusados de qualquer crime. Uma detenção que consideram de ilegal, e que fere os princípios do estado de direito democrático. «Desde 11 de Fevereiro até a presente data que estamos privados de liberdade sem qualquer decisão. Pedimos a comunidade internacional e a CPLP, para fiscalizarem esse processo porque achamos que estamos a ser injustiçados», dizem os 24 reclusos, na carta aberta.
Protestam também contra o que consideram ser más condições no estabelecimento prisional, e ameaçam entrar em greve de fome, caso a situação não fique esclarecida.
No entanto junto ao ministério público o Téla Nón apurou que já foi feita a instrução do processo-crime. O Ministério Público garantiu que as acusações contra os detidos estão baseadas em provas sustentadas, e foram deduzidas desde 17 de Abril último, estando o processo a correr os seus trâmites nos tribunais com vista a realização do julgamento.
O ministério público precisou ainda que cumpriu com o prazo definido pela lei, que estipula 2 meses como duração da prisão preventiva para instrução processual.
O órgão judicial, explica que para além dos 27 detidos mais duas pessoas reforçam a lista de arguidos. O processo de querela número 18/2009 envolve 29 pessoas.
São acusadas de prática de crime contra a segurança do estado, um crime contra a organização do estado, crime de tentativa de alteração da constituição, forma de governo ou impedimento de exercícios de faculdades constitucionais, um crime de actos equiparados a rebelião, vários crimes de posse de armas proibidas, e um crime de associação de malfeitores.
Segundo o Ministério Publico, todos esses crimes são punidos pelo código penal vigente.
Abel Veiga
