Sociedade

Pescadores da cidade das Neves que desapareceram no mar durante 10 dias, já pisaram terra firme

Já espescadores.jpgtão junto dos seus familiares os dois pescadores de Neves que tinham desaparecidos e que depois de dez dias apareceram na ilha do Príncipe. Flávio De Almeida e Alex da Cruz disseram que uma avaria no motor da canoa  esteve na origem do calvário.

Felizmente os pescadores Flávio De Almeida, de 32 e Alex da Cruz de 18 anos já regressaram à casa. Apareceram no Príncipe onde de imediato tiveram assistência médica. Os dois saíram a pesca de voador panhá.

Depois de muita animação durante a pesca distraíram-se, quando deram conta já se encontravam um pouco distantes da terra. Entretanto, quando decidiram regressar o motor já não correspondeu. “Eu puxo motor, motor começa a ir pára, até que parou directamente…Fui remando leve-leve depois anoiteceu. O meu colega estava a remar, mas depois remo saiu-lhe de mão. Ele estava com muito sono. Eu nem sabia, quando ele disse, oh!, remo saiu de minha mão. Eu próprio nem notei”, explicou Flávio de Almeida.

Com apenas um remo a tarefa era muito mais difícil. Depois de muito esforço adormeceram. Quando acordaram já estavam perdidos.

A partir daí tiveram que desenrascar para alimentarem-se durante estes dias. “A alimentação era de peixe cru e água salgada. Todo este tempo gente tinha cento e vinte bagos de voador, que já estava a cheirar mal, mas gente teve que comer ele assim mesmo, não tinha como fazer, a única solução era comer”, sublinhou.

A partir daí decidiram remar rumo ao Príncipe. Mas logo depois de desembarcarem no ilhéu Bombom perderam os sentidos e só acordaram no dia seguinte já no hospital regional. Regressaram esta terça-feira de avião à S.Tomé graças a intervenção do Ministério da Defesa. A canoa e o motor deverão chegar brevemente a S.Tomé.

História com final feliz, que se repete muitas vezes em São Tomé e Príncipe. Só que há vezes em que o final tem sido trágico para os pescadores são-tomenses.

Fernando Ramos

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