Sociedade

Fundação Aurélio Martins estreita parceria com o Centro de Formação Industrial e Obras Públicas de Portugal para promover a formação profissional dos jovens são-tomenses

As dnelson-mendes-e-luis-rodrigues.jpguas partes assinaram um protocolo que abre portas para a entrada de mais jovens são-tomenses, nos centros de formação profissional. A instituição portuguesa que já está a formar 24 jovens são-tomenses nos domínios das obras públicas e construção civil, pretende alargar a sua intervenção e para isso conta doravante com a parceria da Fundação Aurélio Martins(FAMA).

Para Nelson Mendes, vice-presidente da Fundação Aurélio Martins, que assinou o protocolo em substituição do patrono, Aurélio Martins, a parceria entre o centro de formação industrial e obras públicas de Portugal, com a ONG são-tomense, «representa a evocação dos laços históricos que existem entre os nossos dois países», declarou.

Uma parceria que começou a ser construída há cerca de 2 meses. A fundação Aurélio Martins, acertou os pormenores com a instituição portuguesa durante uma visita a Portugal, convidou os responsáveis do centro de formação de Portugal a visitar São Tomé e selaram o acordo. «Estamos abertos a todas as colaborações, com todas as entidades para melhorar e aprofundar a cooperação. Em relação a São Tomé temos já uma experiência que consideramos muito positiva. Neste momento temos entre nós 24 formandos e formandas de São Tomé que estão a ter de facto um resultado positivo e queremos alargar e aprofundar esta cooperação», afirmou Luís Rodrigues, administrador do Centro de Formação Industrial e Obras Públicas de Portugal.

O responsável da instituição portuguesa ligada ao ministério do emprego e formação profissional, deixou entender que a actual crise financeira que afecta o mundo, e o seu país em particular, obriga a expansão das suas actividades e até mesmo a instalação de unidades de formação em países africanos de expressão portuguesa. São Tomé e Príncipe é um deles. «Se a indústria portuguesa tem neste momento recursos excedentários, para as necessidades devido a crise internacional, nós sabemos que noutros territórios, como aqui, há grandes necessidades de construção nomeadamente a construção civil e obras públicas. E se as empresas se deslocalizam, obviamente que o centro de formação não pode ficar no seu espaço e confinado aos seus clientes habituais», frisou.

Com alguns meses de vida a Fundação Aurélio Martins, dá continuidade as acções sociais desenvolvidas pelo grupo empresarial Gibela.  «Queremos dar corpo a essas actividades, consolidar os projectos que temos vindo a implementar, sobretudo ao nível da cultura, do desporto, da formação e da solidariedade social. A fundação assume-se como um parceiro do governo e do poder local no sentido de trabalharmos de mãos dadas para o engrandecimento do país e das suas populações», concluiu, Nelson Mendes.

Numa altura em que o país se prepara para executar obras de grande dimensão, como é o caso do porto em águas profundas, o porto petrolífero, centrais eléctricas-térmicas e hídricas-, e unidades hoteleiras, a formação profissional dos homens e mulheres no domínio da construção civil, é uma oportunidade para valorizar a mão-de-obra nacional.

Abel Veiga

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