Sociedade

Inaugurada primeira fábrica privada de refrigerantes de São Tomé e Príncipe independente

Aos 3empresa-de-refregerante.jpg4 anos de idade, São Tomé e Príncipe pode pela primeira vez celebrar a data da sua ascensão a independência, com refrigerantes produzidos localmente. O empreendimento privado que estava a ser preparado há 8 anos foi inaugurado pelo Presidente da República Fradique de Menezes.  A empresa de sumos, pertencente ao cidadão Armando Correia, tem capacidade para produzir 64 garrafas de refrigerantes por minuto.

O empresário que também exerce funções do estado, pois foi comandante geral da polícia nacional e actualmente é assessor do ministro da administração interna, não divulgou o valor do investimento feito na construção da fábrica de sumos. Apenas disse que o empreendimento teve um custo avultado.

Com capacidade para produzir 64 garrafas de refrigerantes por minuto, o empresário reconheceu que o potencial da sua fábrica excede bastante a capacidade de consumo em São Tomé e Príncipe. A exportação do produto seria uma boa alternativa, mas não vislumbra uma saída imediata para o escoamento da produção.

Por isso a fábrica vai trabalhar, leve-leve. «Será que temos cliente em São Tomé e Príncipe, para isso. Provavelmente que não. E enquanto não arranjamos o mercado exterior vamos ter que dosear. Trabalhar uns dias e parar», explicou Armando Correia.

A unidade fabril dá emprego a 16 pessoas. O sistema de enchimento das garrafas é automático. Os ingredientes para produção dos vários tipos de refrigerantes, são importados de Portugal.

O Presidente da República Fradique de Menezes que inaugurou a fábrica localizada em Bôbô Fôrro, arredores da capital, diz que é uma iniciativa a ser encorajada tendo em conta os diversos constrangimentos do mercado nacional. «O investidor tem que estar preparado para as dificuldades nacionais. Temos que encorajar este cidadão nacional para que ele possa ter sucesso», declarou Fradique de Menezes, para depois sublinhar que a primeira fábrica de refrigerantes, vai provocar baixa na importação de sumos.

Abel Veiga

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