
Até a última sexta – feira o tribunal da primeira instância tinha ouvido todos os 18 réus e as cerca de 30 testemunhas. Mas o destaque foi para a intervenção dos peritos em armamento das forças armadas são-tomenses. Descreveram as armas apreendidas pela polícia durante a detenção dos membros do partido FDC, como sendo perigosas e de uso exclusivo das unidades militares. Destacam-se AK-47, Pistolas Makaroff e uma espingarda telescópica, num total de 7 armas segundo a acusação feita pelo ministério público.

Gabriel Costa em representação do grupo de 4 advogados que defende os arguidos, acrescentou que «a defesa não contestou a questão de posse de armas. Se bem que há muito que se diga. Porque em São Tomé todos sabemos que há uma utilização muito normal de armas que deveriam estar na posse das entidades competentes», reforçou.
Nas alegações finais desta segunda – feira, o corpo de advogados promete jogar todas as cartas, apresentar todas as provas para absolver os seus constituintes. «Pedirei a aplicação da lei. Vou fundamentar para demonstrar que tudo isto que andou a volta da prisão das pessoas não tem fundamento. Está-se a procura de incriminação sobre associação de malfeitores. A lei é clara. É preciso ter uma organização com fito de cometer crimes. O que não é o caso», concluiu.
Os 18 réus são acusados de crimes de actos preparativos contra a segurança do estado, actos equiparados a rebelião, e crime de associação de malfeitores. Sobre o líder da FDC Arlécio Costa pende também a acusação de posse de 7 armas ilegais.
Abel Veiga