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Litígio entre “Soares da Costa” e o Banco Central coloca 54 chefes de família na rua da amargura

Josefa Carvalho e Olímpio da Trindade, são os porta-vozes, dos 54 trabalhadores da empresa portuguesa “Soares da Costa”, que em Fevereiro de 2013 iniciou as obras de construção do novo edifício do Banco Central. O acordo assinado com o Banco Central, previa a conclusão das obras num espaço de tempo de 14 meses, a troco de 6 milhões de euros.

As obras pararam e há quase 1 ano que os donos da empresa Soares da Costa, deixaram São Tomé, segundo os trabalhadores, para passar férias em Portugal. Uma féria que nunca mais terminou.

Os 54 trabalhadores dizem que em princípio recebiam salário mensal, apesar da principal das obras de construção do edifício do Banco Central, estarem paralisadas e também apesar da ausência prolongada da administração da empresa.

No entanto há seis meses, que deixaram de receber os salários. «Todos os funcionários estão em casa, sem salário, e ninguém diz nada», afirmou Josefa Carvalho.

Segundo os trabalhadores, tudo por causa do litígio entre o Banco Central e a empresa Soares da Costa. «O que soubemos é que a empresa tem problemase os bens da empresa foram penhorados pelo Banco Central, e a obra de construção do edifício do Banco Central, foi passada para a empresa EGECOM», acrescentou Josefa Carvalho.

Os 54 trabalhadores da Soares da Costa, avisam que são cidadãos são-tomenses, e consequentemente beneficiários de direitos consagrados pela lei do Trabalho e pela Constituição Política.

Agiram no sentido de ver respeitados tais direitos. Uma petição foi enviada ao Presidente da Republicar, com cópia para a Assembleia Nacional, o Primeiro-ministro e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Mas até hoje sem resposta. «Sabendo que eles querem acabar com desemprego em São Tomé, não podem deixar pais de família entregues a sua sorte, e alguns já estão cansados em termos de idade. Qual é a nossa sobrevivência?», interrogou Olímpio da Trindade.

Olímpio da Trindade, disse ao Téla Nón que tem 12 anos de trabalho na empresa Soares da Costa. Josefa Carvalho, que há 10 anos está ao serviço da empresa portuguesa, explicou porquê que os trabalhadores consideram que o Estado são-tomense está a violar os seus direitos. «Não fomos indemnizados e nem salário tem. A Administração da Soares da Costa, não nos despediu. Se tivessem cessado o contrato connosco, reconheceríamos que estamos desempregados por justa causa. Não é o caso», frisou a funcionária da Soares da Costa.

Olímpio da Trindade, reforçou o princípio de defesa dos direitos dos cidadãos nacionais. «O Estado apoderou-se da empresa e nos deixou à deriva, chefes de família. Somos nacionais», pontuou.

54 trabalhadores da empresa Soares da Costa, Chefes de Família, gritam pelos seus direitos, contra o silêncio das autoridades nacionais.

Abel Veiga

 

 

    3 comentários

3 comentários

  1. Vexado

    26 de Outubro de 2017 as 0:05

    Emprego para povo pequeno não interessa ao Primeiro ministro.

    Povo pequeno é pra saber…depois vai votar no ADI

  2. clemilson souza

    27 de Outubro de 2017 as 1:34

    Aqui no Brasil é a mesma coisa empresas abrem “falência” e simplesmente os trabalhadores ficam sem receber e a justiça não fazem nada ?

  3. Anónimo

    3 de Novembro de 2017 as 8:59

    E onde param seus capangas na burla total #Joaquim Negrita Fitas e #Fernando Nogueira e #Pedro Falcão Queirós?

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