Cientistas que periodicamente realizam estudos sobre as diversas variedades endémicas de orquídeas de São Tomé e Príncipe consideram o arquipélago como uma das principais reservas mundiais de orquídeas.
A comunidade científica internacional estima que São Tomé e Príncipe conserva cerca de 150 espécies de orquídeas. A maioria das espécies ainda não está catalogada, ou seja, é desconhecida do mundo científico.
Uma equipa de investigadores da Universidade Livre de Bruxelas, está neste momento a recolher amostras das espécies de orquídeas de São Tomé, no quadro da investigação científica sobre a origem desta espécie endémica, e ao mesmo tempo está a reconstruir o pavilhão das orquídeas no jardim botânico de São Tomé.
Um trabalho de preservação das orquídeas que vem sendo realizado há 20 anos. Tariq Atévar(na foto a direita), Biólogo do Jardim Botânico de Missouri – Estados Unidos de América, é um dos cientistas que periodicamente visita e realiza trabalhos de recuperação e protecção das orquídeas no jardim botânico de São Tomé.

Segundo os pesquisadores São Tomé e Príncipe tem cerca de 150 espécies de orquídeas. Mas até agora só foram registadas 35 espécies.« São plantas que nunca foram registadas e são endémicas de São Tomé e Príncipe. Únicas no arquipélago e no mundo. Há muitas espécies que deveremos descobrir nos próximos 5 anos», precisou.

Segundo o biólogo, Tariq Atévar, o jardim botânico de São Tomé é um dos lugares mais visitados pelos turistas, e as orquídeas são um dos atractivos. Protecção das orquídeas e do ecossistema podem gerar crescimento económico, por via do eco-turismo. «As pessoas poderão vir do mundo inteiro para ver as orquídeas», pontuou.
A investigação em curso, visa descobrir as origens das orquídeas de São Tomé e Príncipe. Porquê que apareceram aqui em São Tomé e Príncipe? Porquê que só existem aqui? São várias questões que os cientistas da Universidade Livre de Bruxelas, procuram respostas, ao longo de várias semanas de trabalho no terreno e em plena floresta de são Tomé e Príncipe.
Abel Veiga
Kelly
21 de Novembro de 2017 at 22:50
Uma pena, muito triste
Fátima
14 de Fevereiro de 2019 at 16:19
Que triste.