Sociedade

Angola na lista de países priorizados pela OMS para prevenir o vírus ebola

PARCERIA – Rádio ONU / Téla Nón

País de língua portuguesa é considerado “prioridade de segundo plano”; Angola é vizinho da República Democrática do Congo, que enfrenta um surto da doença; relação inclui Burundi, Congo e Zâmbia, entre outros; RD Congo já notificou 58 casos de ebola com 27 mortes.

A Organização Mundial da Saúde divulgou, nesta quarta-feira, uma lista de nove países que receberão atenção da agência para a prevenção e enfrentamento de casos de ebola.

Angola é o único país de língua portuguesa na lista. A nação é vizinha da República Democrática do Congo, que enfrenta um surto da doença. Segundo a OMS, 27 pessoas morreram após contrair ebola. Até agora 58 casos foram notificados.

Segundo Plano

Além de Angola e da RD Congo, fazem parte da lista a República do Congo, Burundi, Zâmbia, Uganda, Ruanda e Tanzânia.

A OMS decidiu dividir a lista em prioridades imediatas e prioridades de segundo plano. Apenas RD Congo e Congo estão em primeiro plano como explica a representante regional da agência para África, Matshidiso Moeti.

Moeti disse em Genebra que Burundi, Ruanda, Tanzânia, Sudão do Sul, Zâmbia e Uganda estão num patamar de risco menos elevado.

Essas nações vizinhas não estão diretamente ligadas à epidemia tal como os prioritários RD Congo e República Democrática do Congo situados “perto do epicentro do surto”.

 

Suplementos

A representante anunciou que a agência ajuda estes países a tomar medidas para uma eventual resposta, que incluem ajudar a posicionar previamente suplementos que podem vir a ser usados se o vírus se espalhar.

Na Assembleia Mundial da Saúde, o diretor de emergências da OMS, disse que a agencia está sob pressão em relação à resposta à epidemia.

Capacidade

Peter Salama declarou que as próximas semanas vão realmente dizer se este surto pode se expandir para áreas urbanas ou se haverá capacidade de mantê-lo sob controle.

Esta quarta-feira, autoridades congolesas anunciaram seis novos casos suspeitos descobertos na zona de Iboko, no noroeste do país. Dois deles foram em Wangata, um subúrbio de Mbandaka, a cidade de 1,2 milhão de pessoas na margem do rio Congo.

Profissionais

Para Peter Salama é preocupante o potencial de a doença se expandir por causa da chegada de casos confirmados à cidade de Mbandaka. Cinco profissionais de saúde foram infectados, sinalizando “um potencial para maior ampliação”.

De acordo com a OMS, os trabalhadores de linha de frente estão especialmente em risco de contrair o vírus, que se espalha através contato com os fluidos corporais de pessoas infectadas, incluindo os mortos.

ÉBOLA|ASSEMBLEIA MUNDIAL DA SAÚDE|REPUBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

 

 

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