Sociedade

Emissão de gases com efeito estufa em STP – Medidas de mitigação e adaptação

Apesar de não ser considerado um país poluidor STP sofre as consequências das acções dos países desenvolvidos poluidores que emitem muitos gases com efeito de estufa, que estão na origem das mudanças climáticas, a nível global.

Hoje em dia a fome, o aumento de desastres naturais e muitas doenças desconhecidas fazem parte de um rol de consequências das mudanças climáticas que mobilizam em todo mundo os esforços para um sério combate. Em S.Tomé e Príncipe os sinais de perigo já são grandes e exigem uma mobilização nacional para evitar que tais males venham a pôr em risco a nossa sobrevivência colectiva, tal como recomenda o Biólogo Victor Bonfim, Director de Conservação, Saneamento e Qualidade do Ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em entrevista a nossa reportagem, Victor Bonfim afirmou que, apesar de “ emitirmos em quantidade pequena” se não forem tomadas medidas para evitar que atinjamos os níveis de países grandes poluidores “poderemos eventualmente ver o nosso país a degradar-se em cada dia que passa”. Adiantou que, em S.Tomé e Príncipe, as emissões de gases com efeito estufas acontecem “principalmente nos sectores de produção de energia”.

O Director de Conservação, Saneamento e Qualidade de Ambiente acredita que o país ainda está ao nível de poder reverter as consequências das mudanças climáticas e explicou que o contributo do sector que dirige. “A nossa acção insere-se no âmbito da conservação da biodiversidade de S.Tomé e Príncipe, no âmbito da protecção do meio ambiente e de algumas actividades de saneamento”, afirmou a propósito.

Victor Bonfim defende uma participação alargada nesta tarefa de protecção da natureza e evitar que o país corra riscos agravados para a sobrevivência e bem-estar da nossa colectividade, precisando ser necessário o envolvimento das populações em projectos das respectivas localidades.

Neste domínio, tal como nos explicou este biólogo, S.Tomé e Príncipe tem a vantagem, pelo facto de fazer “parte dos países da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas”, na condição de país não poluidor.

Importa referir que o país, entre o oxigénio produzido e o dióxido de carbono consumido pelas nossas florestas há ainda uma vantagem bastante positiva. Esta realidade coloca S.Tomé e Príncipe em posição favorável para negociar quotas e obter apoios necessários para programas de protecção de ambiente e mitigação das consequências das mudanças climáticas. Muitas das consequências de que sofre o país são efeitos produzidos por outros países, sobretudo os países mais desenvolvidos e considerados os maiores poluidores devido ao seu grau de industrialização que leva à poluição.

Téla Nón

    2 comentários

2 comentários

  1. ANCA

    5 de Junho de 2019 as 7:10

    Existem conteúdos da realidade Nacional, da qual enquanto Director da conservação, saneamento e qualidade de ambiente, os São tomenses gostariam de ver esclarecidos.

    É que sabe os responsáveis e as instituições, devem começar a dar respostas as questões prementes da sociedade, foram para isso eleitas, foram para isso criadas, vivem a custa do orçamento do Estado, dinheiro da ajuda externa, pois nada produzimos, por outro lado, Estado este da qual todos fazemos parte.

    Fala-se de políticas de mitigação dos efeitos de estufa no País(Território/População/Administração)…

    Conservação do ambiente

    Quanto a questão de extração de inertes, nas praias, bairro Satom, ao pé do aeroporto, dentre outros o que tem sido feito, que medidas que ações???

    Muitas espécies, tanto animal, como vegetal, aquáticos, marítimos e terrestres, têm vindo a desaparecer no país, consequências de abate indiscriminado das árvores, morte dos corais, poluição dos Rios, nomeadamente o de Água Grande, pela central eléctrica, empresa EMAE STP, degradação das zonas costeiras, que medidas destruição queda dos patrimonios arquitetônico colonial, degradação da arquitetura colonial, falta de conservação das fachadas, venda nas ruas, que medidas que acções????

    Quanto ao saneamento básico

    A maioria dos São tomenses, fazem as suas necessidades ao ar livre(mijam, acham, defecam), ao ar livre, em virtude de não terem casas de banho, onde moram, aliás um problema de habitação social no país, que soluções, que acções???

    Quanto chove as ruas da capital, bairros, localidades, tanto na cidade como na zona rural ficam inundadas, lamacentas, que solução, que acções????

    A questão dos resíduos, lixo urbano, das lixeiras ao céu aberto, que solução, que ações???

    A questão da limpeza urbana, rural das matas, de modo a evitar a proliferação de mosquitos, bichôs, matacanhas, sarnas, colegas, às doenças da pele, o paludismo, as diarreias, etc, etc…que soluções, que acções???

    Qualidade de ambiente

    Para quando a conservação o embelezamento, dos espaços parques de lazer nacionais, jardins, parques infantis, banco públicos de jardins, árvores de sombra, limpeza das estradas, sua sinalização, etc, etc,…que acções, que medidas????

    Os equipamentos e infraestruturas públicas????

    Pois dar entrevistas disto, daquilo é de maneira importante para esclarecimento da opinião pública, mas agir, acções sobre problemas, é o modo de respostas urgente sobre os problemas, para depois os esclarecer ainda melhor

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • ANCA

      5 de Junho de 2019 as 7:24

      Vejam também a notícia sobre o dia um de junho, publicado, pelo Telá Non, reflitam sobre os comentários…

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