Sociedade

Deputado da Nação abateu um cidadão mesmo na porta da PJ

A Televisão de São Tomé e Príncipe, noticiou nesta noite de segunda – feira, um caso de barbaridade ocorrido defronte a porta de entrada do edifício da Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe.

Deolindo da Mata, deputado da Nação pela bancada do partido MLSTP/PSD no poder, trocou impressões com um cidadão santomense, quando os dois saíam do interior das instalações da PJ.

A troca de impressões, resultou no disparo pelo deputado da Nação de dois tiros a “queima roupa”, contra o cidadão santomense, vulgarmente conhecido por Carlitos.

Em declarações a TVS, o médico de serviço no banco de urgências do Hospital Central Ayres de Menezes, confirmou que o cidadão baleado na porta da PJ, deu entrada no hospital já sem vida.

O Médico disse que a vítima tinha sinais de penetração de uma bala no peito e outra na zona lombar.

O cidadão Carlitos, que foi assassinado na porta de entrada da PJ, era cambista de moedas estrangeiras nas ruas da cidade de São Tomé. Suspeita-se que algum litígio entre o falecido e o deputado da Nação em torno do negócio de câmbio de moedas, poderá estar na origem dos disparos a queima roupa, protagonizados pelo deputado da Nação.

Imunidade parlamentar do deputado Deolindo da Mata não evitou a sua detenção pela Polícia Judiciária. Afinal de contas foi apanhado na prática do crime. O estatuto de deputado da Nação, confere a Deolindo da Mata e aos demais deputados, o direito a posse, transporte e uso de armas de fogo.

Abel Veiga

    23 comentários

23 comentários

  1. Paulo

    16 de Março de 2020 as 23:06

    Isto é uma lástima quei stp,até onde vamos chegar com este tipos de abusos de poder, nem si quer Teve medo por estar em frente a PJ, para se ver até a onde está chegar estes tipos de situação no país, queremos justiça não a imunidade para isto cadeia é crime, não a dúvida nenhuma não respeitou a si como deputado fazendo isso então a lei não tem porque respeitalo, eli tem que pagar pelo crime que sirva de exemplo

  2. D T

    16 de Março de 2020 as 23:16

    Já é moda em São Tomé indivíduos ligado a poder matar e ficar impúnes. Espero que dessa vez este Deolindo fique na cadeia 25 anos e perca o cargo de deputado. E não se esqueça de retirar os seus bens para minimizar familiares da vítima.

  3. Enfim

    16 de Março de 2020 as 23:50

    Infelizmente é este reino de caos que o Jorge dito bom Jesus e seu Mlstp quer nos impor neste país. Estamos a afundar.. Os políticos devem dinheiro e ainda matam só porque estão no poder.

  4. Enfim

    16 de Março de 2020 as 23:55

    Depois de queimarem o carro da juíza e outros males o partido no poder ainda mata os nossos cidadãos.

  5. Voz do povo

    16 de Março de 2020 as 23:59

    Tirem essa coligação do poder. Povo não merece tanto abuso e desorientação. Basta!

  6. Fuba cu bixo

    17 de Março de 2020 as 0:53

    Ha uma diferença da forma como que este jornal noticiava caso como este no anterior governo.
    No anterior governo do ADI quando acontecia casos de assassinato era noticido de forma bombástica com fotos e todas elas ligada ao ADI ou ao Patrice Trovoada inclusive o jornal tela non chamava o governo do Patrice como regime.E agora acontece este assassinato e o jornal tela non apresenta a notícia como UM DEPUTADO DA NAÇÃO e sem fotos que nos habituou.
    Ora bem não val a pena esconder o deputado que assassinou o cambista hoje é um alto dirigente do MLSTP Vice Lider da Bancada Parlamentar do MLSTP Secretário Distrital do Distrito de Me-Zochi para dizer que todos os partidos tenhem boas e mas pessoas. Vamos deixar de defender os partidos e defender o país só assim um dia S.tomé e Príncipe conhecerá os melhores dias.

  7. Manuel do Rosario

    17 de Março de 2020 as 3:23

    É de facto uma atitude extremamente condenável, mas não irá manchar o bom nome dos deputados da nação. Cada um deve assumir pelos seus actos e a justiça deve agir a braços de ferro para que o infrator seja severamente punido não obstante quem perdeu a sua vida jamais voltará. Condolências a família enlutada.

  8. Da cabeça conselho

    17 de Março de 2020 as 6:13

    Este foi PRESO e muito bem. Agora pergunto, é Elísio Teixeira do ADI? será preso quando? Também assassinou um pai de família e contínua solto até hoje.

  9. Botelho

    17 de Março de 2020 as 7:29

    Este é o país que queremos construir?

  10. Original

    17 de Março de 2020 as 7:40

    Todos quantos usam arma como troféu acabam cometendo esta barbaridade.Este senhor que já não é Deputado desde ontem,deverá pagar por 3 crimes; 1 por abuso de poder outro por faltar respeito à instituição da PJ. e 3º por tirar a vida a um cidadão.

  11. SANTOMÉ CU PLXINSPE

    17 de Março de 2020 as 8:04

    Muita tristeza….Toda acção do homem depende muito do seu carácter, independentemente da sua posição social….a justiça deve falar mais alto…

  12. Vanplega

    17 de Março de 2020 as 8:32

    E so maladragem.

    Sao os bandido deputados que temos. Agora, leve-o ao mesmo local e funzila o deputado do mesmo jeito.

    So assim, vamos sair dos crimes, dos roubos e da falta do respeito e da educacao, que a solar este pais

  13. Gustancio Lima

    17 de Março de 2020 as 9:12

    É isto? Está tudo mal. Quem disse que os deputados devem fazer-se acompanhar de armas de guerra? Nem os policiais o devem portar. Estas armas são só para os militares, e em momentos apropriados.
    Como estamos num país de analfabrutos, só da nisto.

    Outra coisa, quantos são os deputados que nem entregaram as armas? Muitos, e de todas as bancadas. ADI e MLSTP têm muitos.

  14. eu

    17 de Março de 2020 as 9:19

    Vergonha, Vergonha, Vergonha!!!

    Numa altura em o país tenta se reerguer do bárbaro acontecimento que vitimou Catarina no Mucumbli, mais este caso em tão pouco tempo?

    É demais para um país como o nosso.

    Este crime não só deve ser tratado com mão pesada contra o criminoso, mas também contra a própria PJ, por incompetência e falta de responsabilidade, porque senão vejamos:

    Como é possível que um cidadão entra na PJ armado, ainda que para apenas prestar esclarecimentos?
    Isto quer dizer que se o clima aquecesse durante o eventual esclarecimento mesmo os agentes da PJ, poderiam ser vítimas, não acham?

    Ora, se eventualmente tiveram a precaução de reter a arma do dito deputado, esta lhe seria devolvida neste mesmo momento em que as partes desentendidas estariam a sair do local, ou deveria ser-lhe restituída quiças no dia seguinte?

    Enfim, é muita humilhação e incompetência das autoridades. Este senhor desmoralizou por completo uma instituição como a PJ, o Partido MLSTP/PSD, a Assembleia Nacional e consequentemente toda a nação Santomense.

    Agora vejamos como vai reagir o MLSTP, a Assembleia Nacional e as Instituições Judiciais, incluindo a própria PJ. Se vão fazer-lhe carícias ou dar-lhe o mesmo tratamento que deram ao assassino de Catarina.

    Que este não seja mais um caso em que homens de poder cometem crimes e são protegidos, para dentro de poucos meses seguirem a sua vida normal, como se tivessem apenas atropelado um rato na estrada.

    Fui.

  15. Caminheira Peregrina

    17 de Março de 2020 as 9:40

    Abel Veiga, falta complementar a seguinte parte final:
    O estatuto de deputado da Nação, confere ao Deolindo da Mata e à demais deputados, o direito a posse, transporte e uso de armas de fogo, para fins de legítima defesa.

  16. Mepoçon

    17 de Março de 2020 as 11:44

    Esta atitude demonstra realmente postura de quem representa o povo!!! Sinceramente, o povo é cego quando vai a urna eleger estes bandidos…

  17. Bunzu de mato

    17 de Março de 2020 as 12:07

    Parece um acto de alguém completamente desequilibrado, meu Deus. Que a justiça seja feita. Condolências à família do assassinado. Inacreditável.

  18. rostov

    17 de Março de 2020 as 13:47

    Esta detencao apenas e uma FARSA para distrair a populacão evitando TOMULTO. Daqui a umas semanas esta solto e ninguem mais falara sobre isso

  19. Maria Alberta

    17 de Março de 2020 as 15:51

    Já tinha dito que a justiça que temos fomenta este tipo de crime
    Os criminosos gozam de uma vida melhor do que aqueles que trabalham.
    Basta ver:
    O senhor Manuel, militar que assassinou uma jovem em Lucumi no ano passado, está a solta a andar de mota e carro e a fazer festas defronte da casa da mão da malograda que ele assinou. Este senhor recebe o total do seu salário no quartel.
    O moço que assassinou a tia em Desejada, não cumpriu nem seis meses de cadeia e anda na Desejada a cortar arvores e produzir materiais de construção
    Ainda na Desejada, outro delinquente que matou o senhor Roldão já tem direito de passar os fins de semana em casa.
    Ainda em Desejada, um outro sujeito que tinha matado a mulher e metido madeira na vagina da mesma e antes disto o mesmo individuo já tinha cortado um braço a uma senhora, ele já se encontra em casa, a disfrutar da vida.
    Um individuo que trabalhava no Cadastro que lhe chamam Paga Logo, cortou pecoço a um jovem inocente que ia ver televisão na casa do vizinho, e este já se encontra na rua a trabalhar no Ministério de Agricultura.
    Então como é que querem que o crime deste tipo diminua.
    A Justiça santomense está a promover este tipo de crime
    Viva STP

  20. Nada haver

    17 de Março de 2020 as 16:06

    Esses tipo de comportamento as instâncias competente deve tomar uma medida imediatamente para que ñ haja mas o dera-me do sangue do gênero, porque ñ é necessário tirar a vida humana para resolver um problema pessoal, Minhas condolências a família em lutada

  21. Vate

    17 de Março de 2020 as 16:51

    Grande tristeza. Custa a acreditar. Justiça para a vítima e para os familiares.

  22. Luis magro

    17 de Março de 2020 as 17:28

    Que a justiça seja, mas falta muitos para lhe fazerem companhia.

  23. de melo

    17 de Março de 2020 as 17:32

    PJ Falhou ,primeira mente o homem não deveria estar a posse de uma arma de fogo dentro da PJ no momento de interrogatório ,ele poderia muito bem utilizar a arma contra um dos agentes se ele quisesse, quanto ao crime só de salientar que o homem deve responder por 2 crimes ,o primeiro por posse de arma no momento de interrogatório o que vem indicar que já sabia o que iria fazer ,o 2 crime por assassinato a sangue frio ,crime premeditado. Nas circunstancia que aconteceu o crime não há imunidade que lhe impeça de ir a cadeia uma vez que não agiu em legitima defesa.

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