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S.Tomé e Príncipe Quarenta e Cinco anos Independente do quê?

Se estivesse a falar de um homem,diria que aos quarenta e cinco anos, ele seria visto como experiente e capaz de caminhar com as suas próprias pernas, até poderia ter família, se fosse um tradicional quarentão.  Se  estiver a falar de uma organização ou corporação, aos quarenta e cinco anos ela seria sem dúvida uma sólida empresa, desde que tivesse uma liderança capaz.

E se fosse um país? Um país comum teria ao menos sentimento de orgulho por parte dos seus cidadãos, respeitado pela comunidade internacional, pelos seus filhos no país e na diáspora.

Onde a coesão política e institucional seriam forte com o foco em desenvolvimento do país.

Todas estas falas são para resumir e tentar responder uma única pergunta:

S.Tomé e Príncipe quarenta e cinco anos independente de que? Da colonização portuguesa e de sua consequência, nomeadamente a escravatura? No entanto,diga-se que estes quarenta e cinco anos foram independentes da coroa portuguesa.

Mas ainda o país continua dependente da elite nacional santomense.

Esta mesma elite que há tempos encontrou em vários quadrantes da África, e até mesmo do mundo, para junto conquistar uma independência e ver uma nação livre dos colonizadores. Uma vitória que foi conseguida através de esforços e trabalhos abnegados, mas que não teve continuação e nem lideranças capazes de continuar na mesma linha de pensamento.

Pensamento de líder, e de fazer a população perceber que poderia acreditar ou permanecer acreditando neste líder.

Mesmo assim temos uma dívida para com eles, visto que nem todos os cidadãos querem ao menos tentar dar o seu melhor em prol da nação.

Agradecer a todos estes homens que estiveram de uma maneira ou de outra trabalhando em prol da independência nacional, nunca será demais, porque todos eles foram verdadeiros heróis nacionais.

Nós deveríamos ser ou somos gratos por estes homens bravos que trabalharam para que hoje possamos dizer que somos independentes.

Ao longo dos quarenta e cinco anos, vimos várias alternâncias no poder, mas que nenhuma delas conseguiu encontrar ou planejar o caminho do desenvolvimento. Mas temos que reconhecer os esforços que foram feitos por muitos que estiveram presente nos vários governos das ilhas.

Talvez não deram todo de si ou deixaram muito por dar, mesmo assim devemos acreditar que ainda é possível mudar o rumo do país.

Se o lema desta nação que completa 45° aniversário da sua independência (12/07/1975 – 12/07/2020) é Unidade, Disciplina, Trabalho, ao longo destes anos pouco se viu deste lema.

Um país a qual o percurso foi interrompido no tempo, onde são poucos que continuam a acreditar num futuro melhor.

As infraestruturas outrora símbolo das ilhas, como é o caso de várias casas coloniais, e empresas agrícolas, e particularmente os grandes hospitais como Agostinho Neto, Água Izé, e outros, foram sucumbidos no tempo.

Investimentos ficaram a quem da população, mesmo que ao longo dos anoso país vem recebendo ajudas externas, que muitas vezes mal utilizadas e nunca se foi capaz de cobrar responsabilidades das pessoas que as administraram.

O grande problema de S.Tomé e Príncipe resumem-se em três palavras: liderança, planejamento e responsabilidade.

Desta maneira chegou o momento de começamos a ser líderes, e não deixar que só o governo o seja.Vamos deixar de cobrar tudo do governo, e passar a fazer a nossa parte, mas também responsabilizando o mesmo pela sua parte.

Chegou o momento de deixar as palavras, discussões e partimos para soluções de vários problemas que o país padece, como o problema de saúde, energia, água, saneamento, reestruturação dos recursos humanos.

Por outro lado, os políticos são-tomenses têm agora que colocar de lado os conflitos, mágoa, rancor e unir-se para a concretização de ações palpáveis, com objetivo de melhorar as condições de vida da população e, consequentemente, o desenvolvimento do país.

Temos que parar de pensar no petróleo, e começar a pensar no nosso turismo, na agricultura, e noutras fontes de renda e riqueza para S.Tomé e Príncipe.

Mas não podemos só apontar dedos, mas sim juntos pensarmos o que poderá ser feito para os próximos quarenta e cinco anos.

A liderança tem que gerir o país com outros olhos, utilizando todos os recursos fundamentais para o desenvolvimento nacional.

O poder deve ser um instrumento de realização das aspirações do povo são-tomense e não para a satisfação de pequenos interesses pessoais ou de grupos, como tem acontecido ao longo destesanos que assinalamos.

Bem haja S.Tomé e Príncipe, viva 45° aniversario.

Abdelasy Bolonha de Sousa

    5 comentários

5 comentários

  1. Dudu

    12 de Julho de 2020 as 18:01

    Concordo com que diz, neste país só apontam dedos ao outro, não vêem como pessoas capazes,talentosas e cheio de vigor. Criticam sempre os quinze anos, parece até que naquele tempo a África tinha parceiros com recursos suficientes para ajudar e que líderes de então nada fizeram,levanto todos os dias e vejo homens santomenses com força e digo temos potencial. O que nos falta é organização.

  2. Como será

    13 de Julho de 2020 as 6:53

    Ok. Realmente temos potencial, mais nao sao chamados para dar o seu saber para desenvolvimento do pais, quando alguem da sua opiniao sobre a situacao do pais, ele é visto como inimigo do POVO, de imediato é posto de lado, portanto nao existe nenhuma sociedade onde nao existe criticas, ate no seio familiar somos criticados, com os nossos amigos, tambem nos criticam, e nao é o que verifica no país, dirigentes sentem ofendidos sobre criticas dum cidadão. Isto nao tem cabemento.

  3. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    14 de Julho de 2020 as 9:20

    Vem para a terra dar a sua contribuição ao invés de estares na terra do outro. Venham todos, temos roças a precisar de ser desbravadas.

    • Lima

      15 de Julho de 2020 as 16:52

      Eis a razao pela qual tu que la estas tens deixado roubos e bandidagem?Diga aos que la nao estao o que tens feito?Si tu la estas como explicas a destrucao de bens,o assassino de nacionais como estrangeiros?Como explicas que a administracao seje tao corupta?Como explicas essa invasao da cidade capital,com vendas selvagem em todo canto da cidade mesmo a frente para nao dizer dentro dos ministerios e administracoes?Tu la estas?Ah tens feito muito e sozinho coitado é verdade sozinho coitado de ti nao podes fazer.Que pena termos atingido esse nivel de querer dar sempre licoes aos outros.Voce é desses que confundem a liberdade de exprecao com indulto,anarquia comdemocracia.O que te falta ai nao é a vinda dos que estao no estrangeiro mais uma boa educacao civica,politica ,ética,moral e mais..Fisue bem Viva a tua liberdade de exprecao.Como a tens saiba utilizar la.

  4. Ramos

    27 de Julho de 2020 as 11:36

    Bom dia.
    Alguma vez a V.excelência já colaborou na governação deste País?
    Se nunca colaborou porquê?
    Um abração

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