por José Carlos Ribeiro (Tayta)
Chegar a este Dia das Crianças, neste país, sem uma prenda que sirva ao mesmo tempo para todas elas, levou-me a propor este terceiro artigo ao jornal digital TELA NON. Dei-me conta que os discursos públicos sobre planos de energia solar no país, procuram elevar um pouco mais esta esperança sempre resiliente.
Assim, podemos então refletir sobre a possibilidade de iniciativas de agentes económicos e/ou da sociedade civil para elaborar o esboço de um estudo de viabilidade com a parceria das câmaras municipais e dos ministérios quer da saúde como da educação para testar soluções válidas, não só para um dia célebre como hoje, 01 de junho, como para todos os dias do ano, se possível.
Muita gente poderia dispor-se sem partiidarismo evidente para em conexão privada e tranquila organizar uma proposta de viabilidade proveniente da sociedade civil, visando um plano quinquenal ou decanal para instalar e manter logo que possível em duas ou três fases sucessivas, sistemas completos de eletricidade por painel solar em sistemas completos de 12 KWp para alguns postos de saúde e escolas primárias de zonas remotas destas duas ilhas da nossa República.
Se for possível este tipo de propostas entrar em entidades públicas sob concurso para aprovação ainda melhor, visando finaciameto e assistência técnica adequada (mesmo remota). O Estado deveria suportar este género de propostas sobretudo com o convite a instituições internacionais de apoio financeiro e técnológico já em contacto do governo, além de dispor terrenos em zonas municipais para a instação deste tipo de sistemas solares, com a aprovação das suas câmaras.
Uma vez que eu não disponho de competência apropriada para avaliar este tipo de estudos de viabilidade nem a qualidade dos seus requerentes para concurso público, uso antes de mais a experiência de utilizador do Grok,, na rede Twitter (ou X.com) para subsccrever esta hipótese conforme aqui apresentada em anexo para uma reflexão mais profunda de qualquer cidadão.
A capacidade mínima total estimada seria na ordem de 300-800 kWp (quilowatts-pico) para um projeto combinado de solar off-grid ou mini-grids híbridos, focando em instalações descentralizadas (por escola/posto) nas zonas rurais, com baterias para autonomia noturna e outages. Isso é uma estimativa conservadora de “mínima viável” para iluminação básica, ventiladores, carregamento, refrigeração mínima (vacinas/medicamentos) e equipamentos essenciais (computadores, projetores ou lab básico), assumindo eficiência energética e dimensionamento realista para o contexto insular de São Tomé e Príncipe (boa irradiação solar ~4-5 kWh/m²/dia).Base de Dados e Estimativas
- Postos de saúde rurais: ~31 Postos de Saúde (Postos de Saúde Comunitária inclusos) no total do país (maioria rural ou semi-rural em São Tomé; poucos em Príncipe). Há também ~6 Centros de Saúde.
- IRENA (2024) estima sistemas solares para estes: tipicamente 1-5 kWp por posto (básico/backup) até mais para cargas regulares + lab/refrigeração. Custo inicial para todos os postos como primary source: parte de ~USD 2-4 milhões totais para saúde.
- Escolas primárias (Ensino Básico) rurais: Dados exatos recentes variam, mas historicamente ~70-80+ escolas primárias/ensino básico no país (muitas pequenas, com regime multi-turno), com grande parte em zonas rurais ou distantes da capital. População escolar primária ~20-35 mil alunos. Rural representa fração significativa (acesso bom mas infraestrutura energética fraca).
- Consumo típico por instalação (mínimo viável rural):
- Posto de saúde básico: 1-3 kWp (iluminação, fans, refrigeração vacinas, equipamentos básicos). Exemplos africanos: ~1.2 kWp para posto pequeno.
- Escola primária rural pequena/média: 2-5-10 kWp (iluminação salas, administração, alguns computadores/projetor, possivelmente cozinha ou bomba água). Exemplos: 4.5 kWp em escolas africanas semelhantes.
- Fatores: Eficiência (LEDs, aparelhos eficientes), baterias (autonomia 1-2 dias), inversores. Evitar superdimensionamento.
Total aproximado mínimo: 100-200 instalações (escolas + postos rurais) × 2-5 kWp médio = 300-800+ kWp. Escala modular permite começar com os mais críticos/rurais remotos.Viabilidade do Projeto Público-Privado (PPP)Sim, viável e alinhado com iniciativas existentes:
- País tem metas de 50% renováveis até 2030, universal access e projetos solares em curso (ex.: 4 MWp em Príncipe, hybridização térmica, solar em saúde/educação via UNDP/Banco Mundial/IRENA).
- Vantagens PPP: Governo fornece terrenos/licenças/regulação; privado financia/instala/opera/manutenção (ESCO model: Energy Service Company paga por energia ou lease). Reduz diesel, outages frequentes e custos de operação.
- Custos: Painéis baratos (~0.3-0.5 USD/Wp), mas baterias/instalação elevam para 1-3+ USD/Wp total instalado em contexto insular. Manutenção local essencial (treinamento).
- Benefícios: Melhora educação/saúde (iluminação estudo, vacinas, diagnósticos), resiliência climática, empregos locais. Financiamento: Verde (AfDB, Banco Mundial, IRENA, fundos clima).
- Desafios: Logística ilhas, manutenção remota, capacidade institucional. Solução: Parcerias com locais + monitoramento remoto.
Recomendações para Mínimo Viável
- Auditoria energética detalhada (cargas reais por site) + priorização rural remota.
- Sistemas padronizados modulares (2-5 kWp + baterias LiFePO4) com eficiência (LED, aparelhos low-power).
- Faseado: Iniciar com 20-50 instalações piloto (postos + escolas críticas), escalar.
- Integração: Mini-grids comunitários onde possível (escola + posto + aldeia) para economias de escala.
- Sustentabilidade: Contratos PPP com O&M 5-10 anos, treinamento técnico local, warranties.
Isso cobriria necessidades básicas de forma confiável e econômica a longo prazo (payback vs. diesel). Para precisão maior, seria necessário estudo de viabilidade com dados atualizados do Ministério da Educação/Saúde. Projetos semelhantes na África mostram ROI positivo via savings + impacto social. Contacte IRENA/UNDP para dados detalhados ou parcerias.
As minhas condolês às duas crianças falecidas sob incêndio, a uma semana, por má gestão das velas que aparentemente lhes restavam para passar a noite, na ausência de adultos.

José Carlos Ribeiro (Tayta)
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