Camilo Domingos morreu há 5 anos

07 de Agosto de 2005, 7 de Agosto de 2010, já lá vão quatro anos, a cultura e em particular a música santomense, recorda neste mês de Agosto  a morte daquele que foi e continua a ser um dos músicos mais conceituados de São Tomé e Príncipe, Camilo Domingos.

O seu nome verdadeiro era Domingos Lopes Gomes. O natural de Conceição, Príncipe, nasceu a 14 de Fevereiro de 1965, filho de Tomas Lopes Semedo, natural de S.Tomé, e de Maria Cidália Gomes cabo-verdiana da Ilha do Fogo.

Desde muito cedo, Milú, como era tratado por todos, já demonstrava dotes para música. Na década de setenta, com apenas 14 catorze anos, criou com grupo de colegas do bairro bom viver, onde passou a sua infância, o conjunto brilhantina. Os instrumentos eram de madeira improvisada que só serviam para manter as aparências, uma vez que os sons eram imitados pela boca. Um autêntico escape para loucuras de infância naquela altura, ainda assim, sintoma claro daquilo que Milú viria revelar-se mais tarde.

Segundos os colegas de infância; desde esta altura, como vocalista era o Camilo que tratava de tudo. Apesar das traquinices do grupo, Milú sempre se destacou como um rapaz calmo, serio e respeitador.

Após ter terminado a sexta classe deixa a ilha natal, Príncipe, com destino a S.Tomé a fim de concluir os seus estudos. Em 1983, é chamado para cumprir o serviço militar, onde permanece até 1986. No mesmo ano, faz o curso de enfermagem e começa a exercer a profissão na empresa agrícola Ribeira Peixe. Mas o bichinho da música ainda o perseguia.

Em 1987 emigra para Angola com intenção de gravar o seu primeiro disco, mas não foi dessa que concretizou o seu sonho.

Decidiu deixar Angola para Portugal e depois de muitas dificuldades consegue gravar o seu primeiro álbum “Morena”. O segundo surgiu em 1991 e a partir deste momento nunca mais parou.

Da discografia de Camilo Domingos que abarca 11 discos, destacam-se “Badjuda”, És Meu Amor”, “Maninha My Love”, “Nada a Ver”, “Sunduro”, Nha Vida é Tchora”, e aquele que acabou por ser o último álbum da sua relativamente curta carreira, “Dor de Mundo”.

Participou ainda em vários espectáculos em Angola, São Tomé e Príncipe, Estados Unidos e em Portugal. Domingos Lopes Gomes, ao longo da sua vida, conseguiu três discos de ouro. “Maninha My Love” registado em 1996, “Sunduro”, em 2002 e “Dor de Mundo”, último trabalho feito em 2005.

Já com problemas de saúde, aceitou o convite da Direcção Nacional da Cultura para participar na edição de 2005 do Festival Gravana. Mas não sabia que seria a última vez que estaria num palco.

Curiosamente Camilo Domingos nasceu num domingo e faleceu num domingo, 7 de Agosto de 2005, quando eram 23 horas e 20 minutos.

Camilo Domingos foi e continua a ser um dos músicos estrangeiros mais queridos em Angola, e por essa razão, os angolanos baptizaram-no de Kota Camilo.

É opinião unânime dos que com ele privaram; ser um homem amigo dos seus amigos, conselheiro e sempre presente nos momentos mais difíceis.

Volvidos cinco anos da sua morte ilha do Príncipe ainda chora de forma inconformada pela eterna partida dum filho que mais a divulgou no mundo.

Nesta 2ª feira 9 de Agosto Felícia Silva Secretaria do Governo Regional para Assuntos Institucionais e Organizacionais depositou uma coroa de flores no monumento erguido na avenida principal da cidade de S.António em honra do malogrado cantor. Um acto emocionado que contou com a presença de familiares, amigos e fãs.

Entretanto, este sábado, aproveitando o desafio lançado há quatro anos pelo grupo Gibela, o Governo Regional vai realizar a 4ª edição do festival internacional Camilo Domingo em ao malogrado cantor. Para esta edição foi convidada a Banda nacional Equison  Mster  e alguns músicos santomenses.

Por outro lado, coincidência ou força de destino S.Tomé e Príncipe celebrou na passada segunda-feira dia 4 deste mês de Agosto, o terceiro aniversário da morte daquele que foi um grande homem do teatro popular artisticamente conhecido por Butter.

O mês de Agosto fica assim marcado na história da cultura Santomense, pela perda de dois grandes vultos da sua cultura. Sendo Camilo Domingos no plano musical e Butter no plano teatral.

Por : Teobaldo Cabral

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    lEOPOLDO COSTA Responder

    caros leitores, ainda me lembro aquando do falecimento do nosso malogrado Camilo Dimingos, a direcção da cultura prometeu construir uma campa condigna para o mesmo. Pergunto se a campa é o capim que se encontra em volta da mesma, assim como as campas do Butter, Constãncio Show e outros. Não se esqueçam que um dia será a vossa vez.

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    ginga pó Responder

    realmente temos que dar maior atenção a nossa cultura, passar a dar valor acrescido a o que é nosso, tirar bons exemplos dos nossos países irmãos,

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    Berna Responder

    A morte de um ente querido é sempre motivo de tristeza e consternação. A morte de um homem como Camilo Domingos é motivo de recordação “nacional”. Se, de facto, a Direcção de Cultura prometeu fazer campa (Jazigo) para aquele que foi uma das vozes sonantes da nossa música e muito particularmente por que morreu ao serviço da cultura são-tomense isto porque tudo aponta que fora convidado por aquela direcção para deslocar-se para STP a fim de abrilhantar o povo são-tomense com as suas músicas por altura da independência nacional – 12 de Julho -, então deve cumprir com o prometido. O prometido é devido!
    Mas não esqueçamos igualmente dos demais filhos inesquecíveis, os lutadores, os que perderam a sua vida em prol da causa são-tomense.
    A Direcção de Cultura devia institucionalizar um dia para homenagear todos aqueles que faleceram ou que venham falecer em prol da causa são-tomense, e todos aqueles que duma forma ou doutra contribuiram para causas públicas.
    Fica o meu repto.

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    FILHO DO PRINCIPE EM PORTUGAL Responder

    Tudo que nós fazendo neste mundo fica, CAMILO DOMINGOS, deixou-nos por ironia do destino, as suas belas músicas até hoje ouvem-se na Rádio, um elogio ao Governo Regional pelo facto de ano pós ano terem recordado do nosso MANO. Por tudo isso, meus amigos, todos temos o dever de deixar este mundo melhor do que aquilo que encontramos, cada um com as suas acções e benfeitorias.

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    FILHO DO PRINCIPE EM PORTUGAL Responder

    Queria dizer “Tudo que nós fazemos”

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    Ntengo wa Mbhalane Responder

    Foi um musico da lusofonia aqui em Moçambique tambem sentimos muito sua falta. O jovem tinha um dom para fazer boa musica e de qualidade.

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    Amilcar Vera Cruz Responder

    A dor da perca continua em todos Santomense e nos palopes. O Camilo como pessoa foi um homem de merito e valores.Transmitia a sua arte de pensar para sociedade, recordo bem o Camilo como colega, na vida militar mesmo como maqueiro nas suas horas livres- com sua viola e voz encantava nas horas mais triste dos colegas e praças maçaricos e prosperava como um grande cantor da sociedade, valorizando os seus meritos ele deixou abeldade da cultura, vamos fortalecer o seu espirito fazendo algo para seu descanso, uma campa de qualidade onde as letras de ouro vão brilhar em toda geração santomese, altoreconhecimento social.

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    Soraya Luiza Sanches campos Responder

    E uma pena morte de caminlo .todos os anos recordamos de ele com muito carinho

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    Maulide Responder

    eu sempre gosto bastante as musicas de camilo domingo apezar de ser mocambicano sinto muito pelo disaparecimento fisico dele.ate agora que escrevo estou a escutar as musicas dele:abraco para afamilia

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    Pedro Nhampossa / Mocambicano Responder

    ate hoje ainda nao axei nenhum criolo que da musica igual ao seu.
    por isso es inesquensivel.que atua alma goze todas as promecas do reino de deus como nos gozamos asua musica na terra.

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    david Responder

    para mim ele é o melher cantor caboverdiano tenho pena de ele ter morido se ele nao tevesse morrido agora ele era o melhor cantor do mondo mas mesmo assim ele é o meu escolhido para a musica amo te

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    david Responder

    ele é realmente era nao sempre um bom cantor eu sinto que ele desapareseu para senpre ele nao divia ter morido ainda porque ele agora estava com muita fama em cabo verde e nos outros paises ele é inisquesivel esse homem continia vivo para mim

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    assis mata Responder

    é mas uma perda inreparavel para os sanrtomenses

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    Eusebio Responder

    Apesar de ser moçambicano suas musicas estao sempre na minha mente,ele continua vivo nos nossos coraçoes.

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    alberto artur cassuldme Responder

    sinto muito pelo odesaparecinento do musico camilo domigo,deixou nos uma magua,emparticularmente para nos os angolano,e uma dor enesquecive.q atua alma descaca,empaz camilo.

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    Jubilo de Matos Morais Responder

    Sou angolano, admirador do Camilo Domingos, quando morreu eu tinha 12 anos mas essa dor continua em mim pois para mim melhor que ele na música nunca mais apareceu.

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    Orlanda Responder

    Grande Camilo Domingos. Que Deus lhe dê o eterno descanso, partiste muito cedo, teremos-te sempre em nossas mentes, as suas músicas eram boas é muitos boas. Doce Vita. Era apenas uma adolescente quando comecei a ouvir as suas músicas, mas até hoje amo as. Por mais q venham milhares de cantores a sua música é sem igual. Tiro chapéu. Foste um gênio. Que Deus te de o eterno descanso. Amém.
    Directamente de Moçambique!

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