Política

STP quer albergar centro de formação e treino militar da região do Golfo da Guiné

Criação de uma força militar conjunta para combater a pirataria marítima na região do Golfo da Guiné é uma das propostas apresentadas na cimeira dos Chefes de Estados e de Governos da África Ocidental que decorreu nos Camarões. STP disse que tem condições para albergar centro de formação e treino militar.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, garantiu aos Chefes de Estados e delegações governamentais que tomaram parte na cimeira de Yaoundé sobre segurança marítima no golfo da guiné, que o arquipélago encravado no coração do golfo africano, tem condições para albergar um centro de formação e treino comum dos países da África Ocidental para segurança marítima. « Estou convencido que pela sua posição geográfica, condições arquipelágicas, estabilidade política, tamanho e equidistância, S.Tomé e Príncipe poderá vir a transformar-se num nó regional para a recolha, Tratamento e Disseminação de Informação sobre Segurança Marítima, nomeadamente a pirataria, no Golfo da Guiné. Esse nó, ligado à comunidade internacional, contribuiria de forma muito activa para a construção de um panorama daactividade marítima no Golfo da Guiné mais vasto, integrado, partilhado e compreensível, quer para a região quer a nível global. Pelas mesmas razões São Tomé e Príncipe tem condições excelentes para alojar um centro de formação e treino comum aos países do Golfo da Guiné para a área da Segurança Marítima», declarou o Chefe de Estado são-tomense na sua intervenção na cimeira de Yaoundé.

Acções de pirataria estão a aumentar no Golfo da Guiné. Segundo o relatório do bureau marítimo internacional, dos 102 ataques de pirataria registados no mundo durante o ano 2012, mais de metade aconteceu na costa africana.

O relatório adianta que entre Janeiro e Setembro de 2012, foram registados 34 ataques piratas no golfo da Guiné . Em 2011 foram 30 ataques no mesmo periodo..

Estimativas da ONU, indicam que as acções piratas provocam prejuízos avultados aos países da região, na ordem de 2 mil milhões de dólares por ano. A Nigéria sozinha regista perdas diárias de 3 milhões de dólares, por causa do trafico ilegal de petróleo no Delta do Níger, o que representa 7% das receitas petrolíferas do país.

O leitor tem acesso na íntegra ao discurso do Presidente Pinto da Costa na cimeira de Yaoundé –Discursocimeira

Abel Veiga

    13 comentários

13 comentários

  1. cacau

    25 de Junho de 2013 as 22:44

    Centro de formação militar para quê? Só se for para encher STP de órfãos como aconteceu na década de 80 com os militares angolanos. Abram os olhos!

    • Ernestino Mota

      8 de Julho de 2013 as 16:04

      Caro Cidadão seja inteligente, como é óbvio não se pode dar oportunidade ao inimigo anetes de iniciar o combate. É claro que STP pecisa muito desta oportunidade e só ficará a ganhar com a situação, dada a fragilidade e falta de capacidade financeira do país é bem vido esta iniciativa.
      Nós santomenses criticamos tudo e não sabemos dar valor as iniciativas importantes como esta, por isso é de lovar esta iniciativa e espero que a sua concretização seja breve.
      O Srº Drº Manuel da Pinto, assim como o Srº Ministro da Defesa Srº Oscarito ,normalmente são decisivos nos dasafios que coloca-Os.
      É preciso a paciência e inteligência.

      08.07.2013

  2. desta terra

    26 de Junho de 2013 as 8:13

    Acho que sim.

  3. vida de surpresa

    26 de Junho de 2013 as 9:12

    Minha gente, vamos ver uma coisa!
    Clara que as cenas dos anos 80 não queremos, mas a formação deste género é muito importante.
    Porque o nosso Pais neste esteira de segurança esta num termo frágil como podemos constatar na segurança aeroportuária e portuária.

    • luis

      26 de Junho de 2013 as 16:44

      Isso é problema de segurança interna não de pirataria.

  4. Barão de Água Izé

    26 de Junho de 2013 as 9:50

    Uma boa ideia mas que requer muito estudo e cuidado.
    Ter uma unidade dessa natureza em STP quando ainda não existe autoridade de Estado, pode não ser muito conveniente.

  5. feira ponto

    26 de Junho de 2013 as 12:49

    Muito bem Senhor Presidente. Temos que mostrar atitude de que o País é capaz.
    Acabou o tempo das mãos estendidas. Bem Haja.

  6. João Carlos

    26 de Junho de 2013 as 12:57

    Não estamos na altura de recebe a tamanha responsabilidade.

  7. cv riba la

    26 de Junho de 2013 as 14:23

    Não vejo nenhuma vantagem objetiva para são tomé e príncipe. mais uma vez vamos ser enganados como sempre!! antes disto temos k criar as condições reais para se tirar proveito, e isso temos de momento.

  8. Santomé Plodôsu

    26 de Junho de 2013 as 14:52

    Fleminga ku vonté´tichí.

  9. luis

    26 de Junho de 2013 as 16:27

    O que é preciso na luta contra a pirataria são as acções reais de vigilância e combate e não centro de treino, etc.
    Na Somália não foram precisos centros de treino nenhum porque foram empregues forças marítimas e aéreas de Países com capacidade e que estão fartas de intervir, não precisando de treino e têm essa capacidade material.
    Sejamos práticos e sérios: nenhum País do chamado golfo da Guiné tem capacidade militar naval ou outra para estes serviços e falo desde Cabo Verde até Angola.
    Agora fazer centro de treino, treinar e executar até quando? E os meios navais e aéreos de vigilância onde estão? Sejamos sérios.
    Assumam o acordo recente com Portugal nesta área que eles tratam dos piratas nas nossas águas ou então juntem-se e peçam à NATO para tratar do caso todo e rápido. Não mandem curandeiros fazer o papel de cirurgiões.
    Portugal ou a Nato, de também faz parte, acabam com esses piratas de vez e rápido tal como aconteceu no Índico e esse é o caminho.
    Juntem-se todos façam um chiquilá para pagar as despesas com os navios e o problema será resolvido.
    Agora discursos destes em cima das nuvens o vento vem e leva-os, apesar de ficar bem para consumo local.
    Disse.

  10. luis

    26 de Junho de 2013 as 16:37

    2ª parte:
    E o centro era montado onde?
    Guarda costeira? Quartel?
    E depois de montado, se fosse possível, quais os meios navais a serem empregues e de que Países?
    Digam-me qual o País desde Cabo Verde que tem uma marinha de guerra e quando falo de marinha falo a serio?
    Então quem, vai intervir?
    Já repararam que o porto de STP não dá para navios de grande calado tipo corvetas ou fragatas? Então vão abastecer ou aportar onde?
    Onde está a logística em STP para abastecer estes navios com água potável e comida a serio e em quantidade?
    Quem perde milhões de dólares por ano com a pirataria não é STP mas a Nigéria, Gabão e outros maiores na área que têm petróleo e são assaltados diariamente, por isso eles que paguem essa factura porque também não nos dão a comer desses benefícios.
    Sejamos práticos e não queiramos dar um passo maior que a nossa perna.

  11. ERC

    29 de Junho de 2013 as 16:27

    Eu sou contra essa ideia. Acho prematuro albergar forças militares regionais num paìs como São Tomé e Principe que se encontra em plena fase de transição. A autoridade do Estado poderà ser ameaçada pelos tais militares. Não se deixem enganar irmãos santomenses!

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